Interações de esomeprazol
Esomeprazol tem 23 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 10 graves, 12 moderadas e 1 leve. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.
Grupo: Inibidores da bomba de prótons. ATC A02BC05. Bula da FDA (em inglês)
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Queixa principal
Cefaleia pulsátil hemicraniana há 24 horas.
História da doença atual
Início pela manhã, EVA 7/10, fotofobia e náusea sem vômito. Terceiro episódio no mês. Melhora parcial com o AINE habitual.
Antecedentes pessoais
HAS diagnosticada há 4 anos, controlada com losartana 50 mg/dia. Nega alergias medicamentosas.
Exame físico · Sinais vitais
PA 130/85 · FC 78 · T 36,8 · EVA 7/10. Sem déficit neurológico focal. Romberg negativo.
Hipótese diagnóstica · CID-10
G43.9Enxaqueca sem aurasugerido
Conduta
Sumatriptana 50 mg VO nas crises. Diário de cefaleia por 2 semanas. Manter losartana 50 mg/dia. Retorno em 7 dias.
Grave10 interações graves
Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.
- Esomeprazol + atazanavir
Não se recomendam os inibidores da bomba de prótons com atazanavir.
O que fazer: Evitar os IBP; se imprescindível, administrar com dose e horário estritos conforme indicação.
- Esomeprazol + cefuroxima
Evitar os inibidores da bomba de prótons (e antagonistas H2) junto com cefuroxima.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de inibidores da bomba de prótons ou antagonistas H2.
- Esomeprazol + cilostazol
Os inibidores do CYP2C19 aumentam a exposição aos metabólitos ativos do cilostazol.
O que fazer: Reduzir a dose de cilostazol para 50 mg duas vezes ao dia ao coadministrar com um inibidor forte ou moderado do CYP2C19.
- Esomeprazol + citalopram
O esomeprazol aumenta a exposição ao citalopram e o risco de prolongamento do intervalo QT.
O que fazer: Limitar a dose de citalopram a um máximo de 20 mg ao dia se coadministrado com esomeprazol.
- Esomeprazol + clopidogrel
Evitar omeprazol ou esomeprazol com clopidogrel.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de omeprazol ou esomeprazol com clopidogrel.
- Esomeprazol + cobicistate
Inibidores da bomba de prótons não recomendados com atazanavir potencializado com cobicistate em pacientes com experiência de tratamento.
O que fazer: Em pacientes com experiência de tratamento, evitar o uso de IBP.
- Esomeprazol + metotrexato
O esomeprazol pode elevar e prolongar as concentrações séricas de metotrexato, especialmente em doses altas.
O que fazer: Considerar a suspensão temporária do esomeprazol durante a administração de metotrexato em doses altas.
- Esomeprazol + rifampicina
A rifampicina reduz substancialmente as concentrações de esomeprazol.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de esomeprazol com rifampicina.
- Esomeprazol + voriconazol
O voriconazol aumenta significativamente as concentrações de omeprazol e de outros inibidores da bomba de prótons.
O que fazer: Ao iniciar voriconazol em pacientes que já recebem omeprazol em doses de 40 mg ou mais, reduzir a dose de omeprazol à metade.
- Esomeprazol + varfarina
O uso concomitante de esomeprazol com varfarina aumenta o INR e o tempo de protrombina.
O que fazer: Vigiar o INR e o tempo de protrombina e ajustar a dose de varfarina conforme necessário.
Moderada12 interações moderadas
Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.
- Esomeprazol + budesonida
Os fármacos que reduzem a acidez gástrica podem alterar a liberação e a absorção da budesonida de liberação prolongada.
O que fazer: Levar em conta esta interação ao usar budesonida de liberação prolongada após o tratamento com inibidores da bomba de prótons, antagonistas H2 ou antiácidos.
- Esomeprazol + clobazam
Os inibidores do CYP2C19 (fluconazol, fluvoxamina, omeprazol) aumentam a exposição ao metabólito ativo do clobazam.
O que fazer: Ajustar a dose de clobazam quando coadministrado com inibidores fortes ou moderados do CYP2C19.
- Esomeprazol + digoxina
Esses medicamentos aumentam a concentração sérica de digoxina em menor grau (menos de 50% ou de magnitude não bem estabelecida).
O que fazer: Medir a concentração sérica de digoxina antes de iniciar o medicamento concomitante; continuar monitorando e reduzir a dose de digoxina conforme necessário.
- Esomeprazol + fluconazol
Fluconazol inibe de forma potente o CYP2C19 e pode aumentar os níveis de esomeprazol.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de esomeprazol ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP2C19; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender fluconazol.
- Esomeprazol + fluvoxamina
Fluvoxamina inibe de forma potente o CYP2C19 e pode aumentar os níveis de esomeprazol.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de esomeprazol ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP2C19; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender fluvoxamina.
- Esomeprazol + itraconazol
Esomeprazol pode reduzir a absorção de fármacos que dependem do pH gástrico, como sais de ferro, cetoconazol e itraconazol.
O que fazer: Vigiar a eficácia clínica; considerar separar a administração ou usar formulações alternativas quando possível.
- Esomeprazol + cetoconazol
Esomeprazol pode reduzir a absorção de fármacos que dependem do pH gástrico, como sais de ferro, cetoconazol e itraconazol.
O que fazer: Vigiar a eficácia clínica; considerar separar a administração ou usar formulações alternativas quando possível.
- Esomeprazol + levotiroxina
Sucralfato, antiácidos e inibidores da bomba de prótons reduzem a absorção da levotiroxina ao alterar a acidez gástrica.
O que fazer: Monitorar a função tireoidiana e separar a administração desses fármacos da levotiroxina.
- Esomeprazol + micofenolato
Esomeprazol pode reduzir a exposição ao metabólito ativo do micofenolato de mofetila.
O que fazer: Usar com cautela em pacientes transplantados que recebem micofenolato de mofetila.
- Esomeprazol + sulfato ferroso
Esomeprazol pode reduzir a absorção de fármacos que dependem do pH gástrico, como sais de ferro, cetoconazol e itraconazol.
O que fazer: Vigiar a eficácia clínica; considerar separar a administração ou usar formulações alternativas quando possível.
- Esomeprazol + tacrolimo
Esomeprazol pode aumentar a exposição ao tacrolimo, em especial em metabolizadores lentos do CYP2C19.
O que fazer: Vigiar as concentrações sanguíneas de tacrolimo e considerar reduzir a dose, se necessário.
- Esomeprazol + tofacitinibe
os inibidores moderados do CYP3A4 associados a inibidores potentes do CYP2C19 aumentam a exposição ao tofacitinibe
O que fazer: ajustar a dose de tofacitinibe conforme indicado na bula
Leve1 interação leve
Efeito pouco provável ou leve: tê-lo em mente.
- Esomeprazol + carisoprodol
Os inibidores do CYP2C19 aumentam a exposição ao carisoprodol e diminuem a de seu metabólito meprobamato.
O que fazer: Levar em conta a possível mudança na exposição ao associar inibidores do CYP2C19, como omeprazol ou fluvoxamina.
Perguntas frequentes
- Com quais medicamentos esomeprazol interage?
- Na nossa base, esomeprazol tem 23 interações documentadas; as mais graves são com atazanavir, cefuroxima, cilostazol, citalopram, clopidogrel, cobicistate. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
- Como reviso esomeprazol com outros medicamentos ao mesmo tempo?
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