Interações de rifampicina
Rifampicina tem 176 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 10 contraindicadas, 72 graves e 94 moderadas. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.
Grupo: Rifamicinas, Antituberculosos, Antibióticos. ATC J04AB02. Também chamado: rifampin. Bula da FDA (em inglês)
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Queixa principal
Cefaleia pulsátil hemicraniana há 24 horas.
História da doença atual
Início pela manhã, EVA 7/10, fotofobia e náusea sem vômito. Terceiro episódio no mês. Melhora parcial com o AINE habitual.
Antecedentes pessoais
HAS diagnosticada há 4 anos, controlada com losartana 50 mg/dia. Nega alergias medicamentosas.
Exame físico · Sinais vitais
PA 130/85 · FC 78 · T 36,8 · EVA 7/10. Sem déficit neurológico focal. Romberg negativo.
Hipótese diagnóstica · CID-10
G43.9Enxaqueca sem aurasugerido
Conduta
Sumatriptana 50 mg VO nas crises. Diário de cefaleia por 2 semanas. Manter losartana 50 mg/dia. Retorno em 7 dias.
Contraindicada10 interações contraindicadas
Não associar: a bula ou o mecanismo a desaconselham sempre.
- Rifampicina + atazanavir
Contraindicado com indutores fortes do CYP3A pela perda de eficácia antirretroviral.
O que fazer: Evitar a associação; usar um antirretroviral alternativo.
- Rifampicina + cobicistate
Rifampicina contraindicada com cobicistate.
O que fazer: Não coadministrar; usar um antituberculoso alternativo (p. ex., rifabutina com ajuste de dose).
- Rifampicina + darunavir
Não usar darunavir/ritonavir com rifampicina: perda do efeito antirretroviral e risco de resistência.
O que fazer: Não coadministrar; usar um antituberculoso alternativo (p. ex., rifabutina com ajuste de dose).
- Rifampicina + lurasidona
O uso concomitante de lurasidona com indutores fortes do CYP3A4 é contraindicado.
O que fazer: Não usar lurasidona junto com um indutor forte do CYP3A4 (p. ex., rifampicina, carbamazepina, fenitoína).
- Rifampicina + nevirapina
Rifampicina contraindicada com nevirapina.
O que fazer: Não administrar de forma concomitante; usar rifabutina como alternativa em pacientes coinfectados com tuberculose.
- Rifampicina + nifedipino
Contraindicados os indutores fortes do CYP3A com nifedipino.
O que fazer: Não usar nifedipino junto com indutores fortes do CYP3A; considerar um anti-hipertensivo alternativo.
- Rifampicina + pimozida
Os antibióticos macrolídeos são contraindicados com pimozida.
O que fazer: Não coadministrar pimozida com antibióticos macrolídeos.
- Rifampicina + ranolazina
Não usar ranolazina com indutores fortes do CYP3A.
O que fazer: Não usar ranolazina com indutores fortes do CYP3A, como rifampicina, rifabutina, fenobarbital, fenitoína ou carbamazepina.
- Rifampicina + ritonavir
O uso concomitante de rifampicina com ritonavir (potencializando o saquinavir) é contraindicado.
O que fazer: Não usar rifampicina em pacientes que recebem saquinavir potencializado com ritonavir.
- Rifampicina + voriconazol
Rifampicina, carbamazepina e os barbitúricos de ação prolongada são contraindicados com voriconazol.
O que fazer: Não associar voriconazol com rifampicina, carbamazepina nem barbitúricos de ação prolongada.
Grave72 interações graves
Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.
- Rifampicina + abiraterona
Evitar indutores fortes do CYP3A4, como a rifampicina, com abiraterona.
O que fazer: Evitar os indutores fortes do CYP3A4; se for imprescindível usá-los, aumentar a frequência de administração da abiraterona.
- Rifampicina + alprazolam
Os indutores do CYP3A4, como carbamazepina ou fenitoína, diminuem as concentrações plasmáticas de alprazolam.
O que fazer: Usar com cautela durante a coadministração; monitorar a resposta clínica e ajustar a dose de alprazolam, se necessário.
- Rifampicina + apixabana
Os indutores combinados fortes da P-gp e do CYP3A4 diminuem a exposição à apixabana.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de apixabana com indutores combinados fortes da P-gp e do CYP3A4.
- Rifampicina + aripiprazol
Os indutores fortes do CYP3A4, como carbamazepina ou rifampicina, diminuem a exposição ao aripiprazol.
O que fazer: Considerar aumentar a dose de aripiprazol ao associá-lo com um indutor forte do CYP3A4.
- Rifampicina + bictegravir
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de bictegravir a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se bictegravir for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de bictegravir e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + budesonida
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de budesonida a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se budesonida for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de budesonida e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + buprenorfina
Os indutores do CYP3A4 diminuem a concentração plasmática de buprenorfina e, quando suspensos, podem provocar depressão respiratória grave.
O que fazer: Se o uso concomitante for necessário, considerar aumentar a dose de buprenorfina até obter um efeito estável; ao suspender o indutor, considerar reduzir a dose de buprenorfina e monitorar a função respiratória.
- Rifampicina + carbamazepina
Fenitoína, fenobarbital, rifampicina e teofilina podem diminuir a concentração plasmática de carbamazepina.
O que fazer: Pode ser necessário aumentar a dose de carbamazepina ao iniciar tratamento com esses indutores.
- Rifampicina + ciclosporina
Numerosos medicamentos aumentam as concentrações de ciclosporina.
O que fazer: Ajustar a dose de ciclosporina conforme suas concentrações ao iniciar ou suspender qualquer um desses medicamentos.
- Rifampicina + citalopram
O citalopram não deve ser usado junto com outros medicamentos que prolongam o intervalo QTc.
O que fazer: Evitar a associação; se não for possível, monitorar o ECG.
- Rifampicina + clopidogrel
Evitar indutores fortes do CYP2C19, como a rifampicina, com clopidogrel.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de indutores fortes do CYP2C19, como a rifampicina.
- Rifampicina + clozapina
Não se recomenda associar clozapina com indutores fortes do CYP3A4.
O que fazer: Evitar a associação; se o indutor for suspenso, considerar reduzir a dose de clozapina.
- Rifampicina + codeína
Os inibidores do CYP3A4 aumentam as concentrações de codeína e de seu metabólito ativo, a morfina.
O que fazer: Se o uso conjunto for necessário, considerar reduzir a dose de codeína e vigiar o paciente com frequência.
- Rifampicina + colchicina
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de colchicina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se colchicina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de colchicina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + dabigatrana
Os indutores da glicoproteína P, como a rifampicina, diminuem a exposição à dabigatrana.
O que fazer: Em geral, evitar o uso concomitante de dabigatrana com indutores da glicoproteína P, como a rifampicina.
- Rifampicina + deflazacorte
os indutores moderados ou fortes do CYP3A4 reduzem a eficácia do deflazacorte
O que fazer: evitar o uso concomitante desses indutores do CYP3A4 com deflazacorte
- Rifampicina + desogestrel
A rifampicina reduz a confiabilidade dos anticoncepcionais hormonais.
O que fazer: Usar um método anticoncepcional não hormonal durante o tratamento com rifampicina.
- Rifampicina + digoxina
Esses medicamentos diminuem a concentração sérica de digoxina.
O que fazer: Medir a concentração sérica de digoxina antes de iniciar o medicamento concomitante; continuar monitorando e aumentar a dose de digoxina em aproximadamente 20% a 40%, conforme necessário.
- Rifampicina + diltiazem
Deve-se evitar a coadministração de diltiazem com rifampicina ou indutores fortes do CYP3A4.
O que fazer: Evitar a coadministração de diltiazem com rifampicina ou qualquer indutor conhecido do CYP3A4.
- Rifampicina + dimenidrinato
O dimenidrinato pode mascarar a ototoxicidade de certos antibióticos.
O que fazer: Usar com cautela junto com antibióticos ototóxicos (por exemplo, aminoglicosídeos); monitorar a função auditiva e vestibular.
- Rifampicina + dolutegravir
A rifampicina diminui as concentrações de dolutegravir.
O que fazer: Ajustar a dose de dolutegravir para duas vezes ao dia em pacientes sem resistência a inibidores da integrase.
- Rifampicina + domperidona
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de domperidona a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se domperidona for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de domperidona e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + dronedarona
Os indutores fortes do CYP3A diminuem significativamente a exposição à dronedarona.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de rifampicina ou outros indutores fortes do CYP3A.
- Rifampicina + drospirenona
A rifampicina reduz a confiabilidade dos anticoncepcionais hormonais.
O que fazer: Usar um método anticoncepcional não hormonal durante o tratamento com rifampicina.
- Rifampicina + edoxabana
A rifampicina não deve ser usada com edoxabana.
O que fazer: Evitar o uso concomitante.
- Rifampicina + efavirenz
Deve-se evitar o uso concomitante de rifampicina com zidovudina ou efavirenz.
O que fazer: Evitar o uso concomitante; se não for possível, vigiar a resposta virológica.
- Rifampicina + eletriptana
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de eletriptana a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se eletriptana for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de eletriptana e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + enzalutamida
Os indutores fortes do CYP3A4 diminuem a exposição à enzalutamida e podem reduzir sua eficácia.
O que fazer: Evitar a coadministração com indutores fortes do CYP3A4; se não puder ser evitada, aumentar a dose de enzalutamida.
- Rifampicina + eplerenona
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de eplerenona a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se eplerenona for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de eplerenona e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + ergotamina
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ergotamina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se ergotamina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ergotamina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + esomeprazol
A rifampicina reduz substancialmente as concentrações de esomeprazol.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de esomeprazol com rifampicina.
- Rifampicina + etinilestradiol
Esses indutores enzimáticos podem reduzir a eficácia contraceptiva do etinilestradiol.
O que fazer: Usar um método contraceptivo de reserva ou alternativo enquanto se usa o indutor enzimático.
- Rifampicina + everolimo
Não se recomenda associar everolimo com inibidores ou indutores fortes do CYP3A4.
O que fazer: Evitar a associação; se imprescindível, monitorar rigorosamente as concentrações de vale do everolimo.
- Rifampicina + fentanila
Os indutores do CYP3A4 diminuem as concentrações de fentanila.
O que fazer: Monitorar de perto e ajustar a dose de fentanila ao iniciar ou suspender o indutor.
- Rifampicina + fluoxetina
Antipsicóticos e antibióticos que prolongam o intervalo QT aumentam o risco de arritmia com fluoxetina.
O que fazer: Evitar a associação; se não for possível, monitorar o ECG.
- Rifampicina + fluticasona
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de fluticasona a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se fluticasona for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de fluticasona e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + imatinibe
Os indutores fortes do CYP3A4 diminuem a exposição ao imatinibe.
O que fazer: Considerar agentes alternativos com menor potencial de indução enzimática quando for necessário um indutor forte do CYP3A4.
- Rifampicina + isoniazida
O uso associado de rifampicina e isoniazida aumenta o risco de hepatotoxicidade.
O que fazer: Monitorar rigorosamente a função hepática em pacientes que recebem rifampicina e isoniazida em conjunto.
- Rifampicina + itraconazol
Não se recomenda associar itraconazol a isoniazida, rifampicina ou rifabutina, pois diminuem sua concentração.
O que fazer: Evitar o uso associado 2 semanas antes e durante o tratamento com itraconazol (rifabutina, além disso, 2 semanas depois).
- Rifampicina + ivabradina
Deve-se evitar o uso de ivabradina com indutores do CYP3A4.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de indutores do CYP3A4.
- Rifampicina + lamotrigina
Carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e rifampicina diminuem as concentrações de lamotrigina.
O que fazer: Pode ser necessário ajuste de dose de lamotrigina; monitorar a resposta clínica.
- Rifampicina + lansoprazol
Os indutores fortes do CYP2C19/CYP3A4, como a rifampicina, diminuem a exposição ao lansoprazol.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de lansoprazol com rifampicina.
- Rifampicina + levonorgestrel
A rifampicina reduz a confiabilidade dos anticoncepcionais hormonais.
O que fazer: Usar um método anticoncepcional não hormonal durante o tratamento com rifampicina.
- Rifampicina + linagliptina
A rifampicina e outros indutores potentes do CYP3A4 ou da glicoproteína P reduzem a exposição e a eficácia da linagliptina.
O que fazer: Recomenda-se o uso de tratamentos alternativos quando a linagliptina precisar ser administrada com um indutor potente do CYP3A4 ou da glicoproteína P.
- Rifampicina + lovastatina
A rifampicina diminui a exposição às estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, como a sinvastatina.
O que fazer: Vigiar o perfil lipídico e considerar ajustar a dose ou mudar para uma estatina não dependente do CYP3A4.
- Rifampicina + medroxiprogesterona
A rifampicina reduz a confiabilidade dos anticoncepcionais hormonais.
O que fazer: Usar um método anticoncepcional não hormonal durante o tratamento com rifampicina.
- Rifampicina + metadona
Os indutores do CYP3A4, CYP2B6, CYP2C19 ou CYP2C9 (rifampicina, carbamazepina, fenitoína, fenobarbital) podem diminuir as concentrações plasmáticas de metadona.
O que fazer: Vigiar sintomas de abstinência de opioides; se o indutor for suspenso, considerar reduzir a dose de metadona e vigiar depressão respiratória e sedação.
- Rifampicina + micofenolato
Não se recomenda administrar micofenolato com rifampicina, a menos que o benefício supere o risco.
O que fazer: Evitar a associação, a menos que o benefício supere o risco; se usada, vigiar a resposta clínica.
- Rifampicina + midazolam
A rifampicina diminui a exposição ao diazepam e a outros benzodiazepínicos.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e ajustar a dose, se necessário.
- Rifampicina + omeprazol
A rifampicina pode diminuir substancialmente as concentrações de omeprazol.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de omeprazol com rifampicina.
- Rifampicina + oxicodona
Os indutores fortes do CYP3A4 podem diminuir as concentrações plasmáticas de oxicodona e sua eficácia analgésica.
O que fazer: Avaliar o paciente com frequência; considerar aumentar a dose de oxicodona, se necessário, para manter a analgesia e, ao descontinuar o indutor, considerar reduzi-la.
- Rifampicina + paliperidona
Evitar paliperidona com outros medicamentos que prolongam o intervalo QTc.
O que fazer: Evitar a associação de paliperidona com antiarrítmicos de classe IA/III, antipsicóticos ou antibióticos que prolongam o intervalo QT, como amiodarona, sotalol, clorpromazina ou moxifloxacino.
- Rifampicina + quetiapina
Os indutores fortes do CYP3A4 diminuem a exposição à quetiapina e podem reduzir sua eficácia.
O que fazer: Aumentar a dose de quetiapina em até 5 vezes durante o uso concomitante crônico com um indutor forte do CYP3A4 e reduzi-la dentro de 7 a 14 dias após a suspensão do indutor.
- Rifampicina + raltegravir
A rifampicina reduz as concentrações de raltegravir; sua coadministração não é recomendada.
O que fazer: Não recomendado; se for imprescindível, ajustar a dose de raltegravir conforme a formulação.
- Rifampicina + rivaroxabana
Deve-se evitar rivaroxabana com indutores combinados da glicoproteína P e do CYP3A.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de rivaroxabana com esses indutores.
- Rifampicina + salmeterol
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de salmeterol a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se salmeterol for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de salmeterol e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + sinvastatina
A rifampicina diminui a exposição às estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, como a sinvastatina.
O que fazer: Vigiar o perfil lipídico e considerar ajustar a dose ou mudar para uma estatina não dependente do CYP3A4.
- Rifampicina + sirolimo
Evitar sirolimo com indutores fortes do CYP3A4/P-gp.
O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.
- Rifampicina + tacrolimo
A rifampicina diminui a exposição ao tacrolimo.
O que fazer: Monitorar as concentrações de tacrolimo no sangue total e fazer os ajustes de dose necessários quando usados concomitantemente.
- Rifampicina + tamoxifeno
A rifampicina diminui acentuadamente a exposição ao tamoxifeno.
O que fazer: Evitar a associação, se possível; se for necessária, vigiar rigorosamente a resposta clínica.
- Rifampicina + teofilina
A rifampicina diminui a exposição à teofilina.
O que fazer: Vigiar os níveis de teofilina e a resposta clínica; ajustar a dose, se necessário.
- Rifampicina + ticagrelor
Deve-se evitar o uso concomitante de ticagrelor com rifampicina.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de ticagrelor com rifampicina.
- Rifampicina + tofacitinibe
os indutores potentes do CYP3A4 reduzem a exposição ao tofacitinibe
O que fazer: evitar o uso concomitante de tofacitinibe com indutores potentes do CYP3A4
- Rifampicina + torasemida
O uso conjunto de torasemida com aminoglicosídeos aumenta o risco de ototoxicidade.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de torasemida e aminoglicosídeos, se possível.
- Rifampicina + tramadol
Os inibidores do CYP3A4 (macrolídeos, azólicos, inibidores de protease) aumentam a concentração plasmática de tramadol.
O que fazer: Avaliar com frequência sinais de convulsões, síndrome serotoninérgica e toxicidade opioide; considerar reduzir a dose de tramadol se o uso concomitante for necessário.
- Rifampicina + trazodona
Deve-se evitar o uso de trazodona com inibidores do CYP3A4 ou com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar o uso de trazodona junto com inibidores do CYP3A4 (como itraconazol, claritromicina ou voriconazol) ou com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT (como amiodarona, sotalol, ziprasidona ou clorpromazina).
- Rifampicina + triazolam
A rifampicina diminui a exposição ao diazepam e a outros benzodiazepínicos.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e ajustar a dose, se necessário.
- Rifampicina + vardenafila
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de vardenafila a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se vardenafila for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de vardenafila e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + verapamil
A rifampicina reduz muito a biodisponibilidade oral do verapamil.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e ajustar a dose de verapamil ao coadministrar com rifampicina.
- Rifampicina + varfarina
A rifampicina diminui a exposição aos anticoagulantes orais, como a varfarina.
O que fazer: Realizar o tempo de protrombina diariamente ou com a frequência necessária para estabelecer e manter a dose requerida do anticoagulante.
- Rifampicina + zidovudina
Deve-se evitar o uso concomitante de rifampicina com zidovudina ou efavirenz.
O que fazer: Evitar o uso concomitante; se não for possível, vigiar a resposta virológica.
- Rifampicina + zolpidem
A rifampicina reduz muito a exposição e o efeito do zolpidem.
O que fazer: Levar em conta que o uso de rifampicina com zolpidem pode diminuir a eficácia do zolpidem.
Moderada94 interações moderadas
Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.
- Rifampicina + acenocumarol
A rifampicina diminui a exposição aos anticoagulantes orais, como a varfarina.
O que fazer: Realizar o tempo de protrombina diariamente ou com a frequência necessária para estabelecer e manter a dose requerida do anticoagulante.
- Rifampicina + ácido valproico
Os indutores enzimáticos hepáticos aumentam a depuração do ácido valproico.
O que fazer: Aumentar o monitoramento das concentrações de valproato e ajustar a dose ao iniciar ou suspender estes medicamentos.
- Rifampicina + albendazol
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de albendazol a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se albendazol for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de albendazol e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + amiodarona
A rifampicina reduz as concentrações séricas de amiodarona.
O que fazer: Monitorar a resposta clínica e considerar ajuste da dose de amiodarona.
- Rifampicina + amitriptilina
A rifampicina diminui a exposição aos antidepressivos tricíclicos, como a nortriptilina.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e os níveis do antidepressivo tricíclico; ajustar a dose ao iniciar ou suspender a rifampicina.
- Rifampicina + anlodipino
Os indutores do CYP3A podem diminuir o efeito do anlodipino.
O que fazer: Monitorar rigorosamente a pressão arterial ao coadministrar indutores do CYP3A.
- Rifampicina + atenolol
A rifampicina diminui a exposição aos betabloqueadores de metabolização hepática.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica (frequência cardíaca, pressão arterial) e ajustar a dose, se necessário.
- Rifampicina + atorvastatina
A rifampicina pode reduzir significativamente as concentrações de atorvastatina.
O que fazer: Administrar atorvastatina e rifampicina de forma simultânea.
- Rifampicina + betametasona
A rifampicina diminui o efeito dos corticoides sistêmicos.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e considerar aumentar a dose do corticoide, se necessário.
- Rifampicina + bisoprolol
A rifampicina diminui a exposição aos betabloqueadores de metabolização hepática.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica (frequência cardíaca, pressão arterial) e ajustar a dose, se necessário.
- Rifampicina + bosentana
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de bosentana a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se bosentana for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de bosentana e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + bromazepam
A rifampicina diminui a exposição ao diazepam e a outros benzodiazepínicos.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e ajustar a dose, se necessário.
- Rifampicina + bupropiona
Rifampicina induz o CYP2B6 e pode reduzir os níveis de bupropiona a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se bupropiona for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de bupropiona e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + carbonato de cálcio
Os antiácidos diminuem a absorção da rifampicina.
O que fazer: Administrar rifampicina pelo menos 1 hora antes de tomar antiácidos.
- Rifampicina + carisoprodol
A rifampicina, indutor do CYP2C19, diminui a exposição ao carisoprodol e aumenta a de seu metabólito meprobamato.
O que fazer: Levar em conta a possível mudança na exposição ao associar indutores do CYP2C19, como a rifampicina.
- Rifampicina + carvedilol
A rifampicina reduz significativamente as concentrações plasmáticas de carvedilol.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e ajustar a dose de carvedilol ao associar rifampicina.
- Rifampicina + celecoxibe
A rifampicina, um indutor do CYP2C9, pode reduzir a eficácia do celecoxibe.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e considerar ajustar a dose de celecoxibe se coadministrado com rifampicina.
- Rifampicina + cilostazol
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de cilostazol a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se cilostazol for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de cilostazol e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + cinacalcete
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de cinacalcete a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se cinacalcete for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de cinacalcete e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + claritromicina
A rifampicina diminui a exposição à claritromicina.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica; considerar um antibiótico alternativo, se necessário.
- Rifampicina + clindamicina
Os indutores fortes do CYP3A4, como a rifampicina, podem reduzir a eficácia da clindamicina.
O que fazer: Monitorar a perda de eficácia ao associar com um indutor forte do CYP3A4.
- Rifampicina + clobazam
A rifampicina diminui a exposição ao diazepam e a outros benzodiazepínicos.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e ajustar a dose, se necessário.
- Rifampicina + clomipramina
A rifampicina diminui a exposição aos antidepressivos tricíclicos, como a nortriptilina.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e os níveis do antidepressivo tricíclico; ajustar a dose ao iniciar ou suspender a rifampicina.
- Rifampicina + clonazepam
A rifampicina diminui a exposição ao diazepam e a outros benzodiazepínicos.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e ajustar a dose, se necessário.
- Rifampicina + dexametasona
os indutores do CYP3A4 reduzem o efeito da dexametasona
O que fazer: aumentar a dose de dexametasona conforme a resposta clínica
- Rifampicina + diazepam
A rifampicina diminui a exposição ao diazepam e a outros benzodiazepínicos.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e ajustar a dose, se necessário.
- Rifampicina + donepezila
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de donepezila a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se donepezila for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de donepezila e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + doxiciclina
Rifampicina diminui a exposição à doxiciclina.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica; considerar um antibiótico alternativo, se necessário.
- Rifampicina + duloxetina
Rifampicina induz o CYP1A2 e pode reduzir os níveis de duloxetina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se duloxetina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de duloxetina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + enalapril
Rifampicina diminui a exposição ao metabólito ativo do enalapril.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial e ajustar a dose, se necessário.
- Rifampicina + enoxaparina
A rifampicina diminui a exposição aos anticoagulantes orais, como a varfarina.
O que fazer: Realizar o tempo de protrombina diariamente ou com a frequência necessária para estabelecer e manter a dose requerida do anticoagulante.
- Rifampicina + escitalopram
Rifampicina induz o CYP2C19 e pode reduzir os níveis de escitalopram a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se escitalopram for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de escitalopram e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + estradiol
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de estradiol a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se estradiol for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de estradiol e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + eszopiclona
Os indutores do CYP3A4 podem diminuir a exposição e o efeito da eszopiclona.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e considerar ajustar a dose de eszopiclona ao associar um indutor do CYP3A4.
- Rifampicina + felodipino
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de felodipino a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se felodipino for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de felodipino e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + fenitoína
Esses medicamentos podem diminuir as concentrações séricas de fenitoína.
O que fazer: Monitorar os níveis de fenitoína e o controle clínico das convulsões.
- Rifampicina + flecainida
Rifampicina diminui a exposição aos antiarrítmicos, como a propafenona.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e o ritmo cardíaco; ajustar a dose, se necessário.
- Rifampicina + fluconazol
Rifampicina acelera o metabolismo do fluconazol e reduz sua concentração.
O que fazer: Considerar aumentar a dose de fluconazol quando administrado com rifampicina.
- Rifampicina + fludrocortisona
Fenitoína, rifampicina e barbitúricos aumentam a depuração da fludrocortisona.
O que fazer: Vigiar o efeito clínico do corticoide e aumentar a dose de fludrocortisona, se necessário.
- Rifampicina + genfibrozila
A genfibrozila pode aumentar a exposição a fármacos que são substratos do transportador OATP1B1.
O que fazer: Pode ser necessário reduzir a dose do fármaco substrato do OATP1B1 quando usado junto com genfibrozila.
- Rifampicina + glibenclamida
Rifampicina pode piorar o controle glicêmico em pacientes tratados com sulfonilureias.
O que fazer: Vigiar a glicemia e ajustar o tratamento antidiabético, se necessário.
- Rifampicina + gliclazida
Rifampicina pode piorar o controle glicêmico em pacientes tratados com sulfonilureias.
O que fazer: Vigiar a glicemia e ajustar o tratamento antidiabético, se necessário.
- Rifampicina + glimepirida
Vários medicamentos podem reduzir o efeito hipoglicemiante da glimepirida.
O que fazer: Vigiar de perto o controle glicêmico do paciente ao associar estes medicamentos.
- Rifampicina + glipizida
Vários medicamentos, entre eles outros antidiabéticos, IECA, fibratos, fluoxetina, salicilatos, AINE, antibióticos sulfonamídicos e quinolonas, voriconazol e cumarínicos, podem aumentar o efeito hipoglicemiante da glipizida.
O que fazer: Monitorar rigorosamente o paciente para detectar hipoglicemia quando estes medicamentos forem coadministrados.
- Rifampicina + haloperidol
Rifampicina reduz acentuadamente as concentrações plasmáticas de haloperidol.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e aumentar a dose de haloperidol ou ajustar o intervalo posológico conforme necessário; vigiar também ao suspender a rifampicina, pelo possível aumento das concentrações de haloperidol.
- Rifampicina + heparina
A rifampicina diminui a exposição aos anticoagulantes orais, como a varfarina.
O que fazer: Realizar o tempo de protrombina diariamente ou com a frequência necessária para estabelecer e manter a dose requerida do anticoagulante.
- Rifampicina + hidrocortisona
Os indutores enzimáticos (barbitúricos, fenitoína, carbamazepina, rifampicina) aumentam o metabolismo da hidrocortisona.
O que fazer: Pode ser necessário aumentar a dose de hidrocortisona durante o uso conjunto.
- Rifampicina + hidróxido de alumínio e magnésio
Os antiácidos diminuem a absorção da rifampicina.
O que fazer: Administrar rifampicina pelo menos 1 hora antes de tomar antiácidos.
- Rifampicina + imipramina
A rifampicina diminui a exposição aos antidepressivos tricíclicos, como a nortriptilina.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e os níveis do antidepressivo tricíclico; ajustar a dose ao iniciar ou suspender a rifampicina.
- Rifampicina + ivermectina
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ivermectina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se ivermectina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ivermectina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + cetoconazol
Rifampicina diminui a exposição ao cetoconazol.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica antifúngica; considerar uma terapia alternativa, se necessário.
- Rifampicina + leflunomida
Rifampicina aumenta as concentrações do metabólito ativo da leflunomida.
O que fazer: Usar com cautela, já que as concentrações podem continuar aumentando com doses repetidas.
- Rifampicina + levotiroxina
Fenobarbital e rifampicina aumentam o metabolismo hepático da levotiroxina.
O que fazer: Vigiar o estado tireoidiano se barbitúricos ou rifampicina forem acrescentados ou retirados; ajustar a dose de levotiroxina conforme necessário.
- Rifampicina + loperamida
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de loperamida a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se loperamida for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de loperamida e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + loratadina
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de loratadina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se loratadina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de loratadina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + lorazepam
A rifampicina diminui a exposição ao diazepam e a outros benzodiazepínicos.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e ajustar a dose, se necessário.
- Rifampicina + losartana
Rifampicina reduz as concentrações de losartana e de seu metabólito ativo.
O que fazer: Vigiar a resposta anti-hipertensiva durante o uso concomitante.
- Rifampicina + metilprednisolona
Os indutores enzimáticos, como carbamazepina, fenitoína, rifampicina e barbitúricos, podem aumentar o metabolismo da metilprednisolona.
O que fazer: Pode ser necessário aumentar a dose de metilprednisolona ao usá-la junto com esses indutores enzimáticos.
- Rifampicina + metoprolol
A rifampicina diminui a exposição aos betabloqueadores de metabolização hepática.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica (frequência cardíaca, pressão arterial) e ajustar a dose, se necessário.
- Rifampicina + mirtazapina
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de mirtazapina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se mirtazapina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de mirtazapina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + morfina
Rifampicina diminui a exposição à oxicodona e à morfina.
O que fazer: Vigiar a eficácia analgésica e ajustar a dose do opioide, se necessário.
- Rifampicina + moxifloxacino
Rifampicina diminui a exposição ao moxifloxacino.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica; considerar um antibiótico alternativo, se necessário.
- Rifampicina + nebivolol
A rifampicina diminui a exposição aos betabloqueadores de metabolização hepática.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica (frequência cardíaca, pressão arterial) e ajustar a dose, se necessário.
- Rifampicina + nortriptilina
A rifampicina diminui a exposição aos antidepressivos tricíclicos, como a nortriptilina.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e os níveis do antidepressivo tricíclico; ajustar a dose ao iniciar ou suspender a rifampicina.
- Rifampicina + olanzapina
Omeprazol e rifampicina podem aumentar a depuração da olanzapina.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e considerar ajustar a dose de olanzapina ao associar com esses fármacos.
- Rifampicina + ondansetrona
Rifampicina diminui a exposição à ondansetrona.
O que fazer: Vigiar o controle de náuseas e vômitos; considerar doses adicionais ou alternativas, se necessário.
- Rifampicina + oxcarbazepina
Esses indutores enzimáticos diminuem o metabólito ativo da oxcarbazepina.
O que fazer: Monitorar os níveis do metabólito ativo (MHD) durante a titulação da oxcarbazepina; pode ser necessário ajustar sua dose.
- Rifampicina + oxibutinina
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de oxibutinina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se oxibutinina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de oxibutinina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + pantoprazol
Rifampicina induz o CYP2C19 e pode reduzir os níveis de pantoprazol a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se pantoprazol for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de pantoprazol e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + petidina
suspender um indutor potente do CYP3A4 aumenta a concentração de petidina
O que fazer: avaliar o paciente com frequência e considerar reduzir a dose de petidina se o indutor for suspenso
- Rifampicina + pioglitazona
Rifampicina pode reduzir significativamente a exposição à pioglitazona.
O que fazer: Ajustar o tratamento antidiabético conforme a resposta clínica ao iniciar ou suspender a rifampicina, sem exceder a dose máxima recomendada de pioglitazona.
- Rifampicina + pravastatina
A rifampicina diminui a exposição às estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, como a sinvastatina.
O que fazer: Vigiar o perfil lipídico e considerar ajustar a dose ou mudar para uma estatina não dependente do CYP3A4.
- Rifampicina + prednisolona
Os indutores enzimáticos (barbitúricos, fenitoína, carbamazepina, rifampicina) aumentam o metabolismo da prednisolona.
O que fazer: Pode ser necessário aumentar a dose de prednisolona durante o uso conjunto.
- Rifampicina + prednisona
Os antibióticos macrolídeos diminuem a depuração dos corticoides.
O que fazer: Vigiar sinais de excesso de corticoide ao associar com macrolídeos; ajustar a dose, se necessário.
- Rifampicina + progesterona
Os indutores fortes do CYP3A4 podem aumentar a eliminação da progesterona e reduzir sua eficácia.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica ao coadministrar com um indutor forte do CYP3A4.
- Rifampicina + propafenona
Rifampicina reduz as concentrações de propafenona.
O que fazer: Monitorar a resposta clínica; pode ser necessário ajuste de dose.
- Rifampicina + propranolol
Os indutores do metabolismo hepático diminuem as concentrações plasmáticas de propranolol.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e considerar ajuste de dose do propranolol.
- Rifampicina + repaglinida
os indutores do CYP3A4/CYP2C8 reduzem o efeito da repaglinida
O que fazer: aumentar a dose de repaglinida e a frequência de monitoramento da glicose conforme necessário
- Rifampicina + rifabutina
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de rifabutina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se rifabutina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de rifabutina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + riociguate
Os indutores potentes do CYP3A podem reduzir significativamente a exposição ao riociguate.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica ao associar um indutor potente do CYP3A; não há dados que orientem um ajuste específico de dose.
- Rifampicina + risperidona
Os indutores enzimáticos, como a carbamazepina, diminuem as concentrações plasmáticas de risperidona.
O que fazer: Monitorar de perto ao iniciar ou suspender o indutor e ajustar a dose de risperidona conforme necessário.
- Rifampicina + rosuvastatina
A rifampicina diminui a exposição às estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, como a sinvastatina.
O que fazer: Vigiar o perfil lipídico e considerar ajustar a dose ou mudar para uma estatina não dependente do CYP3A4.
- Rifampicina + sildenafila
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de sildenafila a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se sildenafila for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de sildenafila e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + solifenacina
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de solifenacina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se solifenacina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de solifenacina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + sotalol
A rifampicina diminui a exposição aos betabloqueadores de metabolização hepática.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica (frequência cardíaca, pressão arterial) e ajustar a dose, se necessário.
- Rifampicina + tadalafila
Os indutores fortes do CYP3A4, como a rifampicina, diminuem a exposição à tadalafila e podem reduzir sua eficácia.
O que fazer: Considerar a possível perda de eficácia da tadalafila ao coadministrar com um indutor forte do CYP3A4, como a rifampicina.
- Rifampicina + tansulosina
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de tansulosina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se tansulosina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de tansulosina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + terbinafina
Rifampicina aumenta a depuração da terbinafina.
O que fazer: Vigiar a resposta terapêutica ao associar; pode ser necessário ajuste de dose.
- Rifampicina + tinidazol
Os indutores do CYP3A4 podem acelerar a eliminação do tinidazol e reduzir seu efeito.
O que fazer: Vigiar o efeito clínico do tinidazol; pode ser necessário ajuste de dose se coadministrado com indutores do CYP3A4.
- Rifampicina + tizanidina
Rifampicina induz o CYP1A2 e pode reduzir os níveis de tizanidina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se tizanidina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de tizanidina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + tolterodina
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de tolterodina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se tolterodina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de tolterodina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Rifampicina + sulfametoxazol/trimetoprima
O cotrimoxazol aumenta a concentração de rifampicina e o risco de toxicidade.
O que fazer: Monitorar reações adversas associadas à rifampicina durante a coadministração com cotrimoxazol.
- Rifampicina + vortioxetina
Os indutores potentes do CYP diminuem as concentrações plasmáticas de vortioxetina.
O que fazer: Considerar aumentar a dose de vortioxetina quando se coadministra um indutor potente do CYP.
- Rifampicina + ziprasidona
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ziprasidona a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se ziprasidona for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ziprasidona e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
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