Interações de levotiroxina

Levotiroxina tem 60 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 8 graves, 48 moderadas e 4 leves. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.

Grupo: Hormônio tireoidiano. ATC H03AA01. Também chamado: levotiroxina sódica, T4, eutirox, synthroid. Bula da FDA (em inglês)

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Grave8 interações graves

Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.

  • Levotiroxina + betametasona

    Iniciar levotiroxina antes de instituir glicocorticoides em pacientes com insuficiência adrenal pode precipitar uma crise adrenal aguda.

    O que fazer: Tratar a insuficiência adrenal com glicocorticoides de reposição antes de iniciar levotiroxina.

  • Levotiroxina + deflazacorte

    Iniciar levotiroxina antes de instituir glicocorticoides em pacientes com insuficiência adrenal pode precipitar uma crise adrenal aguda.

    O que fazer: Tratar a insuficiência adrenal com glicocorticoides de reposição antes de iniciar levotiroxina.

  • Levotiroxina + dexametasona

    Iniciar levotiroxina antes de instituir glicocorticoides em pacientes com insuficiência adrenal pode precipitar uma crise adrenal aguda.

    O que fazer: Tratar a insuficiência adrenal com glicocorticoides de reposição antes de iniciar levotiroxina.

  • Levotiroxina + fludrocortisona

    Iniciar levotiroxina antes de instituir glicocorticoides em pacientes com insuficiência adrenal pode precipitar uma crise adrenal aguda.

    O que fazer: Tratar a insuficiência adrenal com glicocorticoides de reposição antes de iniciar levotiroxina.

  • Levotiroxina + hidrocortisona

    Iniciar levotiroxina antes de instituir glicocorticoides em pacientes com insuficiência adrenal pode precipitar uma crise adrenal aguda.

    O que fazer: Tratar a insuficiência adrenal com glicocorticoides de reposição antes de iniciar levotiroxina.

  • Levotiroxina + metilprednisolona

    Iniciar levotiroxina antes de instituir glicocorticoides em pacientes com insuficiência adrenal pode precipitar uma crise adrenal aguda.

    O que fazer: Tratar a insuficiência adrenal com glicocorticoides de reposição antes de iniciar levotiroxina.

  • Levotiroxina + prednisolona

    Iniciar levotiroxina antes de instituir glicocorticoides em pacientes com insuficiência adrenal pode precipitar uma crise adrenal aguda.

    O que fazer: Tratar a insuficiência adrenal com glicocorticoides de reposição antes de iniciar levotiroxina.

  • Levotiroxina + prednisona

    Iniciar levotiroxina antes de instituir glicocorticoides em pacientes com insuficiência adrenal pode precipitar uma crise adrenal aguda.

    O que fazer: Tratar a insuficiência adrenal com glicocorticoides de reposição antes de iniciar levotiroxina.

Moderada48 interações moderadas

Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.

  • Levotiroxina + acenocumarol

    A levotiroxina potencializa o efeito dos anticoagulantes orais.

    O que fazer: Monitorar de perto os testes de coagulação e ajustar a dose do anticoagulante ao corrigir o estado hipotireóideo ou ao modificar a dose de levotiroxina.

  • Levotiroxina + amitriptilina

    O uso concomitante de antidepressivos tricíclicos e levotiroxina pode aumentar os efeitos terapêuticos e tóxicos de ambos os medicamentos.

    O que fazer: Vigiar sinais de arritmia e de estimulação do SNC; ajustar as doses conforme a resposta clínica.

  • Levotiroxina + apixabana

    A levotiroxina potencializa o efeito dos anticoagulantes orais.

    O que fazer: Monitorar de perto os testes de coagulação e ajustar a dose do anticoagulante ao corrigir o estado hipotireóideo ou ao modificar a dose de levotiroxina.

  • Levotiroxina + carbamazepina

    A carbamazepina induz o metabolismo de numerosos medicamentos e diminui suas concentrações plasmáticas.

    O que fazer: Monitorar a concentração ou a resposta clínica do outro medicamento e ajustar sua dose conforme necessário ao associá-lo com carbamazepina.

  • Levotiroxina + carbonato de cálcio

    Os quelantes de fosfato e os sais de cálcio ou ferro ligam-se à levotiroxina e reduzem sua absorção.

    O que fazer: Administrar levotiroxina com pelo menos 4 horas de diferença desses agentes.

  • Levotiroxina + clomipramina

    O uso concomitante de antidepressivos tricíclicos e levotiroxina pode aumentar os efeitos terapêuticos e tóxicos de ambos os medicamentos.

    O que fazer: Vigiar sinais de arritmia e de estimulação do SNC; ajustar as doses conforme a resposta clínica.

  • Levotiroxina + colestiramina

    Os sequestrantes de ácidos biliares diminuem a absorção da levotiroxina.

    O que fazer: Administrar levotiroxina pelo menos 4 horas antes desses fármacos ou monitorar o TSH.

  • Levotiroxina + dabigatrana

    A levotiroxina potencializa o efeito dos anticoagulantes orais.

    O que fazer: Monitorar de perto os testes de coagulação e ajustar a dose do anticoagulante ao corrigir o estado hipotireóideo ou ao modificar a dose de levotiroxina.

  • Levotiroxina + dapagliflozina

    A levotiroxina pode piorar o controle glicêmico e aumentar a necessidade de antidiabéticos ou insulina.

    O que fazer: Vigiar rigorosamente o controle glicêmico ao iniciar, alterar ou suspender o tratamento com levotiroxina.

  • Levotiroxina + digoxina

    A levotiroxina pode reduzir o efeito terapêutico dos digitálicos.

    O que fazer: Vigiar níveis e efeito dos digitálicos; pode ser necessário aumento de dose ao normalizar-se o estado tireoidiano.

  • Levotiroxina + edoxabana

    A levotiroxina potencializa o efeito dos anticoagulantes orais.

    O que fazer: Monitorar de perto os testes de coagulação e ajustar a dose do anticoagulante ao corrigir o estado hipotireóideo ou ao modificar a dose de levotiroxina.

  • Levotiroxina + empagliflozina

    A levotiroxina pode piorar o controle glicêmico e aumentar a necessidade de antidiabéticos ou insulina.

    O que fazer: Vigiar rigorosamente o controle glicêmico ao iniciar, alterar ou suspender o tratamento com levotiroxina.

  • Levotiroxina + enoxaparina

    A levotiroxina potencializa o efeito dos anticoagulantes orais.

    O que fazer: Monitorar de perto os testes de coagulação e ajustar a dose do anticoagulante ao corrigir o estado hipotireóideo ou ao modificar a dose de levotiroxina.

  • Levotiroxina + esomeprazol

    Sucralfato, antiácidos e inibidores da bomba de prótons reduzem a absorção da levotiroxina ao alterar a acidez gástrica.

    O que fazer: Monitorar a função tireoidiana e separar a administração desses fármacos da levotiroxina.

  • Levotiroxina + estradiol

    Estradiol pode aumentar a necessidade de dose de hormônio tireoidiano.

    O que fazer: Monitorar a função tireoidiana e ajustar a dose de hormônio tireoidiano, se necessário, ao iniciar estradiol.

  • Levotiroxina + etinilestradiol

    O etinilestradiol pode aumentar a globulina transportadora, reduzindo o efeito livre do hormônio tireoidiano ou do corticoide de reposição.

    O que fazer: Pode ser necessário aumentar a dose do hormônio tireoidiano ou do corticoide de reposição ao coadministrar com etinilestradiol.

  • Levotiroxina + fenitoína

    Carbamazepina, fenitoína, furosemida e heparina podem deslocar a levotiroxina de suas proteínas transportadoras.

    O que fazer: Monitorar os parâmetros de função tireoidiana.

  • Levotiroxina + fenobarbital

    Fenobarbital e rifampicina aumentam o metabolismo hepático da levotiroxina.

    O que fazer: Vigiar o estado tireoidiano se barbitúricos ou rifampicina forem acrescentados ou retirados; ajustar a dose de levotiroxina conforme necessário.

  • Levotiroxina + furosemida

    Furosemida em doses altas pode alterar transitoriamente os hormônios tireoidianos.

    O que fazer: Monitorar os níveis totais de hormônio tireoidiano.

  • Levotiroxina + glibenclamida

    A levotiroxina pode piorar o controle glicêmico e aumentar a necessidade de antidiabéticos ou insulina.

    O que fazer: Vigiar rigorosamente o controle glicêmico ao iniciar, alterar ou suspender o tratamento com levotiroxina.

  • Levotiroxina + gliclazida

    A levotiroxina pode piorar o controle glicêmico e aumentar a necessidade de antidiabéticos ou insulina.

    O que fazer: Vigiar rigorosamente o controle glicêmico ao iniciar, alterar ou suspender o tratamento com levotiroxina.

  • Levotiroxina + glimepirida

    Vários medicamentos podem reduzir o efeito hipoglicemiante da glimepirida.

    O que fazer: Vigiar de perto o controle glicêmico do paciente ao associar estes medicamentos.

  • Levotiroxina + glipizida

    Vários medicamentos, entre eles antipsicóticos atípicos, corticoides, estrogênios, isoniazida, fenitoína, anticoncepcionais hormonais, inibidores de protease, simpatomiméticos e hormônio tireoidiano, podem diminuir o efeito hipoglicemiante da glipizida.

    O que fazer: Monitorar rigorosamente o paciente para detectar piora do controle glicêmico quando estes medicamentos forem coadministrados.

  • Levotiroxina + heparina

    Carbamazepina, fenitoína, furosemida e heparina podem deslocar a levotiroxina de suas proteínas transportadoras.

    O que fazer: Monitorar os parâmetros de função tireoidiana.

  • Levotiroxina + hidróxido de alumínio e magnésio

    Os quelantes de fosfato e os sais de cálcio ou ferro ligam-se à levotiroxina e reduzem sua absorção.

    O que fazer: Administrar levotiroxina com pelo menos 4 horas de diferença desses agentes.

  • Levotiroxina + imatinibe

    Foram relatados casos de hipotireoidismo em pacientes tireoidectomizados em reposição de levotiroxina que recebem imatinibe.

    O que fazer: Monitorar os níveis de TSH nesses pacientes durante o tratamento com imatinibe.

  • Levotiroxina + imipramina

    O uso concomitante de antidepressivos tricíclicos e levotiroxina pode aumentar os efeitos terapêuticos e tóxicos de ambos os medicamentos.

    O que fazer: Vigiar sinais de arritmia e de estimulação do SNC; ajustar as doses conforme a resposta clínica.

  • Levotiroxina + insulina

    Vários medicamentos, entre eles antipsicóticos atípicos, corticoides, estrogênios, isoniazida, anticoncepcionais hormonais, inibidores de protease, simpatomiméticos e hormônio tireoidiano, podem diminuir o efeito hipoglicemiante da insulina.

    O que fazer: Pode ser necessário aumentar a dose de insulina e a frequência de monitoramento da glicemia.

  • Levotiroxina + lansoprazol

    Sucralfato, antiácidos e inibidores da bomba de prótons reduzem a absorção da levotiroxina ao alterar a acidez gástrica.

    O que fazer: Monitorar a função tireoidiana e separar a administração desses fármacos da levotiroxina.

  • Levotiroxina + linagliptina

    A levotiroxina pode piorar o controle glicêmico e aumentar a necessidade de antidiabéticos ou insulina.

    O que fazer: Vigiar rigorosamente o controle glicêmico ao iniciar, alterar ou suspender o tratamento com levotiroxina.

  • Levotiroxina + liraglutida

    A levotiroxina pode piorar o controle glicêmico e aumentar a necessidade de antidiabéticos ou insulina.

    O que fazer: Vigiar rigorosamente o controle glicêmico ao iniciar, alterar ou suspender o tratamento com levotiroxina.

  • Levotiroxina + metformina

    A levotiroxina pode piorar o controle glicêmico e aumentar a necessidade de antidiabéticos ou insulina.

    O que fazer: Vigiar rigorosamente o controle glicêmico ao iniciar, alterar ou suspender o tratamento com levotiroxina.

  • Levotiroxina + nortriptilina

    O uso concomitante de antidepressivos tricíclicos e levotiroxina pode aumentar os efeitos terapêuticos e tóxicos de ambos os medicamentos.

    O que fazer: Vigiar sinais de arritmia e de estimulação do SNC; ajustar as doses conforme a resposta clínica.

  • Levotiroxina + omeprazol

    Sucralfato, antiácidos e inibidores da bomba de prótons reduzem a absorção da levotiroxina ao alterar a acidez gástrica.

    O que fazer: Monitorar a função tireoidiana e separar a administração desses fármacos da levotiroxina.

  • Levotiroxina + orlistate

    Orlistate pode alterar a função tireoidiana em pacientes tratados com levotiroxina.

    O que fazer: Monitorar a função tireoidiana em pacientes tratados de forma concomitante com orlistate e levotiroxina.

  • Levotiroxina + pantoprazol

    Sucralfato, antiácidos e inibidores da bomba de prótons reduzem a absorção da levotiroxina ao alterar a acidez gástrica.

    O que fazer: Monitorar a função tireoidiana e separar a administração desses fármacos da levotiroxina.

  • Levotiroxina + pioglitazona

    A levotiroxina pode piorar o controle glicêmico e aumentar a necessidade de antidiabéticos ou insulina.

    O que fazer: Vigiar rigorosamente o controle glicêmico ao iniciar, alterar ou suspender o tratamento com levotiroxina.

  • Levotiroxina + pseudoefedrina

    O uso conjunto de simpatomiméticos e levotiroxina pode aumentar os efeitos de ambos os fármacos e o risco de insuficiência coronariana.

    O que fazer: Vigiar sinais e sintomas de insuficiência coronariana durante o uso conjunto.

  • Levotiroxina + repaglinida

    A levotiroxina pode piorar o controle glicêmico e aumentar a necessidade de antidiabéticos ou insulina.

    O que fazer: Vigiar rigorosamente o controle glicêmico ao iniciar, alterar ou suspender o tratamento com levotiroxina.

  • Levotiroxina + rifampicina

    Fenobarbital e rifampicina aumentam o metabolismo hepático da levotiroxina.

    O que fazer: Vigiar o estado tireoidiano se barbitúricos ou rifampicina forem acrescentados ou retirados; ajustar a dose de levotiroxina conforme necessário.

  • Levotiroxina + rivaroxabana

    A levotiroxina potencializa o efeito dos anticoagulantes orais.

    O que fazer: Monitorar de perto os testes de coagulação e ajustar a dose do anticoagulante ao corrigir o estado hipotireóideo ou ao modificar a dose de levotiroxina.

  • Levotiroxina + semaglutida

    A levotiroxina pode piorar o controle glicêmico e aumentar a necessidade de antidiabéticos ou insulina.

    O que fazer: Vigiar rigorosamente o controle glicêmico ao iniciar, alterar ou suspender o tratamento com levotiroxina.

  • Levotiroxina + sertralina

    Sertralina pode aumentar a necessidade de dose de levotiroxina.

    O que fazer: Vigiar a função tireoidiana e ajustar a dose de levotiroxina, se necessário, ao iniciar sertralina.

  • Levotiroxina + sitagliptina

    A levotiroxina pode piorar o controle glicêmico e aumentar a necessidade de antidiabéticos ou insulina.

    O que fazer: Vigiar rigorosamente o controle glicêmico ao iniciar, alterar ou suspender o tratamento com levotiroxina.

  • Levotiroxina + sucralfato

    Os quelantes de fosfato e os sais de cálcio ou ferro ligam-se à levotiroxina e reduzem sua absorção.

    O que fazer: Administrar levotiroxina com pelo menos 4 horas de diferença desses agentes.

  • Levotiroxina + sulfato ferroso

    Os quelantes de fosfato e os sais de cálcio ou ferro ligam-se à levotiroxina e reduzem sua absorção.

    O que fazer: Administrar levotiroxina com pelo menos 4 horas de diferença desses agentes.

  • Levotiroxina + vildagliptina

    A levotiroxina pode piorar o controle glicêmico e aumentar a necessidade de antidiabéticos ou insulina.

    O que fazer: Vigiar rigorosamente o controle glicêmico ao iniciar, alterar ou suspender o tratamento com levotiroxina.

  • Levotiroxina + varfarina

    A levotiroxina potencializa o efeito dos anticoagulantes orais.

    O que fazer: Monitorar de perto os testes de coagulação e ajustar a dose do anticoagulante ao corrigir o estado hipotireóideo ou ao modificar a dose de levotiroxina.

Leve4 interações leves

Efeito pouco provável ou leve: tê-lo em mente.

  • Levotiroxina + ácido acetilsalicílico

    Os salicilatos em doses altas deslocam a T4 de suas proteínas transportadoras.

    O que fazer: Geralmente não requer ajuste de dose; vigiar os parâmetros tireoidianos se salicilatos forem usados em doses altas e prolongadas.

  • Levotiroxina + alendronato

    Levotiroxina pode diminuir ligeiramente a biodisponibilidade do alendronato.

    O que fazer: Não é necessário ajuste de dose; pode ser aplicada a mesma separação de horários geral recomendada para o alendronato.

  • Levotiroxina + amiodarona

    Amiodarona inibe a conversão periférica de T4 em T3.

    O que fazer: Geralmente não requer ajuste; monitorar os parâmetros tireoidianos.

  • Levotiroxina + propranolol

    Doses altas de propranolol (>160 mg/dia) diminuem a conversão periférica de T4 em T3.

    O que fazer: Geralmente não requer ajuste; reavaliar a dose de propranolol se o paciente passar de hipotireóideo a eutireóideo.

Perguntas frequentes

Com quais medicamentos levotiroxina interage?
Na nossa base, levotiroxina tem 60 interações documentadas; as mais graves são com betametasona, deflazacorte, dexametasona, fludrocortisona, hidrocortisona, metilprednisolona. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
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