Interações de tansulosina
Tansulosina tem 24 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 10 graves e 14 moderadas. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.
Grupo: Alfabloqueadores. ATC G04CA02. Também chamado: Tamsulosina, cloridrato de tansulosina. Bula da FDA (em inglês)
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Queixa principal
Cefaleia pulsátil hemicraniana há 24 horas.
História da doença atual
Início pela manhã, EVA 7/10, fotofobia e náusea sem vômito. Terceiro episódio no mês. Melhora parcial com o AINE habitual.
Antecedentes pessoais
HAS diagnosticada há 4 anos, controlada com losartana 50 mg/dia. Nega alergias medicamentosas.
Exame físico · Sinais vitais
PA 130/85 · FC 78 · T 36,8 · EVA 7/10. Sem déficit neurológico focal. Romberg negativo.
Hipótese diagnóstica · CID-10
G43.9Enxaqueca sem aurasugerido
Conduta
Sumatriptana 50 mg VO nas crises. Diário de cefaleia por 2 semanas. Manter losartana 50 mg/dia. Retorno em 7 dias.
Grave10 interações graves
Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.
- Tansulosina + atazanavir
Não usar tansulosina 0.4 mg com inibidores fortes do CYP3A4, como cetoconazol.
O que fazer: Evitar a associação de tansulosina 0.4 mg com inibidores fortes do CYP3A4, como cetoconazol.
- Tansulosina + claritromicina
Não usar tansulosina 0.4 mg com inibidores fortes do CYP3A4, como cetoconazol.
O que fazer: Evitar a associação de tansulosina 0.4 mg com inibidores fortes do CYP3A4, como cetoconazol.
- Tansulosina + cobicistate
Não usar tansulosina 0.4 mg com inibidores fortes do CYP3A4, como cetoconazol.
O que fazer: Evitar a associação de tansulosina 0.4 mg com inibidores fortes do CYP3A4, como cetoconazol.
- Tansulosina + darunavir
Não usar tansulosina 0.4 mg com inibidores fortes do CYP3A4, como cetoconazol.
O que fazer: Evitar a associação de tansulosina 0.4 mg com inibidores fortes do CYP3A4, como cetoconazol.
- Tansulosina + itraconazol
Não se recomenda associar itraconazol a alfabloqueadores como a tansulosina.
O que fazer: Evitar o uso associado durante o tratamento com itraconazol e até 2 semanas depois.
- Tansulosina + cetoconazol
Não usar tansulosina 0.4 mg com inibidores fortes do CYP3A4, como cetoconazol.
O que fazer: Evitar a associação de tansulosina 0.4 mg com inibidores fortes do CYP3A4, como cetoconazol.
- Tansulosina + posaconazol
Não usar tansulosina 0.4 mg com inibidores fortes do CYP3A4, como cetoconazol.
O que fazer: Evitar a associação de tansulosina 0.4 mg com inibidores fortes do CYP3A4, como cetoconazol.
- Tansulosina + ritonavir
Não usar tansulosina 0.4 mg com inibidores fortes do CYP3A4, como cetoconazol.
O que fazer: Evitar a associação de tansulosina 0.4 mg com inibidores fortes do CYP3A4, como cetoconazol.
- Tansulosina + tadalafila
O uso concomitante com alfabloqueadores pode produzir hipotensão sintomática; não é recomendado para o tratamento da hiperplasia prostática benigna.
O que fazer: Evitar a associação para o tratamento da hiperplasia prostática benigna; na disfunção erétil, iniciar o inibidor da PDE5 na dose mais baixa em pacientes estáveis com alfabloqueadores, ou o alfabloqueador na dose mais baixa em pacientes que já recebem tadalafila.
- Tansulosina + voriconazol
Não usar tansulosina 0.4 mg com inibidores fortes do CYP3A4, como cetoconazol.
O que fazer: Evitar a associação de tansulosina 0.4 mg com inibidores fortes do CYP3A4, como cetoconazol.
Moderada14 interações moderadas
Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.
- Tansulosina + bupropiona
Bupropiona inibe de forma potente o CYP2D6 e pode aumentar os níveis de tansulosina.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de tansulosina ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP2D6; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender bupropiona.
- Tansulosina + carbamazepina
Carbamazepina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de tansulosina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se tansulosina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de tansulosina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar carbamazepina.
- Tansulosina + cinacalcete
Cinacalcete inibe de forma potente o CYP2D6 e pode aumentar os níveis de tansulosina.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de tansulosina ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP2D6; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender cinacalcete.
- Tansulosina + enzalutamida
Enzalutamida induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de tansulosina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se tansulosina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de tansulosina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar enzalutamida.
- Tansulosina + eritromicina
Usar tansulosina com cautela junto com inibidores moderados do CYP3A4 ou inibidores do CYP2D6.
O que fazer: Usar com cautela, sobretudo com doses de tansulosina maiores que 0.4 mg, em pacientes tratados com eritromicina, paroxetina ou terbinafina.
- Tansulosina + fenitoína
Fenitoína induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de tansulosina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se tansulosina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de tansulosina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar fenitoína.
- Tansulosina + fenobarbital
Fenobarbital induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de tansulosina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se tansulosina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de tansulosina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar fenobarbital.
- Tansulosina + fluoxetina
Fluoxetina inibe de forma potente o CYP2D6 e pode aumentar os níveis de tansulosina.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de tansulosina ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP2D6; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender fluoxetina.
- Tansulosina + paroxetina
Usar tansulosina com cautela junto com inibidores moderados do CYP3A4 ou inibidores do CYP2D6.
O que fazer: Usar com cautela, sobretudo com doses de tansulosina maiores que 0.4 mg, em pacientes tratados com eritromicina, paroxetina ou terbinafina.
- Tansulosina + rifampicina
Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de tansulosina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se tansulosina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de tansulosina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.
- Tansulosina + sildenafila
A associação com alfabloqueadores pode produzir hipotensão sintomática.
O que fazer: Iniciar sildenafila na menor dose em pacientes já estáveis com um alfabloqueador; usar com cautela.
- Tansulosina + terbinafina
Usar tansulosina com cautela junto com inibidores moderados do CYP3A4 ou inibidores do CYP2D6.
O que fazer: Usar com cautela, sobretudo com doses de tansulosina maiores que 0.4 mg, em pacientes tratados com eritromicina, paroxetina ou terbinafina.
- Tansulosina + vardenafila
A associação de tansulosina com inibidores da PDE5 pode causar hipotensão sintomática.
O que fazer: Usar com cautela a associação de tansulosina com inibidores da PDE5.
- Tansulosina + varfarina
Usar tansulosina com cautela em pacientes tratados com varfarina.
O que fazer: Ter cautela com a administração concomitante de varfarina e tansulosina.
Perguntas frequentes
- Com quais medicamentos tansulosina interage?
- Na nossa base, tansulosina tem 24 interações documentadas; as mais graves são com atazanavir, claritromicina, cobicistate, darunavir, itraconazol, cetoconazol. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
- Como reviso tansulosina com outros medicamentos ao mesmo tempo?
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