Interações de ritonavir
Ritonavir tem 154 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 24 contraindicadas, 51 graves e 79 moderadas. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.
Grupo: Antirretrovirais, Inibidores da protease do HIV, Potencializadores farmacocinéticos. ATC J05AE03. Também chamado: lopinavir/ritonavir, kaletra, nirmatrelvir/ritonavir, paxlovid. Bula da FDA (em inglês)
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Queixa principal
Cefaleia pulsátil hemicraniana há 24 horas.
História da doença atual
Início pela manhã, EVA 7/10, fotofobia e náusea sem vômito. Terceiro episódio no mês. Melhora parcial com o AINE habitual.
Antecedentes pessoais
HAS diagnosticada há 4 anos, controlada com losartana 50 mg/dia. Nega alergias medicamentosas.
Exame físico · Sinais vitais
PA 130/85 · FC 78 · T 36,8 · EVA 7/10. Sem déficit neurológico focal. Romberg negativo.
Hipótese diagnóstica · CID-10
G43.9Enxaqueca sem aurasugerido
Conduta
Sumatriptana 50 mg VO nas crises. Diário de cefaleia por 2 semanas. Manter losartana 50 mg/dia. Retorno em 7 dias.
Contraindicada24 interações contraindicadas
Não associar: a bula ou o mecanismo a desaconselham sempre.
- Ritonavir + alprazolam
O uso concomitante de alprazolam com inibidores fortes do CYP3A4 (exceto ritonavir) é contraindicado.
O que fazer: Não usar alprazolam junto com um inibidor forte do CYP3A4 (p. ex., cetoconazol, itraconazol, claritromicina).
- Ritonavir + amiodarona
Ritonavir com esses antiarrítmicos é contraindicado pelo risco de arritmias cardíacas.
O que fazer: Não usar a associação.
- Ritonavir + atorvastatina
Ritonavir com essas estatinas é contraindicado pelo risco de miopatia e rabdomiólise.
O que fazer: Não usar a associação.
- Ritonavir + colchicina
Em pacientes com insuficiência renal ou hepática, o uso de colchicina com inibidores da P-gp ou inibidores fortes do CYP3A4 é contraindicado pelo risco de toxicidade fatal.
O que fazer: Não usar colchicina junto com inibidores da P-gp ou inibidores fortes do CYP3A4 em pacientes com insuficiência renal ou hepática; em pacientes com função renal e hepática normal, se for necessário o tratamento com esses inibidores, reduzir ou interromper a dose de colchicina.
- Ritonavir + dronedarona
A dronedarona é contraindicada com inibidores potentes do CYP3A.
O que fazer: Não usar dronedarona com inibidores potentes do CYP3A.
- Ritonavir + eletriptana
Contraindicado usar eletriptana nas 72 horas seguintes a um inibidor potente do CYP3A4.
O que fazer: Não usar eletriptana nas 72 horas seguintes ao uso de um inibidor potente do CYP3A4.
- Ritonavir + eplerenona
a eplerenona é contraindicada com inibidores potentes do CYP3A
O que fazer: não usar eplerenona com inibidores potentes do CYP3A
- Ritonavir + ergotamina
O uso conjunto de ergotamina com inibidores potentes do CYP3A4 (inibidores da protease do HIV, macrolídeos, azólicos) é contraindicado pelo risco de ergotismo agudo.
O que fazer: Não usar de forma concomitante.
- Ritonavir + etinilestradiol
Etinilestradiol com associações de ritonavir para hepatite C é contraindicado pelo risco de elevação de transaminases.
O que fazer: Não usar etinilestradiol com esquemas combinados contra a hepatite C que contêm ombitasvir/paritaprevir/ritonavir, com ou sem dasabuvir.
- Ritonavir + flecainida
Ritonavir com esses antiarrítmicos é contraindicado pelo risco de arritmias cardíacas.
O que fazer: Não usar a associação.
- Ritonavir + ivabradina
A ivabradina é contraindicada com inibidores potentes do CYP3A4.
O que fazer: Não usar ivabradina junto com inibidores potentes do CYP3A4.
- Ritonavir + lovastatina
Contraindicado associar lovastatina com inibidores potentes do CYP3A4.
O que fazer: Não associar; escolher um hipolipemiante alternativo ou suspender temporariamente a lovastatina se o tratamento com o inibidor for breve e inevitável.
- Ritonavir + lurasidona
O uso concomitante de lurasidona com inibidores fortes do CYP3A4 é contraindicado.
O que fazer: Não usar lurasidona junto com um inibidor forte do CYP3A4 (p. ex., cetoconazol, claritromicina, ritonavir, voriconazol).
- Ritonavir + midazolam
Ritonavir com midazolam oral ou triazolam é contraindicado pelo risco de sedação ou depressão respiratória.
O que fazer: Não usar a associação.
- Ritonavir + pimozida
Os inibidores da protease do HIV são contraindicados com pimozida.
O que fazer: Não coadministrar pimozida com inibidores da protease do HIV.
- Ritonavir + propafenona
Ritonavir com esses antiarrítmicos é contraindicado pelo risco de arritmias cardíacas.
O que fazer: Não usar a associação.
- Ritonavir + ranolazina
Não usar ranolazina com inibidores fortes do CYP3A.
O que fazer: Não usar ranolazina com inibidores fortes do CYP3A, como cetoconazol, itraconazol, claritromicina ou ritonavir.
- Ritonavir + rifampicina
O uso concomitante de rifampicina com ritonavir (potencializando o saquinavir) é contraindicado.
O que fazer: Não usar rifampicina em pacientes que recebem saquinavir potencializado com ritonavir.
- Ritonavir + rosuvastatina
Ritonavir com essas estatinas é contraindicado pelo risco de miopatia e rabdomiólise.
O que fazer: Não usar a associação.
- Ritonavir + sildenafila
A sildenafila para hipertensão arterial pulmonar é contraindicada com ritonavir.
O que fazer: Não usar sildenafila (Revatio) para hipertensão arterial pulmonar com ritonavir.
- Ritonavir + sinvastatina
Ritonavir com essas estatinas é contraindicado pelo risco de miopatia e rabdomiólise.
O que fazer: Não usar a associação.
- Ritonavir + triazolam
Ritonavir com midazolam oral ou triazolam é contraindicado pelo risco de sedação ou depressão respiratória.
O que fazer: Não usar a associação.
- Ritonavir + voriconazol
Ritonavir em doses altas com voriconazol é contraindicado pelo risco de perda da resposta antifúngica.
O que fazer: Não coadministrar voriconazol com ritonavir 400 mg a cada 12 horas ou doses maiores.
- Ritonavir + ziprasidona
Contraindicado associar ziprasidona com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar o uso combinado com qualquer medicamento que prolongue o intervalo QT; se não for possível, não usar ziprasidona.
Grave51 interações graves
Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.
- Ritonavir + amitriptilina
O ritonavir pode aumentar a concentração desses antidepressivos.
O que fazer: Pode ser necessário reduzir a dose do antidepressivo ao coadministrar com ritonavir.
- Ritonavir + apixabana
Os inibidores combinados fortes da P-gp e do CYP3A4 aumentam a exposição à apixabana.
O que fazer: Reduzir a dose de apixabana em 50% com doses de 5 mg ou 10 mg duas vezes ao dia; evitar a coadministração em pacientes com dose de 2.5 mg duas vezes ao dia.
- Ritonavir + aripiprazol
Os inibidores fortes do CYP3A4 ou do CYP2D6 aumentam a exposição ao aripiprazol.
O que fazer: Reduzir a dose de aripiprazol quando associado a um inibidor forte do CYP3A4 ou do CYP2D6.
- Ritonavir + atomoxetina
Ritonavir inibe o CYP2D6 e pode elevar de forma importante os níveis de atomoxetina, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de atomoxetina conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Ritonavir + bosentana
Não se recomenda associar bosentana com um inibidor do CYP2C9 junto com um inibidor forte ou moderado do CYP3A.
O que fazer: Evitar associar um inibidor do CYP2C9 (p. ex., fluconazol, amiodarona) com um inibidor forte ou moderado do CYP3A (p. ex., cetoconazol, itraconazol, eritromicina, diltiazem) em pacientes tratados com bosentana.
- Ritonavir + budesonida
Os inibidores do CYP3A4 aumentam acentuadamente a exposição sistêmica à budesonida oral.
O que fazer: Evitar os inibidores do CYP3A4; se o tratamento com um inibidor do CYP3A4 (p. ex., cetoconazol, itraconazol, ritonavir, eritromicina) for necessário, considerar suspender a budesonida.
- Ritonavir + carbamazepina
Numerosos medicamentos inibem o metabolismo da carbamazepina e aumentam sua concentração plasmática.
O que fazer: Ajustar a dose de carbamazepina e/ou monitorar suas concentrações plasmáticas quando usada junto com esses medicamentos; pode ser necessária uma redução de dose.
- Ritonavir + ciclosporina
Numerosos medicamentos aumentam as concentrações de ciclosporina.
O que fazer: Ajustar a dose de ciclosporina conforme suas concentrações ao iniciar ou suspender qualquer um desses medicamentos.
- Ritonavir + ciprofloxacino
Evitar ciprofloxacino em pacientes que recebem outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar a associação com antiarrítmicos de classe IA ou III, antidepressivos tricíclicos, macrolídeos ou antipsicóticos.
- Ritonavir + clomipramina
Ritonavir inibe o CYP2D6 e pode elevar de forma importante os níveis de clomipramina, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de clomipramina conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Ritonavir + cobicistate
Ritonavir não recomendado em associação com cobicistate.
O que fazer: Não usar TYBOST em associação com esquemas que contenham ritonavir.
- Ritonavir + codeína
Os inibidores do CYP3A4 aumentam as concentrações de codeína e de seu metabólito ativo, a morfina.
O que fazer: Se o uso conjunto for necessário, considerar reduzir a dose de codeína e vigiar o paciente com frequência.
- Ritonavir + dabigatrana
Deve-se evitar o uso concomitante de dabigatrana com inibidores da glicoproteína P em pacientes com insuficiência renal grave.
O que fazer: Evitar o uso de dabigatrana com inibidores da glicoproteína P em pacientes com insuficiência renal grave (ClCr 15-30 mL/min).
- Ritonavir + deflazacorte
Ritonavir inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de deflazacorte, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de deflazacorte conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Ritonavir + dexametasona
os inibidores potentes do CYP3A4 aumentam as concentrações de dexametasona
O que fazer: avaliar o benefício em relação ao risco e vigiar sinais de excesso de corticoide
- Ritonavir + digoxina
Esses medicamentos aumentam a concentração sérica de digoxina em mais de 50%.
O que fazer: Dosar a concentração sérica de digoxina antes de iniciar o medicamento concomitante; reduzir a dose de digoxina em aproximadamente 30% a 50% ou modificar a frequência de administração e continuar monitorando.
- Ritonavir + domperidona
Ritonavir inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de domperidona, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de domperidona conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Ritonavir + edoxabana
Ritonavir inibe a glicoproteína P e aumenta a absorção e os níveis de edoxabana.
O que fazer: Revisar a bula de edoxabana: pode ser necessário reduzir a dose ou evitar a associação, sobretudo na insuficiência renal. Monitorar sinais de toxicidade e, se aplicável, níveis plasmáticos.
- Ritonavir + enzalutamida
Enzalutamida induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ritonavir a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se ritonavir for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ritonavir e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar enzalutamida.
- Ritonavir + everolimo
Não se recomenda associar everolimo com inibidores ou indutores fortes do CYP3A4.
O que fazer: Evitar a associação; se imprescindível, monitorar rigorosamente as concentrações de vale do everolimo.
- Ritonavir + fenitoína
Esses medicamentos podem diminuir as concentrações séricas de fenitoína.
O que fazer: Monitorar os níveis de fenitoína e o controle clínico das convulsões.
- Ritonavir + fenobarbital
Fenobarbital induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ritonavir a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se ritonavir for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ritonavir e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar fenobarbital.
- Ritonavir + fentanila
Os inibidores do CYP3A4 (macrolídeos, azóis, inibidores de protease) aumentam o risco de superdosagem de fentanila.
O que fazer: Monitorar rigorosamente e considerar reduzir a dose de fentanila ao associar o inibidor.
- Ritonavir + fluoxetina
Evitar fluoxetina com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de medicamentos que prolongam o intervalo QT; se for imprescindível, monitorar com ECG.
- Ritonavir + fluticasona
Não se recomenda o uso de fluticasona com inibidores fortes do CYP3A4.
O que fazer: Evitar a associação de fluticasona com inibidores fortes do CYP3A4.
- Ritonavir + formoterol
Antidepressivos tricíclicos e medicamentos que prolongam o intervalo QTc potencializam os efeitos cardiovasculares do formoterol.
O que fazer: Usar com extrema cautela.
- Ritonavir + fosfomicina
Evitar fosfomicina intravenosa com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar a associação com antiarrítmicos de classe IA ou III, antidepressivos tricíclicos, macrolídeos ou antipsicóticos.
- Ritonavir + hidroxicloroquina
Não se recomenda o uso de hidroxicloroquina com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar o uso concomitante com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT ou são arritmogênicos; corrigir distúrbios eletrolíticos antes do uso.
- Ritonavir + imipramina
Ritonavir inibe o CYP2D6 e pode elevar de forma importante os níveis de imipramina, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de imipramina conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Ritonavir + itraconazol
Não se recomendam doses altas de itraconazol ou cetoconazol com ritonavir.
O que fazer: Não usar doses de cetoconazol ou itraconazol superiores a 200 mg ao dia com ritonavir.
- Ritonavir + cetoconazol
Não se recomendam doses altas de itraconazol ou cetoconazol com ritonavir.
O que fazer: Não usar doses de cetoconazol ou itraconazol superiores a 200 mg ao dia com ritonavir.
- Ritonavir + metadona
Os inibidores do CYP3A4, CYP2B6, CYP2C19, CYP2C9 ou CYP2D6 (macrolídeos, azólicos, inibidores da protease do HIV, fluconazol, fluvoxamina, alguns ISRS) aumentam as concentrações plasmáticas de metadona.
O que fazer: Se o uso concomitante for necessário, considerar reduzir a dose de metadona até obter um efeito estável; vigiar depressão respiratória e sedação.
- Ritonavir + moxifloxacino
Evitar moxifloxacino com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de medicamentos que prolongam o intervalo QT.
- Ritonavir + nortriptilina
O ritonavir pode aumentar a concentração desses antidepressivos.
O que fazer: Pode ser necessário reduzir a dose do antidepressivo ao coadministrar com ritonavir.
- Ritonavir + orlistate
O orlistate com esses antirretrovirais tem sido associado à perda do controle virológico.
O que fazer: Monitorar frequentemente a carga viral do HIV em pacientes que tomam orlistate junto com esses antirretrovirais.
- Ritonavir + oxicodona
Os inibidores fortes do CYP3A4 aumentam as concentrações plasmáticas de oxicodona e o risco de depressão respiratória.
O que fazer: Avaliar o paciente com frequência e considerar reduzir a dose de oxicodona até obter um efeito estável, especialmente se o inibidor for adicionado após atingir uma dose estável.
- Ritonavir + paliperidona
Evitar paliperidona com outros medicamentos que prolongam o intervalo QTc.
O que fazer: Evitar a associação de paliperidona com antiarrítmicos de classe IA/III, antipsicóticos ou antibióticos que prolongam o intervalo QT, como amiodarona, sotalol, clorpromazina ou moxifloxacino.
- Ritonavir + petidina
os inibidores do CYP3A4 aumentam as concentrações plasmáticas de petidina
O que fazer: avaliar o paciente com frequência e considerar reduzir a dose de petidina ao iniciar o inibidor
- Ritonavir + quetiapina
Deve-se evitar o uso concomitante com medicamentos que prolongam o intervalo QTc, pelo risco de arritmias ventriculares graves.
O que fazer: Evitar a associação; se não for possível, monitorar o ECG e corrigir alterações de potássio e magnésio.
- Ritonavir + rifabutina
Os inibidores da protease do HIV aumentam a concentração de rifabutina e obrigam a reduzir sua dose.
O que fazer: Reduzir a dose de rifabutina em pelo menos 50%, ajustar a dose do antirretroviral conforme o caso e intensificar a vigilância de eventos adversos.
- Ritonavir + rivaroxabana
Deve-se evitar o uso concomitante de rivaroxabana com ritonavir, pelo risco de sangramento.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de rivaroxabana e ritonavir.
- Ritonavir + salmeterol
A coadministração de salmeterol com ritonavir não é recomendada, pelo risco cardiovascular.
O que fazer: Evitar a coadministração de salmeterol com ritonavir.
- Ritonavir + sirolimo
Evitar sirolimo com inibidores fortes do CYP3A4/P-gp.
O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.
- Ritonavir + sotalol
Não se recomenda usar sotalol junto com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar a associação de sotalol com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT; se necessária, vigiar o ECG rigorosamente.
- Ritonavir + tacrolimo
O ritonavir aumenta as concentrações destes imunossupressores.
O que fazer: Monitorar a concentração terapêutica do imunossupressor ao coadministrar com ritonavir.
- Ritonavir + tansulosina
Não usar tansulosina 0.4 mg com inibidores fortes do CYP3A4, como cetoconazol.
O que fazer: Evitar a associação de tansulosina 0.4 mg com inibidores fortes do CYP3A4, como cetoconazol.
- Ritonavir + ticagrelor
Evitar ticagrelor com inibidores potentes do CYP3A.
O que fazer: Evitar a associação.
- Ritonavir + tolterodina
Os inibidores potentes do CYP3A4 aumentam as concentrações plasmáticas de tolterodina.
O que fazer: Em pacientes que recebem cetoconazol ou outros inibidores potentes do CYP3A4 (itraconazol, claritromicina, ritonavir), usar tolterodina de liberação prolongada 2 mg uma vez ao dia.
- Ritonavir + tramadol
Os inibidores do CYP3A4 (macrolídeos, azólicos, inibidores de protease) aumentam a concentração plasmática de tramadol.
O que fazer: Avaliar com frequência sinais de convulsões, síndrome serotoninérgica e toxicidade opioide; considerar reduzir a dose de tramadol se o uso concomitante for necessário.
- Ritonavir + trazodona
Deve-se evitar o uso de trazodona com inibidores do CYP3A4 ou com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar o uso de trazodona junto com inibidores do CYP3A4 (como itraconazol, claritromicina ou voriconazol) ou com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT (como amiodarona, sotalol, ziprasidona ou clorpromazina).
- Ritonavir + vardenafila
Os inibidores fortes ou moderados do CYP3A4 aumentam consideravelmente as concentrações plasmáticas de vardenafila.
O que fazer: Reduzir a dose de vardenafila e limitar a frequência de administração conforme o inibidor: não exceder 5 mg/24h com cetoconazol 200 mg/dia ou eritromicina; não exceder 2.5 mg/72h com ritonavir ou cobicistate.
Moderada79 interações moderadas
Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.
- Ritonavir + abiraterona
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de abiraterona.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de abiraterona ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + ácido valproico
O ritonavir pode aumentar a depuração do ácido valproico.
O que fazer: Monitorar a concentração de valproato ao associar com ritonavir.
- Ritonavir + albendazol
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de albendazol.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de albendazol ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + anlodipino
Os inibidores do CYP3A (diltiazem, itraconazol, claritromicina e outros inibidores fortes) aumentam a exposição sistêmica ao anlodipino.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de anlodipino ao associar um inibidor do CYP3A.
- Ritonavir + atazanavir
Atazanavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de ritonavir.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de ritonavir ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender atazanavir.
- Ritonavir + azitromicina
Azitromicina e ritonavir prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Ritonavir + betametasona
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de betametasona.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de betametasona ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + bictegravir
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de bictegravir.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de bictegravir ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + bromazepam
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de bromazepam.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de bromazepam ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + buprenorfina
Os inibidores do CYP3A4 aumentam a concentração plasmática de buprenorfina.
O que fazer: Se o uso concomitante for necessário, considerar reduzir a dose de buprenorfina até obter um efeito estável; ao suspender o inibidor, vigiar sinais de síndrome de abstinência.
- Ritonavir + bupropiona
Esses indutores do CYP2B6 podem reduzir a exposição à bupropiona.
O que fazer: Pode ser necessário aumentar a dose de bupropiona conforme a resposta clínica, sem exceder a dose máxima recomendada.
- Ritonavir + cilostazol
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de cilostazol.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de cilostazol ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + cinacalcete
Os inibidores fortes do CYP3A4 aumentam as concentrações séricas de cinacalcete.
O que fazer: Ajustar a dose de cinacalcete ao iniciar ou suspender um inibidor forte do CYP3A4 e monitorar de perto PTHi, fósforo sérico e cálcio sérico.
- Ritonavir + citalopram
Citalopram e ritonavir prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Ritonavir + claritromicina
Não ultrapassar 1000 mg/dia de claritromicina com inibidores da protease do HIV, como o ritonavir.
O que fazer: Considerar terapia antibacteriana alternativa para indicações diferentes de infecção por Mycobacterium avium; não ultrapassar 1000 mg/dia de claritromicina com inibidores da protease.
- Ritonavir + clindamicina
Os inibidores fortes do CYP3A4 podem aumentar as concentrações de clindamicina.
O que fazer: Monitorar o aparecimento de eventos adversos ao associar com um inibidor forte do CYP3A4.
- Ritonavir + clobazam
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de clobazam.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de clobazam ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + clonazepam
O ritonavir pode aumentar a concentração desses anticonvulsivantes.
O que fazer: Pode ser necessário reduzir a dose e monitorar a concentração terapêutica do anticonvulsivante.
- Ritonavir + clonidina
Doses intravenosas altas de clonidina poderiam aumentar o potencial arritmogênico do haloperidol intravenoso.
O que fazer: Usar com precaução; a relevância para a clonidina oral não está estabelecida.
- Ritonavir + cloroquina
Cloroquina e ritonavir prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Ritonavir + clorpromazina
Clorpromazina e ritonavir prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Ritonavir + clozapina
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de clozapina.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de clozapina ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + colestiramina
Colestiramina pode reduzir a absorção de ritonavir.
O que fazer: Separar as tomadas (habitualmente ritonavir 4 horas antes de colestiramina) e monitorar a resposta ou os níveis de ritonavir.
- Ritonavir + darunavir
Darunavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de ritonavir.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de ritonavir ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender darunavir.
- Ritonavir + desogestrel
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de desogestrel.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de desogestrel ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + diazepam
O ritonavir pode aumentar o efeito do diazepam ou do zolpidem.
O que fazer: Pode ser necessário reduzir a dose de diazepam ou zolpidem ao coadministrar com ritonavir.
- Ritonavir + diltiazem
Ritonavir aumenta a concentração desses bloqueadores dos canais de cálcio.
O que fazer: Monitorar clinicamente e considerar reduzir a dose do bloqueador dos canais de cálcio ao coadministrar com ritonavir.
- Ritonavir + dolutegravir
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de dolutegravir.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de dolutegravir ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + donepezila
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de donepezila.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de donepezila ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + drospirenona
Os inibidores potentes do CYP3A4 aumentam a exposição à drospirenona e o risco de hiperpotassemia.
O que fazer: Considerar monitorar o potássio sérico em mulheres que recebem um inibidor potente do CYP3A4 de forma prolongada junto com drospirenona.
- Ritonavir + efavirenz
efavirenz e ritonavir aumentam mutuamente suas concentrações
O que fazer: monitorar enzimas hepáticas e sintomas clínicos ao coadministrar efavirenz com ritonavir
- Ritonavir + eritromicina
Eritromicina e ritonavir prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Ritonavir + escitalopram
Escitalopram e ritonavir prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Ritonavir + estradiol
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de estradiol.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de estradiol ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + eszopiclona
Os inibidores potentes do CYP3A4 aumentam a exposição à eszopiclona.
O que fazer: Reduzir a dose de eszopiclona quando administrada junto com um inibidor potente do CYP3A4.
- Ritonavir + felodipino
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de felodipino.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de felodipino ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + fluconazol
Fluconazol e ritonavir prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Ritonavir + glibenclamida
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de glibenclamida.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de glibenclamida ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + glimepirida
Vários medicamentos podem reduzir o efeito hipoglicemiante da glimepirida.
O que fazer: Vigiar de perto o controle glicêmico do paciente ao associar estes medicamentos.
- Ritonavir + glipizida
Vários medicamentos, entre eles antipsicóticos atípicos, corticoides, estrogênios, isoniazida, fenitoína, anticoncepcionais hormonais, inibidores de protease, simpatomiméticos e hormônio tireoidiano, podem diminuir o efeito hipoglicemiante da glipizida.
O que fazer: Monitorar rigorosamente o paciente para detectar piora do controle glicêmico quando estes medicamentos forem coadministrados.
- Ritonavir + haloperidol
Os inibidores do CYP3A4 e/ou do CYP2D6 aumentam as concentrações plasmáticas de haloperidol.
O que fazer: Vigiar sinais de efeito farmacológico aumentado ou prolongado do haloperidol; considerar reduzir a dose de haloperidol, se necessário.
- Ritonavir + hidrocortisona
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de hidrocortisona.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de hidrocortisona ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + imatinibe
Os inibidores fortes do CYP3A4 aumentam significativamente a exposição ao imatinibe.
O que fazer: Usar com cautela ao administrar imatinibe com um inibidor forte do CYP3A4 (p. ex., cetoconazol, itraconazol, claritromicina, atazanavir, ritonavir, voriconazol).
- Ritonavir + insulina
Vários medicamentos, entre eles antipsicóticos atípicos, corticoides, estrogênios, isoniazida, anticoncepcionais hormonais, inibidores de protease, simpatomiméticos e hormônio tireoidiano, podem diminuir o efeito hipoglicemiante da insulina.
O que fazer: Pode ser necessário aumentar a dose de insulina e a frequência de monitoramento da glicemia.
- Ritonavir + ivermectina
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de ivermectina.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de ivermectina ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + lamotrigina
Os inibidores da protease do HIV diminuem a exposição à lamotrigina.
O que fazer: Vigiar o efeito clínico da lamotrigina; pode ser necessário ajustar a dose.
- Ritonavir + levofloxacino
Levofloxacino e ritonavir prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Ritonavir + levonorgestrel
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de levonorgestrel.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de levonorgestrel ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + loperamida
Os inibidores do CYP3A4, do CYP2C8 ou da glicoproteína P (itraconazol, genfibrozila, ritonavir) aumentam a exposição à loperamida.
O que fazer: Usar com precaução; vigiar sinais de toxicidade cardíaca da loperamida ao associar esses inibidores.
- Ritonavir + loratadina
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de loratadina.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de loratadina ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + medroxiprogesterona
Os inibidores de protease do HIV podem alterar os níveis plasmáticos do progestagênio da medroxiprogesterona.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e considerar um método contraceptivo adicional se houver suspeita de perda de eficácia.
- Ritonavir + dipirona
Dipirona induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ritonavir a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se ritonavir for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ritonavir e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar dipirona.
- Ritonavir + metilprednisolona
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de metilprednisolona.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de metilprednisolona ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + metoprolol
Os inibidores potentes do CYP2D6 aumentam as concentrações plasmáticas de metoprolol.
O que fazer: Vigiar sinais de excesso de betabloqueio (bradicardia, hipotensão) e ajustar a dose, se necessário.
- Ritonavir + metronidazol
O uso de metronidazol com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT aumenta o risco de prolongamento do intervalo QT.
O que fazer: Usar com cautela e considerar monitoramento eletrocardiográfico quando metronidazol for associado a outros medicamentos que prolongam o QT.
- Ritonavir + mirtazapina
Os inibidores potentes do CYP3A4 aumentam os níveis plasmáticos de mirtazapina.
O que fazer: Usar com cautela ao associar mirtazapina com inibidores potentes do CYP3A4, antifúngicos azólicos, inibidores da protease do HIV ou eritromicina; considerar reduzir a dose de mirtazapina.
- Ritonavir + nevirapina
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de nevirapina.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de nevirapina ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + nifedipino
Os inibidores do CYP3A aumentam a exposição ao nifedipino.
O que fazer: Monitorar rigorosamente e considerar iniciar nifedipino na menor dose disponível.
- Ritonavir + ondansetrona
Medicamentos que prolongam o intervalo QT exigem monitoramento com ondansetrona.
O que fazer: Realizar monitoramento eletrocardiográfico em pacientes que recebem outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
- Ritonavir + oxibutinina
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de oxibutinina.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de oxibutinina ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + paroxetina
A associação com fosamprenavir/ritonavir diminui significativamente os níveis plasmáticos de paroxetina.
O que fazer: Ajustar a dose de paroxetina conforme a resposta clínica e a tolerabilidade.
- Ritonavir + posaconazol
O posaconazol aumenta as concentrações de ritonavir e atazanavir.
O que fazer: Monitorar frequentemente os efeitos adversos e a toxicidade do ritonavir e do atazanavir.
- Ritonavir + prednisolona
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de prednisolona.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de prednisolona ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + prednisona
Os inibidores do CYP3A4, como cetoconazol, itraconazol, ritonavir ou eritromicina, aumentam as concentrações de prednisona.
O que fazer: Vigiar sinais de excesso de corticoide e ajustar a dose, se necessário.
- Ritonavir + propranolol
Os inibidores do CYP2D6 aumentam as concentrações e a toxicidade do propranolol.
O que fazer: Vigiar sinais de toxicidade por betabloqueio; considerar ajuste de dose do propranolol.
- Ritonavir + raltegravir
Ritonavir pode diminuir as concentrações de raltegravir.
O que fazer: Vigiar a resposta virológica ao coadministrar raltegravir com esquemas de ritonavir superiores a 100 mg duas vezes ao dia.
- Ritonavir + repaglinida
estes medicamentos podem reduzir o efeito hipoglicemiante da repaglinida
O que fazer: monitorar a glicemia e ajustar a dose de repaglinida conforme necessário
- Ritonavir + riociguate
Os inibidores potentes do CYP e da P-gp/BCRP, como os antimicóticos azólicos ou os inibidores de protease do HIV, aumentam a exposição ao riociguate.
O que fazer: Considerar uma dose inicial de riociguate de 0,5 mg três vezes ao dia ao associar um inibidor potente do CYP e da P-gp/BCRP.
- Ritonavir + risperidona
Ritonavir pode aumentar o efeito da risperidona.
O que fazer: Pode ser necessário reduzir a dose de risperidona ao coadministrar com ritonavir.
- Ritonavir + solifenacina
Usar com cautela junto com outros medicamentos que prolongam o QT.
O que fazer: Usar com cautela em pacientes que tomam outros medicamentos que prolongam o QT ou com antecedentes de prolongamento do intervalo QT.
- Ritonavir + sulpirida
Sulpirida e ritonavir prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Ritonavir + tadalafila
Ritonavir aumenta a exposição a esses inibidores da PDE5 usados para disfunção erétil, com mais risco de seus efeitos adversos.
O que fazer: Usar com cautela especial sildenafila, tadalafila ou vardenafila em pacientes que recebem ritonavir; não exceder as doses recomendadas.
- Ritonavir + tamoxifeno
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de tamoxifeno.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de tamoxifeno ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Ritonavir + tenofovir
Os inibidores da protease do HIV aumentam as concentrações de tenofovir.
O que fazer: Monitorar sinais de toxicidade pelo tenofovir.
- Ritonavir + teofilina
Ritonavir pode diminuir a concentração de teofilina.
O que fazer: Pode ser necessário aumentar a dose de teofilina e monitorar seus níveis terapêuticos.
- Ritonavir + tofacitinibe
os inibidores potentes do CYP3A4 aumentam a exposição ao tofacitinibe
O que fazer: ajustar a dose de tofacitinibe conforme indicado na bula
- Ritonavir + verapamil
Ritonavir aumenta a concentração desses bloqueadores dos canais de cálcio.
O que fazer: Monitorar clinicamente e considerar reduzir a dose do bloqueador dos canais de cálcio ao coadministrar com ritonavir.
- Ritonavir + varfarina
Ritonavir pode alterar o efeito anticoagulante da varfarina em qualquer sentido.
O que fazer: Monitorar o INR com frequência ao iniciar a coadministração de ritonavir e varfarina.
- Ritonavir + zolpidem
O ritonavir pode aumentar o efeito do diazepam ou do zolpidem.
O que fazer: Pode ser necessário reduzir a dose de diazepam ou zolpidem ao coadministrar com ritonavir.
Perguntas frequentes
- Com quais medicamentos ritonavir interage?
- Na nossa base, ritonavir tem 154 interações documentadas; as mais graves são com alprazolam, amiodarona, atorvastatina, colchicina, dronedarona, eletriptana. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
- Como reviso ritonavir com outros medicamentos ao mesmo tempo?
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