Interações de dextrometorfano
Dextrometorfano tem 44 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 6 contraindicadas, 10 graves, 13 moderadas e 15 leves. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.
Grupo: Antitussígenos. ATC R05DA09. Bula da FDA (em inglês)
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Queixa principal
Cefaleia pulsátil hemicraniana há 24 horas.
História da doença atual
Início pela manhã, EVA 7/10, fotofobia e náusea sem vômito. Terceiro episódio no mês. Melhora parcial com o AINE habitual.
Antecedentes pessoais
HAS diagnosticada há 4 anos, controlada com losartana 50 mg/dia. Nega alergias medicamentosas.
Exame físico · Sinais vitais
PA 130/85 · FC 78 · T 36,8 · EVA 7/10. Sem déficit neurológico focal. Romberg negativo.
Hipótese diagnóstica · CID-10
G43.9Enxaqueca sem aurasugerido
Conduta
Sumatriptana 50 mg VO nas crises. Diário de cefaleia por 2 semanas. Manter losartana 50 mg/dia. Retorno em 7 dias.
Contraindicada6 interações contraindicadas
Não associar: a bula ou o mecanismo a desaconselham sempre.
- Dextrometorfano + fenelzina
O dextrometorfano não deve ser usado com IMAO.
O que fazer: Não usar dextrometorfano se estiver tomando um IMAO, nem nas 2 semanas seguintes à sua suspensão.
- Dextrometorfano + linezolida
O dextrometorfano não deve ser usado com IMAO.
O que fazer: Não usar dextrometorfano se estiver tomando um IMAO, nem nas 2 semanas seguintes à sua suspensão.
- Dextrometorfano + moclobemida
O dextrometorfano não deve ser usado com IMAO.
O que fazer: Não usar dextrometorfano se estiver tomando um IMAO, nem nas 2 semanas seguintes à sua suspensão.
- Dextrometorfano + rasagilina
O dextrometorfano não deve ser usado com IMAO.
O que fazer: Não usar dextrometorfano se estiver tomando um IMAO, nem nas 2 semanas seguintes à sua suspensão.
- Dextrometorfano + selegilina
O dextrometorfano não deve ser usado com IMAO.
O que fazer: Não usar dextrometorfano se estiver tomando um IMAO, nem nas 2 semanas seguintes à sua suspensão.
- Dextrometorfano + tranilcipromina
O dextrometorfano não deve ser usado com IMAO.
O que fazer: Não usar dextrometorfano se estiver tomando um IMAO, nem nas 2 semanas seguintes à sua suspensão.
Grave10 interações graves
Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.
- Dextrometorfano + clomipramina
O uso concomitante de clomipramina com outros medicamentos serotoninérgicos (triptanos, tricíclicos, fentanila, lítio, tramadol) aumenta o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Se for clinicamente necessário associá-los, vigiar rigorosamente sinais de síndrome serotoninérgica, especialmente ao iniciar o tratamento ou ao aumentar a dose.
- Dextrometorfano + codeína
O uso concomitante de codeína com medicamentos serotoninérgicos pode produzir síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Se o uso concomitante for necessário, avaliar o paciente com frequência, especialmente ao iniciar o tratamento ou ajustar a dose.
- Dextrometorfano + duloxetina
O uso de duloxetina com outros medicamentos serotoninérgicos aumenta o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Se o uso concomitante for clinicamente necessário, informar o paciente sobre o maior risco e monitorar o aparecimento de sintomas de síndrome serotoninérgica.
- Dextrometorfano + fluoxetina
Medicamentos serotoninérgicos aumentam o risco de síndrome serotoninérgica com fluoxetina.
O que fazer: Avaliar risco-benefício antes de associar; se usados em conjunto, vigiar o aparecimento de síndrome serotoninérgica e suspender se surgirem sintomas.
- Dextrometorfano + lítio
O lítio junto com outros medicamentos serotoninérgicos pode precipitar uma síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Vigiar sinais e sintomas de síndrome serotoninérgica, especialmente ao iniciar o lítio; se ocorrer, considerar suspender o lítio ou o medicamento serotoninérgico concomitante.
- Dextrometorfano + morfina
Medicamentos serotoninérgicos aumentam o risco de síndrome serotoninérgica com morfina.
O que fazer: Se o uso concomitante for necessário, avaliar frequentemente o paciente, especialmente ao iniciar o tratamento ou ao ajustar a dose.
- Dextrometorfano + sertralina
O uso concomitante de sertralina com outros medicamentos serotoninérgicos (triptanos, tricíclicos, fentanila, lítio, tramadol) aumenta o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Se for clinicamente necessário associá-los, vigiar rigorosamente sinais de síndrome serotoninérgica, especialmente ao iniciar o tratamento ou ao aumentar a dose.
- Dextrometorfano + tramadol
O uso concomitante de tramadol com medicamentos serotoninérgicos pode produzir síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Avaliar o paciente com frequência, especialmente ao iniciar ou ajustar a dose; suspender o tramadol se houver suspeita de síndrome serotoninérgica.
- Dextrometorfano + trazodona
A trazodona junto com outros medicamentos serotoninérgicos aumenta o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Se o uso concomitante for clinicamente justificado, informar o paciente sobre o risco e vigiar o aparecimento de sintomas de síndrome serotoninérgica.
- Dextrometorfano + ziprasidona
Risco aumentado de síndrome serotoninérgica ao associar ziprasidona a outros medicamentos serotoninérgicos.
O que fazer: Se for clinicamente necessário associá-los, informar o paciente e vigiar sinais de síndrome serotoninérgica; suspender ambos os medicamentos se surgirem sintomas.
Moderada13 interações moderadas
Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.
- Dextrometorfano + abiraterona
A abiraterona aumenta as concentrações de dextrometorfano.
O que fazer: Usar com cautela e vigiar toxicidade; evitar com substratos do CYP2D6 de margem terapêutica estreita.
- Dextrometorfano + amiodarona
A amiodarona em uso crônico pode alterar o metabolismo do dextrometorfano e do metotrexato.
O que fazer: Monitorar sinais de toxicidade durante o uso concomitante prolongado com amiodarona.
- Dextrometorfano + bupropiona
Bupropiona inibe de forma potente o CYP2D6 e pode aumentar os níveis de dextrometorfano.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de dextrometorfano ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP2D6; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender bupropiona.
- Dextrometorfano + cinacalcete
Cinacalcete inibe de forma potente o CYP2D6 e pode aumentar os níveis de dextrometorfano.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de dextrometorfano ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP2D6; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender cinacalcete.
- Dextrometorfano + citalopram
Citalopram e dextrometorfano aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
- Dextrometorfano + desvenlafaxina
A desvenlafaxina em doses altas pode aumentar a exposição a substratos do CYP2D6.
O que fazer: Não é necessário ajuste com desvenlafaxina 100 mg ou menos; reduzir a dose do substrato até a metade se coadministrado com 400 mg de desvenlafaxina.
- Dextrometorfano + escitalopram
Escitalopram e dextrometorfano aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
- Dextrometorfano + fluvoxamina
Fluvoxamina e dextrometorfano aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
- Dextrometorfano + memantina
O uso combinado de memantina com dextrometorfano, outro antagonista NMDA, não foi avaliado sistematicamente.
O que fazer: Usar a associação com precaução.
- Dextrometorfano + paroxetina
Paroxetina inibe de forma potente o CYP2D6 e pode aumentar os níveis de dextrometorfano.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de dextrometorfano ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP2D6; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender paroxetina.
- Dextrometorfano + terbinafina
A terbinafina pode converter metabolizadores rápidos de dextrometorfano em metabolizadores lentos.
O que fazer: Monitorar o surgimento de efeitos adversos do dextrometorfano.
- Dextrometorfano + venlafaxina
Venlafaxina e dextrometorfano aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
- Dextrometorfano + vortioxetina
Vortioxetina e dextrometorfano aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
Leve15 interações leves
Efeito pouco provável ou leve: tê-lo em mente.
- Dextrometorfano + amitriptilina
Amitriptilina e dextrometorfano aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
- Dextrometorfano + ciclobenzaprina
Ciclobenzaprina e dextrometorfano aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
- Dextrometorfano + eletriptana
Dextrometorfano e eletriptana aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
- Dextrometorfano + fentanila
Dextrometorfano e fentanila aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
- Dextrometorfano + imipramina
Dextrometorfano e imipramina aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
- Dextrometorfano + metadona
Dextrometorfano e metadona aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
- Dextrometorfano + metoclopramida
Dextrometorfano e metoclopramida aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
- Dextrometorfano + mirtazapina
Dextrometorfano e mirtazapina aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
- Dextrometorfano + nortriptilina
Dextrometorfano e nortriptilina aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
- Dextrometorfano + ondansetrona
Dextrometorfano e ondansetrona aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
- Dextrometorfano + petidina
Dextrometorfano e petidina aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
- Dextrometorfano + rizatriptana
Dextrometorfano e rizatriptana aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
- Dextrometorfano + sumatriptana
Dextrometorfano e sumatriptana aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
- Dextrometorfano + tapentadol
Dextrometorfano e tapentadol aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
- Dextrometorfano + zolmitriptana
Dextrometorfano e zolmitriptana aumentam a serotonina; juntos, elevam o risco de síndrome serotoninérgica.
O que fazer: Usar a menor dose eficaz, informar o paciente sobre os sintomas de alarme e monitorar ao iniciar ou aumentar a dose. Evitar se já houver outros serotoninérgicos.
Perguntas frequentes
- Com quais medicamentos dextrometorfano interage?
- Na nossa base, dextrometorfano tem 44 interações documentadas; as mais graves são com fenelzina, linezolida, moclobemida, rasagilina, selegilina, tranilcipromina. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
- Como reviso dextrometorfano com outros medicamentos ao mesmo tempo?
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