Interações de moclobemida

Moclobemida tem 63 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 42 contraindicadas, 8 graves, 12 moderadas e 1 leve. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.

Grupo: IMAO, Antidepressivos. ATC N06AG02.

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Contraindicada42 interações contraindicadas

Não associar: a bula ou o mecanismo a desaconselham sempre.

  • Moclobemida + amitriptilina

    O uso conjunto de amitriptilina com IMAO é contraindicado pelo risco de crise hiperpirética, convulsões graves e morte.

    O que fazer: Não associar; aguardar pelo menos 14 dias após suspender o IMAO antes de iniciar amitriptilina, e iniciar com doses baixas e aumento gradual.

  • Moclobemida + atomoxetina

    a atomoxetina é contraindicada com os IMAO

    O que fazer: não usar atomoxetina com um IMAO nem nas 2 semanas seguintes à sua suspensão

  • Moclobemida + bupropiona

    Bupropiona com inibidores da MAO é contraindicada pelo risco de crise hipertensiva.

    O que fazer: Não usar bupropiona com um IMAO nem nos 14 dias após a suspensão de qualquer um dos dois.

  • Moclobemida + ciclobenzaprina

    a ciclobenzaprina é contraindicada com os IMAO

    O que fazer: não usar ciclobenzaprina com IMAO

  • Moclobemida + citalopram

    O uso concomitante com IMAO é contraindicado pelo risco de síndrome serotoninérgica.

    O que fazer: Não usar citalopram com IMAO nem nos 14 dias após a suspensão de qualquer um dos dois.

  • Moclobemida + clomipramina

    O uso de clomipramina com IMAO, ou nos 14 dias após a suspensão de um ou de outro, é contraindicado.

    O que fazer: Não coadministrar; respeitar um período de washout de pelo menos 14 dias entre a clomipramina e um IMAO.

  • Moclobemida + codeína

    Não usar codeína em pacientes que tomam IMAO ou que os suspenderam nos últimos 14 dias.

    O que fazer: Não usar codeína em pacientes que tomam IMAO ou que os suspenderam há menos de 14 dias.

  • Moclobemida + desvenlafaxina

    Contraindicado associar desvenlafaxina com IMAO (incluindo linezolida).

    O que fazer: Não usar a associação; respeitar um período de washout de pelo menos 14 dias entre um IMAO e a desvenlafaxina, e de 7 dias ao suspender a desvenlafaxina antes de iniciar um IMAO.

  • Moclobemida + dextrometorfano

    O dextrometorfano não deve ser usado com IMAO.

    O que fazer: Não usar dextrometorfano se estiver tomando um IMAO, nem nas 2 semanas seguintes à sua suspensão.

  • Moclobemida + duloxetina

    O uso de duloxetina com inibidores da monoaminoxidase (IMAO), incluindo linezolida e azul de metileno intravenoso, é contraindicado.

    O que fazer: Não associar duloxetina com IMAO nem iniciá-la nos 14 dias seguintes à suspensão de um IMAO; não iniciar um IMAO antes de 5 dias após suspender a duloxetina.

  • Moclobemida + eletriptana

    O uso concomitante de eletriptana com ISRS, IRSN, antidepressivos tricíclicos ou IMAO aumenta o risco de síndrome serotoninérgica.

    O que fazer: Vigiar sinais de síndrome serotoninérgica; suspender a eletriptana se houver suspeita.

  • Moclobemida + escitalopram

    O uso concomitante com inibidores da MAO é contraindicado pelo risco de síndrome serotoninérgica.

    O que fazer: Não usar escitalopram com IMAO nem nos 14 dias seguintes à sua suspensão (e vice-versa); não iniciar escitalopram em pacientes tratados com linezolida ou azul de metileno intravenoso.

  • Moclobemida + fenelzina

    A associação de fenelzina (IMAO) com moclobemida pode causar síndrome serotoninérgica grave.

    O que fazer: Não associar. Respeitar os períodos de washout da bula (habitualmente 14 dias após um IMAO; 5 semanas após fluoxetina).

  • Moclobemida + fentanila

    Não se recomenda usar fentanila em pacientes que tomam IMAO.

    O que fazer: Não usar fentanila em pacientes que tomam IMAO nem nos 14 dias seguintes à sua suspensão.

  • Moclobemida + fluoxetina

    Os IMAO não devem ser usados junto com fluoxetina.

    O que fazer: Não usar IMAO com fluoxetina nem nas 5 semanas após suspender a fluoxetina; não iniciar fluoxetina antes de 14 dias após suspender um IMAO.

  • Moclobemida + fluvoxamina

    Não usar fluvoxamina junto com IMAO nem nos 14 dias após sua suspensão.

    O que fazer: Não usar IMAO destinados a transtornos psiquiátricos com fluvoxamina nem nos 14 dias após a suspensão de qualquer um dos dois.

  • Moclobemida + imipramina

    A associação de moclobemida (IMAO) com imipramina pode causar síndrome serotoninérgica grave.

    O que fazer: Não associar. Respeitar os períodos de washout da bula (habitualmente 14 dias após um IMAO; 5 semanas após fluoxetina).

  • Moclobemida + linezolida

    Não usar linezolida em pacientes tratados com IMAO.

    O que fazer: Não usar linezolida em pacientes que tomam um IMAO nem nas 2 semanas após sua suspensão.

  • Moclobemida + lítio

    O lítio junto com outros medicamentos serotoninérgicos pode precipitar uma síndrome serotoninérgica.

    O que fazer: Vigiar sinais e sintomas de síndrome serotoninérgica, especialmente ao iniciar o lítio; se ocorrer, considerar suspender o lítio ou o medicamento serotoninérgico concomitante.

  • Moclobemida + metadona

    O uso de metadona com IMAO, ou nos 14 dias após sua suspensão, pode produzir síndrome serotoninérgica ou toxicidade opioide.

    O que fazer: Não se recomenda o uso de metadona em pacientes que recebem IMAO ou nos 14 dias após sua suspensão.

  • Moclobemida + metilfenidato

    O uso concomitante com IMAO, ou nos 14 dias seguintes à sua suspensão, é contraindicado pelo risco de crise hipertensiva.

    O que fazer: Não usar metilfenidato com IMAO nem nos 14 dias seguintes à sua suspensão.

  • Moclobemida + metoclopramida

    A associação de moclobemida (IMAO) com metoclopramida pode causar síndrome serotoninérgica grave.

    O que fazer: Não associar. Respeitar os períodos de washout da bula (habitualmente 14 dias após um IMAO; 5 semanas após fluoxetina).

  • Moclobemida + mirtazapina

    O uso concomitante com IMAO é contraindicado pelo risco de síndrome serotoninérgica.

    O que fazer: Não usar mirtazapina com IMAO nem nos 14 dias após a suspensão de qualquer um dos dois.

  • Moclobemida + morfina

    IMAO contraindicados com morfina.

    O que fazer: Não usar morfina em pacientes que recebem IMAO ou que os suspenderam nos últimos 14 dias.

  • Moclobemida + nortriptilina

    IMAO contraindicados com nortriptilina.

    O que fazer: Não usar IMAO com nortriptilina nem nos 14 dias após a suspensão de qualquer um dos dois.

  • Moclobemida + ondansetrona

    A associação de moclobemida (IMAO) com ondansetrona pode causar síndrome serotoninérgica grave.

    O que fazer: Não associar. Respeitar os períodos de washout da bula (habitualmente 14 dias após um IMAO; 5 semanas após fluoxetina).

  • Moclobemida + paroxetina

    O uso de paroxetina com IMAO, ou nos 14 dias após a suspensão de qualquer um dos dois, é contraindicado.

    O que fazer: Não usar paroxetina com um IMAO nem iniciar um deles nos 14 dias após suspender o outro.

  • Moclobemida + petidina

    a petidina com inibidores da MAO pode causar reações fatais

    O que fazer: não usar petidina em pacientes que recebem IMAO nem nos 14 dias seguintes à sua suspensão

  • Moclobemida + pseudoefedrina

    Pseudoefedrina com inibidores da MAO é contraindicada.

    O que fazer: Não usar pseudoefedrina em pacientes que tomam um IMAO nem nas 2 semanas seguintes à sua suspensão.

  • Moclobemida + rasagilina

    Outros IMAO contraindicados com rasagilina.

    O que fazer: Não coadministrar.

  • Moclobemida + rizatriptana

    A rizatriptana é contraindicada em pacientes que recebem inibidores da MAO-A ou inibidores não seletivos da MAO.

    O que fazer: Não usar rizatriptana em pacientes que recebem inibidores da MAO-A ou inibidores não seletivos da MAO.

  • Moclobemida + selegilina

    A associação de moclobemida (IMAO) com selegilina pode causar síndrome serotoninérgica grave.

    O que fazer: Não associar. Respeitar os períodos de washout da bula (habitualmente 14 dias após um IMAO; 5 semanas após fluoxetina).

  • Moclobemida + sertralina

    O uso de sertralina com IMAO, ou nos 14 dias após a suspensão de um ou de outro, é contraindicado.

    O que fazer: Não coadministrar; respeitar um período de washout de pelo menos 14 dias entre a sertralina e um IMAO.

  • Moclobemida + sumatriptana

    Os inibidores da MAO-A reduzem a depuração da sumatriptana e aumentam significativamente sua exposição sistêmica.

    O que fazer: Evitar o uso concomitante de sumatriptana com inibidores da MAO-A; se não for possível, redobrar a vigilância clínica.

  • Moclobemida + tapentadol

    O uso concomitante com IMAO é contraindicado.

    O que fazer: Não usar tapentadol em pacientes tratados com IMAO nem nos 14 dias após sua suspensão.

  • Moclobemida + tramadol

    Não usar tramadol em pacientes que tomam IMAO ou que os suspenderam há menos de 14 dias.

    O que fazer: Não coadministrar; aguardar pelo menos 14 dias após suspender o IMAO antes de iniciar o tramadol.

  • Moclobemida + tranilcipromina

    A tranilcipromina não deve ser tomada junto com outros antidepressivos nem com simpatomiméticos.

    O que fazer: Não associar tranilcipromina com esses medicamentos; respeitar o período de washout adequado entre os tratamentos.

  • Moclobemida + trazodona

    O uso de trazodona com um inibidor da monoaminoxidase (IMAO) é contraindicado.

    O que fazer: Não usar trazodona em pacientes que tomam um IMAO nem nos 14 dias após sua suspensão.

  • Moclobemida + venlafaxina

    O uso conjunto de venlafaxina com IMAO é contraindicado pelo risco de síndrome serotoninérgica.

    O que fazer: Não associar; respeitar um intervalo de pelo menos 7 dias após suspender o IMAO antes de iniciar a venlafaxina, e de pelo menos 14 dias após suspender a venlafaxina antes de iniciar um IMAO.

  • Moclobemida + vortioxetina

    Não usar vortioxetina junto com IMAO, incluindo linezolida.

    O que fazer: Não usar IMAO (incluindo linezolida) com vortioxetina nem nos 14-21 dias após a suspensão de qualquer um dos dois.

  • Moclobemida + ziprasidona

    Contraindicado usar ziprasidona com inibidores da MAO, incluindo linezolida.

    O que fazer: Não usar ziprasidona em pacientes que tomam IMAO nem nos 14 dias após sua suspensão; se for necessário iniciar um IMAO como a linezolida, suspender antes a ziprasidona.

  • Moclobemida + zolmitriptana

    A associação de moclobemida (IMAO) com zolmitriptana pode causar síndrome serotoninérgica grave.

    O que fazer: Não associar. Respeitar os períodos de washout da bula (habitualmente 14 dias após um IMAO; 5 semanas após fluoxetina).

Grave8 interações graves

Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.

  • Moclobemida + buprenorfina

    O uso de buprenorfina com inibidores da monoaminoxidase (IMAO) não é recomendado, pelo risco de síndrome serotoninérgica ou toxicidade opioide.

    O que fazer: Não se recomenda o uso de buprenorfina em pacientes que tomam IMAO ou dentro dos 14 dias posteriores à sua suspensão.

  • Moclobemida + cilostazol

    Os inibidores do CYP2C19 aumentam a exposição aos metabólitos ativos do cilostazol.

    O que fazer: Reduzir a dose de cilostazol para 50 mg duas vezes ao dia ao coadministrar com um inibidor forte ou moderado do CYP2C19.

  • Moclobemida + hidromorfona

    Evitar o uso concomitante com IMAO.

    O que fazer: Evitar o uso de hidromorfona em pacientes tratados com IMAO ou dentro de 14 dias após sua suspensão.

  • Moclobemida + moxifloxacino

    Outros medicamentos que prolongam o intervalo QT, como eritromicina, antipsicóticos e antidepressivos tricíclicos, aumentam o risco de arritmia com moxifloxacino.

    O que fazer: Evitar a associação ou usar com extrema precaução, com monitoramento do ECG.

  • Moclobemida + oxicodona

    O uso concomitante com inibidores da MAO não é recomendado pelo risco de síndrome serotoninérgica ou toxicidade opioide.

    O que fazer: Evitar o uso concomitante com IMAO ou dentro de 14 dias após sua suspensão; se imprescindível, usar doses de teste com titulação em pequenos incrementos e vigiar pressão arterial e função respiratória.

  • Moclobemida + prometazina

    A prometazina com outros depressores do sistema nervoso central intensifica a sedação.

    O que fazer: Evitar esses medicamentos ou administrá-los em dose reduzida junto com prometazina; reduzir a dose de barbitúricos pelo menos à metade.

  • Moclobemida + salbutamol

    Os IMAO e os antidepressivos tricíclicos podem potencializar a ação do salbutamol sobre o sistema cardiovascular.

    O que fazer: Administrar com extrema precaução em pacientes tratados com IMAO ou antidepressivos tricíclicos, ou dentro das 2 semanas posteriores à sua suspensão; considerar uma terapia alternativa.

  • Moclobemida + voriconazol

    Moclobemida inibe o CYP2C19 e pode elevar de forma importante os níveis de voriconazol, um fármaco de margem terapêutica estreita.

    O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de voriconazol conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).

Moderada12 interações moderadas

Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.

  • Moclobemida + clobazam

    Os inibidores do CYP2C19 (fluconazol, fluvoxamina, omeprazol) aumentam a exposição ao metabólito ativo do clobazam.

    O que fazer: Ajustar a dose de clobazam quando coadministrado com inibidores fortes ou moderados do CYP2C19.

  • Moclobemida + clonazepam

    O efeito depressor do sistema nervoso central do clonazepam pode ser potencializado por outros depressores do SNC.

    O que fazer: Usar com cautela e vigiar o grau de sedação ao associar clonazepam com estes medicamentos.

  • Moclobemida + clonidina

    Os antidepressivos tricíclicos podem reduzir o efeito anti-hipertensivo da clonidina.

    O que fazer: Pode ser necessário aumentar a dose de clonidina se for coadministrada com um tricíclico.

  • Moclobemida + clopidogrel

    Moclobemida inibe o CYP2C19, a enzima que converte clopidogrel em sua forma ativa: clopidogrel pode perder eficácia.

    O que fazer: Preferir uma alternativa a moclobemida que não iniba o CYP2C19, ou uma alternativa a clopidogrel que não exija ativação. Se forem associados, monitorar a resposta clínica.

  • Moclobemida + diazepam

    Os antidepressivos, incluindo os IMAO, podem potencializar o efeito sedativo do diazepam.

    O que fazer: Considerar cuidadosamente a farmacologia dos agentes associados e vigiar a sedação.

  • Moclobemida + fenitoína

    Esses medicamentos podem aumentar as concentrações séricas de fenitoína.

    O que fazer: Monitorar níveis de fenitoína e sinais de toxicidade; ajustar a dose, se necessário.

  • Moclobemida + fenobarbital

    os IMAO prolongam o efeito do fenobarbital

    O que fazer: vigiar sinais de sedação excessiva e ajustar a dose, se necessário

  • Moclobemida + itraconazol

    O itraconazol pode aumentar as concentrações de venlafaxina e de outros antidepressivos.

    O que fazer: Vigiar efeitos adversos; pode ser necessário reduzir a dose do antidepressivo.

  • Moclobemida + lorazepam

    O lorazepam produz depressão aditiva do sistema nervoso central com outros depressores, como fenotiazinas, barbitúricos, antidepressivos e IMAO.

    O que fazer: Levar em conta o efeito aditivo e ajustar a dose ou vigiar o paciente ao associar lorazepam com estes medicamentos.

  • Moclobemida + propranolol

    Os IMAO e os antidepressivos tricíclicos podem exacerbar o efeito hipotensor do propranolol.

    O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IMAO ou antidepressivos tricíclicos com propranolol.

  • Moclobemida + terbinafina

    A terbinafina pode aumentar as concentrações de medicamentos metabolizados pelo CYP2D6.

    O que fazer: Monitorar rigorosamente e considerar reduzir a dose do medicamento metabolizado pelo CYP2D6.

  • Moclobemida + tofacitinibe

    os inibidores moderados do CYP3A4 associados a inibidores potentes do CYP2C19 aumentam a exposição ao tofacitinibe

    O que fazer: ajustar a dose de tofacitinibe conforme indicado na bula

Leve1 interação leve

Efeito pouco provável ou leve: tê-lo em mente.

  • Moclobemida + carisoprodol

    Os inibidores do CYP2C19 aumentam a exposição ao carisoprodol e diminuem a de seu metabólito meprobamato.

    O que fazer: Levar em conta a possível mudança na exposição ao associar inibidores do CYP2C19, como omeprazol ou fluvoxamina.

Perguntas frequentes

Com quais medicamentos moclobemida interage?
Na nossa base, moclobemida tem 63 interações documentadas; as mais graves são com amitriptilina, atomoxetina, bupropiona, ciclobenzaprina, citalopram, clomipramina. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
Como reviso moclobemida com outros medicamentos ao mesmo tempo?
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