Interações de isoniazida

Isoniazida tem 34 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 6 graves, 21 moderadas e 7 leves. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.

Grupo: Antituberculosos. ATC J04AC01. Bula da FDA (em inglês)

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Grave6 interações graves

Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.

  • Isoniazida + cilostazol

    Os inibidores do CYP2C19 aumentam a exposição aos metabólitos ativos do cilostazol.

    O que fazer: Reduzir a dose de cilostazol para 50 mg duas vezes ao dia ao coadministrar com um inibidor forte ou moderado do CYP2C19.

  • Isoniazida + citalopram

    Os inibidores do CYP2C19 aumentam a exposição ao citalopram e o risco de prolongamento do intervalo QT.

    O que fazer: Limitar a dose de citalopram a 20 mg/dia se coadministrado com um inibidor do CYP2C19.

  • Isoniazida + itraconazol

    Não se recomenda associar itraconazol a isoniazida, rifampicina ou rifabutina, pois diminuem sua concentração.

    O que fazer: Evitar o uso associado 2 semanas antes e durante o tratamento com itraconazol (rifabutina, além disso, 2 semanas depois).

  • Isoniazida + paracetamol

    A isoniazida pode potencializar a hepatotoxicidade do paracetamol.

    O que fazer: Evitar doses altas de paracetamol em pacientes tratados com isoniazida; vigiar a função hepática.

  • Isoniazida + rifampicina

    O uso associado de rifampicina e isoniazida aumenta o risco de hepatotoxicidade.

    O que fazer: Monitorar rigorosamente a função hepática em pacientes que recebem rifampicina e isoniazida em conjunto.

  • Isoniazida + voriconazol

    Isoniazida inibe o CYP2C19 e pode elevar de forma importante os níveis de voriconazol, um fármaco de margem terapêutica estreita.

    O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de voriconazol conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).

Moderada21 interações moderadas

Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.

  • Isoniazida + carbamazepina

    Numerosos medicamentos inibem o metabolismo da carbamazepina e aumentam sua concentração plasmática.

    O que fazer: Ajustar a dose de carbamazepina e/ou monitorar suas concentrações plasmáticas quando usada junto com esses medicamentos; pode ser necessária uma redução de dose.

  • Isoniazida + clobazam

    Os inibidores do CYP2C19 (fluconazol, fluvoxamina, omeprazol) aumentam a exposição ao metabólito ativo do clobazam.

    O que fazer: Ajustar a dose de clobazam quando coadministrado com inibidores fortes ou moderados do CYP2C19.

  • Isoniazida + clopidogrel

    Isoniazida inibe o CYP2C19, a enzima que converte clopidogrel em sua forma ativa: clopidogrel pode perder eficácia.

    O que fazer: Preferir uma alternativa a isoniazida que não iniba o CYP2C19, ou uma alternativa a clopidogrel que não exija ativação. Se forem associados, monitorar a resposta clínica.

  • Isoniazida + dexametasona

    a dexametasona pode diminuir as concentrações séricas de isoniazida

    O que fazer: monitorar a resposta clínica ao tratamento antituberculoso

  • Isoniazida + dissulfiram

    O uso concomitante de dissulfiram e isoniazida pode produzir marcha instável ou alterações do estado mental.

    O que fazer: Observar o paciente que recebe isoniazida e dissulfiram; descontinuar o dissulfiram se surgirem esses sinais.

  • Isoniazida + fenitoína

    Esses medicamentos podem aumentar as concentrações séricas de fenitoína.

    O que fazer: Monitorar níveis de fenitoína e sinais de toxicidade; ajustar a dose, se necessário.

  • Isoniazida + glibenclamida

    Estes medicamentos podem produzir hiperglicemia e perda do controle glicêmico com glibenclamida.

    O que fazer: Vigiar rigorosamente o paciente para detectar perda do controle glicêmico.

  • Isoniazida + glimepirida

    Vários medicamentos podem reduzir o efeito hipoglicemiante da glimepirida.

    O que fazer: Vigiar de perto o controle glicêmico do paciente ao associar estes medicamentos.

  • Isoniazida + glipizida

    Vários medicamentos, entre eles antipsicóticos atípicos, corticoides, estrogênios, isoniazida, fenitoína, anticoncepcionais hormonais, inibidores de protease, simpatomiméticos e hormônio tireoidiano, podem diminuir o efeito hipoglicemiante da glipizida.

    O que fazer: Monitorar rigorosamente o paciente para detectar piora do controle glicêmico quando estes medicamentos forem coadministrados.

  • Isoniazida + insulina

    Vários medicamentos, entre eles antipsicóticos atípicos, corticoides, estrogênios, isoniazida, anticoncepcionais hormonais, inibidores de protease, simpatomiméticos e hormônio tireoidiano, podem diminuir o efeito hipoglicemiante da insulina.

    O que fazer: Pode ser necessário aumentar a dose de insulina e a frequência de monitoramento da glicemia.

  • Isoniazida + cetoconazol

    O uso conjunto de isoniazida, rifampicina e cetoconazol reduz acentuadamente a exposição ao cetoconazol.

    O que fazer: Vigiar a resposta terapêutica ao cetoconazol durante o tratamento concomitante.

  • Isoniazida + levodopa/carbidopa

    Os antagonistas do receptor D2 de dopamina (antipsicóticos, risperidona) e a isoniazida podem reduzir o efeito terapêutico da levodopa.

    O que fazer: Observar o paciente quanto à perda da resposta terapêutica à levodopa.

  • Isoniazida + metformina

    Vários medicamentos podem provocar perda do controle glicêmico em pacientes tratados com metformina.

    O que fazer: Vigiar de perto o paciente para detectar perda do controle glicêmico ao associar estes medicamentos.

  • Isoniazida + metilprednisolona

    A metilprednisolona pode reduzir as concentrações séricas de isoniazida.

    O que fazer: Vigiar a eficácia do tratamento antituberculoso durante o uso concomitante.

  • Isoniazida + prednisona

    A prednisona pode diminuir as concentrações séricas de isoniazida.

    O que fazer: Vigiar a resposta terapêutica da isoniazida e considerar ajuste de dose.

  • Isoniazida + propranolol

    Os substratos ou inibidores do CYP1A2 aumentam as concentrações e a toxicidade do propranolol.

    O que fazer: Vigiar sinais de toxicidade por betabloqueio ao associar esses fármacos com propranolol.

  • Isoniazida + repaglinida

    estes medicamentos podem reduzir o efeito hipoglicemiante da repaglinida

    O que fazer: monitorar a glicemia e ajustar a dose de repaglinida conforme necessário

  • Isoniazida + teofilina

    O uso conjunto de isoniazida e teofilina pode elevar os níveis plasmáticos de teofilina.

    O que fazer: Monitorar rigorosamente os níveis séricos de teofilina e ajustar sua dose conforme necessário.

  • Isoniazida + tofacitinibe

    os inibidores moderados do CYP3A4 associados a inibidores potentes do CYP2C19 aumentam a exposição ao tofacitinibe

    O que fazer: ajustar a dose de tofacitinibe conforme indicado na bula

  • Isoniazida + triazolam

    Isoniazida aumenta as concentrações plasmáticas de triazolam.

    O que fazer: Cautela ao coadministrar; considerar reduzir a dose de triazolam.

  • Isoniazida + varfarina

    Os inibidores do CYP2C9, CYP1A2 e/ou CYP3A4 aumentam o efeito anticoagulante da varfarina.

    O que fazer: Monitorar o INR com maior frequência ao iniciar, suspender ou alterar a dose destes medicamentos; ajustar a dose de varfarina conforme a resposta.

Leve7 interações leves

Efeito pouco provável ou leve: tê-lo em mente.

  • Isoniazida + ácido valproico

    Ácido valproico e isoniazida podem lesar o fígado; juntos, o risco se soma.

    O que fazer: Provas de função hepática basais e periódicas; suspender diante de sinais de hepatotoxicidade.

  • Isoniazida + bosentana

    Bosentana e isoniazida podem lesar o fígado; juntos, o risco se soma.

    O que fazer: Provas de função hepática basais e periódicas; suspender diante de sinais de hepatotoxicidade.

  • Isoniazida + carisoprodol

    Os inibidores do CYP2C19 aumentam a exposição ao carisoprodol e diminuem a de seu metabólito meprobamato.

    O que fazer: Levar em conta a possível mudança na exposição ao associar inibidores do CYP2C19, como omeprazol ou fluvoxamina.

  • Isoniazida + leflunomida

    Isoniazida e leflunomida podem lesar o fígado; juntos, o risco se soma.

    O que fazer: Provas de função hepática basais e periódicas; suspender diante de sinais de hepatotoxicidade.

  • Isoniazida + metotrexato

    Isoniazida e metotrexato podem lesar o fígado; juntos, o risco se soma.

    O que fazer: Provas de função hepática basais e periódicas; suspender diante de sinais de hepatotoxicidade.

  • Isoniazida + nevirapina

    Isoniazida e nevirapina podem lesar o fígado; juntos, o risco se soma.

    O que fazer: Provas de função hepática basais e periódicas; suspender diante de sinais de hepatotoxicidade.

  • Isoniazida + pirazinamida

    Isoniazida e pirazinamida podem lesar o fígado; juntos, o risco se soma.

    O que fazer: Provas de função hepática basais e periódicas; suspender diante de sinais de hepatotoxicidade.

Perguntas frequentes

Com quais medicamentos isoniazida interage?
Na nossa base, isoniazida tem 34 interações documentadas; as mais graves são com cilostazol, citalopram, itraconazol, paracetamol, rifampicina, voriconazol. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
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