Interações de propranolol
Propranolol tem 120 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 11 graves, 102 moderadas e 7 leves. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.
Grupo: Betabloqueadores, Anti-hipertensivos. ATC C07AA05. Bula da FDA (em inglês)
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Queixa principal
Cefaleia pulsátil hemicraniana há 24 horas.
História da doença atual
Início pela manhã, EVA 7/10, fotofobia e náusea sem vômito. Terceiro episódio no mês. Melhora parcial com o AINE habitual.
Antecedentes pessoais
HAS diagnosticada há 4 anos, controlada com losartana 50 mg/dia. Nega alergias medicamentosas.
Exame físico · Sinais vitais
PA 130/85 · FC 78 · T 36,8 · EVA 7/10. Sem déficit neurológico focal. Romberg negativo.
Hipótese diagnóstica · CID-10
G43.9Enxaqueca sem aurasugerido
Conduta
Sumatriptana 50 mg VO nas crises. Diário de cefaleia por 2 semanas. Manter losartana 50 mg/dia. Retorno em 7 dias.
Grave11 interações graves
Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.
- Propranolol + amiodarona
Risco de bradicardia grave, parada sinusal ou bloqueio AV com betabloqueadores ou bloqueadores dos canais de cálcio não di-hidropiridínicos.
O que fazer: Usar com cautela; considerar marca-passo se houver bradicardia grave ou parada sinusal.
- Propranolol + clonidina
O uso concomitante de betabloqueadores aumenta o risco de crise hipertensiva ao suspender a clonidina.
O que fazer: Se ambos os medicamentos forem suspensos, retirar o betabloqueador vários dias antes de retirar gradualmente a clonidina.
- Propranolol + digoxina
Os betabloqueadores e os bloqueadores dos canais de cálcio têm efeito aditivo com a digoxina sobre a condução do nó AV.
O que fazer: Vigiar a frequência cardíaca e o ECG ao associar betabloqueadores ou bloqueadores dos canais de cálcio com digoxina.
- Propranolol + diltiazem
O uso conjunto de diltiazem e propranolol foi associado a bradicardia, hipotensão, bloqueio AV de alto grau e insuficiência cardíaca.
O que fazer: Usar com extrema cautela em pacientes com cardiopatia; vigiar ECG e estado hemodinâmico.
- Propranolol + formoterol
Os betabloqueadores podem bloquear o efeito do formoterol e provocar broncoespasmo grave.
O que fazer: Os pacientes com DPOC não deveriam ser tratados habitualmente com betabloqueadores; se necessários, considerar um cardiosseletivo e administrá-lo com precaução.
- Propranolol + haloperidol
O uso conjunto de propranolol e haloperidol foi associado a hipotensão e parada cardíaca.
O que fazer: Usar com extrema cautela; vigiar rigorosamente o estado hemodinâmico.
- Propranolol + propafenona
A propafenona aumenta notavelmente sua própria concentração com propranolol e soma efeitos inotrópicos negativos e betabloqueadores.
O que fazer: Usar com cautela; vigiar sinais de depressão cardíaca (bradicardia, hipotensão, insuficiência cardíaca).
- Propranolol + rivastigmina
A rivastigmina associada a betabloqueadores, especialmente cardiosseletivos como o atenolol, pode produzir bradicardia com síncope.
O que fazer: Não se recomenda o uso concomitante se surgirem sinais de bradicardia, incluindo síncope.
- Propranolol + salbutamol
Os betabloqueadores bloqueiam o efeito pulmonar do salbutamol e podem produzir broncoespasmo grave em pacientes asmáticos.
O que fazer: Os pacientes asmáticos não devem ser tratados habitualmente com betabloqueadores; se forem indispensáveis, considerar um betabloqueador cardiosseletivo e administrá-lo com precaução.
- Propranolol + salmeterol
Os betabloqueadores podem bloquear o efeito broncodilatador do salmeterol e provocar broncoespasmo grave.
O que fazer: Evitar o uso de betabloqueadores em pacientes com asma ou DPOC tratados com salmeterol; se não houver alternativa, considerar um betabloqueador cardiosseletivo com precaução.
- Propranolol + verapamil
O uso concomitante de verapamil e propranolol foi associado a bradicardia grave, insuficiência cardíaca e colapso cardiovascular.
O que fazer: Usar com extrema cautela; vigiar rigorosamente frequência cardíaca, pressão arterial e sinais de insuficiência cardíaca.
Moderada102 interações moderadas
Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.
- Propranolol + ácido acetilsalicílico
Os AINE, em particular a indometacina, reduzem o efeito anti-hipertensivo do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial e considerar ajuste de dose se AINE forem associados de forma crônica.
- Propranolol + amitriptilina
Os IMAO e os antidepressivos tricíclicos podem exacerbar o efeito hipotensor do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IMAO ou antidepressivos tricíclicos com propranolol.
- Propranolol + anlodipino
Os bloqueadores dos canais de cálcio com efeito inotrópico ou cronotrópico negativo podem potencializar a depressão cardíaca do propranolol.
O que fazer: Usar com cautela; vigiar frequência cardíaca, pressão arterial e sinais de insuficiência cardíaca.
- Propranolol + aripiprazol
O aripiprazol pode potencializar o efeito dos anti-hipertensivos.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial e ajustar a dose conforme necessário.
- Propranolol + atenolol
Atenolol e propranolol reduzem a frequência cardíaca e a condução AV; juntos, podem causar bradicardia grave.
O que fazer: Evitar na disfunção sinusal, no bloqueio AV ou na insuficiência cardíaca. Se forem associados: doses baixas, frequência cardíaca, pressão arterial e ECG no início.
- Propranolol + atomoxetina
a atomoxetina pode alterar o efeito dos anti-hipertensivos
O que fazer: usar com cautela e monitorar a pressão arterial
- Propranolol + bisoprolol
Bisoprolol e propranolol reduzem a frequência cardíaca e a condução AV; juntos, podem causar bradicardia grave.
O que fazer: Evitar na disfunção sinusal, no bloqueio AV ou na insuficiência cardíaca. Se forem associados: doses baixas, frequência cardíaca, pressão arterial e ECG no início.
- Propranolol + bumetanida
A bumetanida pode potencializar o efeito de outros anti-hipertensivos.
O que fazer: Reduzir a dose dos anti-hipertensivos concomitantes conforme a resposta clínica.
- Propranolol + bupropiona
Os IMAO e os antidepressivos tricíclicos podem exacerbar o efeito hipotensor do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IMAO ou antidepressivos tricíclicos com propranolol.
- Propranolol + captopril
O captopril pode ter efeito anti-hipertensivo aumentado quando associado a outros anti-hipertensivos, em particular diuréticos tiazídicos.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao iniciar ou ajustar a dose de outros anti-hipertensivos em associação com captopril.
- Propranolol + carbamazepina
A carbamazepina, como depressor do sistema nervoso central, potencializa o efeito de outros depressores do SNC.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de carbamazepina ou do outro depressor do SNC ao usá-los concomitantemente.
- Propranolol + carvedilol
Carvedilol e propranolol reduzem a frequência cardíaca e a condução AV; juntos, podem causar bradicardia grave.
O que fazer: Evitar na disfunção sinusal, no bloqueio AV ou na insuficiência cardíaca. Se forem associados: doses baixas, frequência cardíaca, pressão arterial e ECG no início.
- Propranolol + celecoxibe
O celecoxibe pode diminuir o efeito anti-hipertensivo dos IECA, BRA ou betabloqueadores.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial durante o uso concomitante.
- Propranolol + ciclobenzaprina
a ciclobenzaprina pode reduzir o efeito de alguns anti-hipertensivos
O que fazer: monitorar a pressão arterial e considerar um anti-hipertensivo alternativo
- Propranolol + cinacalcete
Cinacalcete inibe de forma potente o CYP2D6 e pode aumentar os níveis de propranolol.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de propranolol ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP2D6; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender cinacalcete.
- Propranolol + ciprofloxacino
Os substratos ou inibidores do CYP1A2 aumentam as concentrações e a toxicidade do propranolol.
O que fazer: Vigiar sinais de toxicidade por betabloqueio ao associar esses fármacos com propranolol.
- Propranolol + citalopram
Os IMAO e os antidepressivos tricíclicos podem exacerbar o efeito hipotensor do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IMAO ou antidepressivos tricíclicos com propranolol.
- Propranolol + clomipramina
Os IMAO e os antidepressivos tricíclicos podem exacerbar o efeito hipotensor do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IMAO ou antidepressivos tricíclicos com propranolol.
- Propranolol + clorpromazina
A coadministração de clorpromazina e propranolol aumenta os níveis plasmáticos de ambos os fármacos.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e os efeitos adversos de ambos os fármacos durante o uso concomitante.
- Propranolol + clortalidona
A clortalidona pode potencializar o efeito de outros anti-hipertensivos.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar clortalidona com outros anti-hipertensivos; ajustar a dose, se necessário.
- Propranolol + colestiramina
a colestiramina pode reduzir a absorção destes medicamentos
O que fazer: administrar o outro medicamento pelo menos 1 hora antes ou de 4 a 6 horas depois da colestiramina
- Propranolol + desvenlafaxina
Os IMAO e os antidepressivos tricíclicos podem exacerbar o efeito hipotensor do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IMAO ou antidepressivos tricíclicos com propranolol.
- Propranolol + dexcetoprofeno
Os AINE, em particular a indometacina, reduzem o efeito anti-hipertensivo do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial e considerar ajuste de dose se AINE forem associados de forma crônica.
- Propranolol + diazepam
O propranolol aumenta as concentrações de diazepam e de seus metabólitos.
O que fazer: Vigiar o nível de sedação ao associar diazepam com propranolol.
- Propranolol + diclofenaco
O diclofenaco pode diminuir o efeito anti-hipertensivo dos IECA, BRA ou betabloqueadores e deteriorar a função renal em pacientes de risco.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial e, em pacientes de risco, a função renal, ao associar diclofenaco com um IECA, BRA ou betabloqueador.
- Propranolol + donepezila
Donepezila e propranolol reduzem a frequência cardíaca e a condução AV; juntos, podem causar bradicardia grave.
O que fazer: Evitar na disfunção sinusal, no bloqueio AV ou na insuficiência cardíaca. Se forem associados: doses baixas, frequência cardíaca, pressão arterial e ECG no início.
- Propranolol + doxazosina
A adição de outros anti-hipertensivos à doxazosina deve ser feita com cautela, pelo risco de hipotensão.
O que fazer: Acrescentar anti-hipertensivos adicionais com cautela, especialmente ao iniciar ou aumentar a dose.
- Propranolol + dronedarona
A dronedarona aumenta a exposição aos betabloqueadores e o risco de bradicardia.
O que fazer: Iniciar o betabloqueador em dose baixa e aumentar somente após verificar a tolerância com ECG.
- Propranolol + duloxetina
O risco de hipotensão com duloxetina é maior em pacientes que recebem anti-hipertensivos.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial e considerar a redução da dose ou a suspensão da duloxetina se surgirem hipotensão sintomática, quedas ou síncope.
- Propranolol + enalapril
A associação de IECA com betabloqueadores pode causar hipotensão, em particular no infarto agudo do miocárdio.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IECA com propranolol, sobretudo no infarto agudo do miocárdio.
- Propranolol + ergotamina
Os betabloqueadores podem potencializar a ação vasoconstritora da ergotamina.
O que fazer: Usar com cautela; vigiar sinais de isquemia periférica.
- Propranolol + escitalopram
Os IMAO e os antidepressivos tricíclicos podem exacerbar o efeito hipotensor do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IMAO ou antidepressivos tricíclicos com propranolol.
- Propranolol + etoricoxibe
Os AINE, em particular a indometacina, reduzem o efeito anti-hipertensivo do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial e considerar ajuste de dose se AINE forem associados de forma crônica.
- Propranolol + felodipino
O uso de felodipino com um betabloqueador requer precaução em pacientes com insuficiência cardíaca ou disfunção ventricular.
O que fazer: Usar a associação com precaução em pacientes com insuficiência cardíaca ou disfunção ventricular.
- Propranolol + fenelzina
A fenelzina associada a anti-hipertensivos, incluindo diuréticos tiazídicos, pode causar hipotensão exagerada.
O que fazer: Usar com cautela ao associar fenelzina com medicamentos anti-hipertensivos.
- Propranolol + fenitoína
Os indutores do metabolismo hepático diminuem as concentrações plasmáticas de propranolol.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e considerar ajuste de dose do propranolol.
- Propranolol + fenobarbital
Os indutores do metabolismo hepático diminuem as concentrações plasmáticas de propranolol.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e considerar ajuste de dose do propranolol.
- Propranolol + fenofibrato
Os betabloqueadores, as tiazidas e os estrogênios podem piorar a hipertrigliceridemia e reduzir a eficácia do fenofibrato.
O que fazer: Suspender ou trocar estes medicamentos, se possível, antes de considerar o tratamento com fenofibrato.
- Propranolol + flecainida
flecainida e propranolol têm efeitos inotrópicos negativos aditivos
O que fazer: usar a associação com cautela e vigiar a função cardíaca
- Propranolol + fluconazol
O fluconazol, inibidor do CYP2C19, aumenta as concentrações e a toxicidade do propranolol.
O que fazer: Vigiar sinais de toxicidade por betabloqueio ao associar fluconazol com propranolol.
- Propranolol + fluoxetina
Os IMAO e os antidepressivos tricíclicos podem exacerbar o efeito hipotensor do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IMAO ou antidepressivos tricíclicos com propranolol.
- Propranolol + fluvoxamina
Fluvoxamina aumenta as concentrações plasmáticas de propranolol e metoprolol.
O que fazer: Reduzir a dose inicial de propranolol ou metoprolol e titular com mais cautela ao coadministrar com fluvoxamina.
- Propranolol + furosemida
A furosemida potencializa o efeito de outros anti-hipertensivos.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial e ajustar a dose do outro anti-hipertensivo, se necessário.
- Propranolol + glibenclamida
Estes medicamentos podem potencializar a ação hipoglicemiante da glibenclamida.
O que fazer: Vigiar rigorosamente o paciente para detectar hipoglicemia.
- Propranolol + glimepirida
Betabloqueadores e clonidina podem potencializar ou enfraquecer o efeito hipoglicemiante da glimepirida e mascarar os sintomas de hipoglicemia.
O que fazer: Vigiar de perto a glicemia; advertir o paciente de que os sintomas de alerta de hipoglicemia podem estar reduzidos ou ausentes.
- Propranolol + glipizida
Betabloqueadores e clonidina podem potencializar ou enfraquecer o efeito hipoglicemiante da glipizida e mascarar os sintomas de hipoglicemia.
O que fazer: Aumentar a frequência de monitoramento da glicemia quando estes medicamentos forem coadministrados.
- Propranolol + hidroclorotiazida
A associação com outros anti-hipertensivos potencializa o efeito hipotensor.
O que fazer: Ajustar a dose conforme a resposta pressórica.
- Propranolol + ibuprofeno
Os AINE, em particular a indometacina, reduzem o efeito anti-hipertensivo do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial e considerar ajuste de dose se AINE forem associados de forma crônica.
- Propranolol + imipramina
Os IMAO e os antidepressivos tricíclicos podem exacerbar o efeito hipotensor do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IMAO ou antidepressivos tricíclicos com propranolol.
- Propranolol + indapamida
A indapamida pode potencializar o efeito de outros anti-hipertensivos.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar indapamida com outros anti-hipertensivos.
- Propranolol + indometacina
A indometacina pode reduzir o efeito anti-hipertensivo de IECA, BRA e betabloqueadores.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial durante o uso concomitante e ajustar o tratamento anti-hipertensivo, se necessário.
- Propranolol + insulina
Betabloqueadores, clonidina e sais de lítio podem alterar o efeito hipoglicemiante da insulina, e os primeiros podem ainda mascarar os sintomas de hipoglicemia.
O que fazer: Ajustar a dose de insulina conforme necessário e aumentar a frequência de monitoramento da glicemia, já que os sintomas de hipoglicemia podem estar reduzidos ou ausentes.
- Propranolol + isoniazida
Os substratos ou inibidores do CYP1A2 aumentam as concentrações e a toxicidade do propranolol.
O que fazer: Vigiar sinais de toxicidade por betabloqueio ao associar esses fármacos com propranolol.
- Propranolol + ivabradina
Os medicamentos que diminuem a frequência cardíaca aumentam o risco de bradicardia com ivabradina.
O que fazer: Monitorar a frequência cardíaca em pacientes que recebem ivabradina junto com outros cronotrópicos negativos.
- Propranolol + cetoprofeno
Os AINE, em particular a indometacina, reduzem o efeito anti-hipertensivo do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial e considerar ajuste de dose se AINE forem associados de forma crônica.
- Propranolol + cetorolaco
Os AINE, em particular a indometacina, reduzem o efeito anti-hipertensivo do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial e considerar ajuste de dose se AINE forem associados de forma crônica.
- Propranolol + lacosamida
Os medicamentos que afetam a condução cardíaca, como betabloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio, aumentam o risco de alterações da condução com lacosamida.
O que fazer: Usar com cautela; obter um eletrocardiograma antes de iniciar a lacosamida e após atingir a dose de manutenção.
- Propranolol + levodopa/carbidopa
A levodopa/carbidopa pode causar hipotensão postural sintomática em pacientes que recebem anti-hipertensivos.
O que fazer: Pode ser necessário ajustar a dose do anti-hipertensivo ao iniciar levodopa/carbidopa.
- Propranolol + lisinopril
A associação de IECA com betabloqueadores pode causar hipotensão, em particular no infarto agudo do miocárdio.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IECA com propranolol, sobretudo no infarto agudo do miocárdio.
- Propranolol + meloxicam
O meloxicam pode diminuir o efeito anti-hipertensivo de IECA, BRA e betabloqueadores.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial durante o uso concomitante.
- Propranolol + metildopa
A associação com outros anti-hipertensivos potencializa o efeito hipotensor da metildopa.
O que fazer: Ajustar a dose conforme a resposta pressórica.
- Propranolol + metilfenidato
O metilfenidato pode diminuir a eficácia dos medicamentos anti-hipertensivos.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial e ajustar a dose do anti-hipertensivo conforme necessário.
- Propranolol + tiamazol
Ao normalizar a função tireoidiana com tiamazol, pode ser necessário reduzir a dose dos betabloqueadores.
O que fazer: Reduzir a dose do betabloqueador quando o paciente hipertireóideo se tornar eutireóideo com o tratamento com tiamazol.
- Propranolol + metoprolol
Metoprolol e propranolol reduzem a frequência cardíaca e a condução AV; juntos, podem causar bradicardia grave.
O que fazer: Evitar na disfunção sinusal, no bloqueio AV ou na insuficiência cardíaca. Se forem associados: doses baixas, frequência cardíaca, pressão arterial e ECG no início.
- Propranolol + mirtazapina
O uso com anti-hipertensivos pode aumentar o risco de hipotensão.
O que fazer: Usar com cautela e vigiar a pressão arterial em pacientes tratados com anti-hipertensivos.
- Propranolol + moclobemida
Os IMAO e os antidepressivos tricíclicos podem exacerbar o efeito hipotensor do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IMAO ou antidepressivos tricíclicos com propranolol.
- Propranolol + naproxeno
O naproxeno pode diminuir o efeito anti-hipertensivo de IECA, BRA e betabloqueadores como o propranolol.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial durante o uso concomitante.
- Propranolol + nebivolol
Nebivolol e propranolol reduzem a frequência cardíaca e a condução AV; juntos, podem causar bradicardia grave.
O que fazer: Evitar na disfunção sinusal, no bloqueio AV ou na insuficiência cardíaca. Se forem associados: doses baixas, frequência cardíaca, pressão arterial e ECG no início.
- Propranolol + nifedipino
A associação de nifedipino com betabloqueadores pode aumentar o risco de insuficiência cardíaca ou hipotensão.
O que fazer: Vigilância clínica e considerar ajuste de dose do nifedipino.
- Propranolol + nimesulida
Os AINE, em particular a indometacina, reduzem o efeito anti-hipertensivo do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial e considerar ajuste de dose se AINE forem associados de forma crônica.
- Propranolol + nitroglicerina
A nitroglicerina com outros anti-hipertensivos, betabloqueadores ou outros nitratos pode ter efeito hipotensor aditivo.
O que fazer: Observar os pacientes quanto a possíveis efeitos hipotensores aditivos.
- Propranolol + nortriptilina
Os IMAO e os antidepressivos tricíclicos podem exacerbar o efeito hipotensor do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IMAO ou antidepressivos tricíclicos com propranolol.
- Propranolol + olanzapina
A olanzapina pode potencializar o efeito dos anti-hipertensivos.
O que fazer: Usar com cautela e vigiar a pressão arterial ao associar olanzapina com anti-hipertensivos.
- Propranolol + paliperidona
A paliperidona pode predispor à hipotensão em pacientes tratados com anti-hipertensivos.
O que fazer: Usar com cautela e considerar monitorar os sinais vitais ortostáticos em pacientes vulneráveis à hipotensão.
- Propranolol + paroxetina
Os IMAO e os antidepressivos tricíclicos podem exacerbar o efeito hipotensor do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IMAO ou antidepressivos tricíclicos com propranolol.
- Propranolol + perindopril
A associação de IECA com betabloqueadores pode causar hipotensão, em particular no infarto agudo do miocárdio.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IECA com propranolol, sobretudo no infarto agudo do miocárdio.
- Propranolol + piroxicam
O piroxicam pode diminuir o efeito anti-hipertensivo de IECA, BRA e betabloqueadores.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial durante o uso concomitante.
- Propranolol + prazosina
O uso de prazosina com um betabloqueador pode produzir hipotensão.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar um betabloqueador como o propranolol; ajustar as doses conforme a resposta clínica.
- Propranolol + propiltiouracila
Ao normalizar a função tireoidiana com propiltiouracila, pode ser necessário reduzir a dose do betabloqueador.
O que fazer: Reduzir a dose do betabloqueador quando o paciente hipertireóideo se tornar eutireóideo com o tratamento.
- Propranolol + quetiapina
A quetiapina pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar quetiapina a anti-hipertensivos.
- Propranolol + ramipril
A associação de IECA com betabloqueadores pode causar hipotensão, em particular no infarto agudo do miocárdio.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IECA com propranolol, sobretudo no infarto agudo do miocárdio.
- Propranolol + repaglinida
os betabloqueadores e a clonidina podem mascarar os sintomas de hipoglicemia
O que fazer: orientar o paciente e monitorar a glicemia com maior frequência
- Propranolol + rifampicina
Os indutores do metabolismo hepático diminuem as concentrações plasmáticas de propranolol.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e considerar ajuste de dose do propranolol.
- Propranolol + risperidona
O uso concomitante de risperidona com anti-hipertensivos pode causar hipotensão clinicamente significativa.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial ao associar risperidona com tratamento anti-hipertensivo.
- Propranolol + ritonavir
Os inibidores do CYP2D6 aumentam as concentrações e a toxicidade do propranolol.
O que fazer: Vigiar sinais de toxicidade por betabloqueio; considerar ajuste de dose do propranolol.
- Propranolol + rizatriptana
Os substratos ou inibidores do CYP1A2 aumentam as concentrações e a toxicidade do propranolol.
O que fazer: Vigiar sinais de toxicidade por betabloqueio ao associar esses fármacos com propranolol.
- Propranolol + sacubitril/valsartana
Outros anti-hipertensivos podem potencializar a hipotensão associada a sacubitril/valsartana.
O que fazer: Se ocorrer hipotensão, considerar ajustar a dose dos diuréticos ou anti-hipertensivos concomitantes.
- Propranolol + sertralina
Os IMAO e os antidepressivos tricíclicos podem exacerbar o efeito hipotensor do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IMAO ou antidepressivos tricíclicos com propranolol.
- Propranolol + sildenafila
A sildenafila pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.
O que fazer: Usar com cautela e vigiar a pressão arterial ao associar sildenafila com anti-hipertensivos.
- Propranolol + sotalol
Propranolol e sotalol reduzem a frequência cardíaca e a condução AV; juntos, podem causar bradicardia grave.
O que fazer: Evitar na disfunção sinusal, no bloqueio AV ou na insuficiência cardíaca. Se forem associados: doses baixas, frequência cardíaca, pressão arterial e ECG no início.
- Propranolol + tadalafila
A tadalafila pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.
O que fazer: Advertir o paciente sobre o risco de hipotensão e vigiar a pressão arterial.
- Propranolol + teofilina
Os substratos ou inibidores do CYP1A2 aumentam as concentrações e a toxicidade do propranolol.
O que fazer: Vigiar sinais de toxicidade por betabloqueio ao associar esses fármacos com propranolol.
- Propranolol + terbinafina
A terbinafina pode aumentar as concentrações de medicamentos metabolizados pelo CYP2D6.
O que fazer: Monitorar rigorosamente e considerar reduzir a dose do medicamento metabolizado pelo CYP2D6.
- Propranolol + tizanidina
O uso com anti-hipertensivos aumenta o risco de hipotensão.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial em pacientes que recebem tratamento anti-hipertensivo concomitante.
- Propranolol + tranilcipromina
Os IMAO e os antidepressivos tricíclicos podem exacerbar o efeito hipotensor do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IMAO ou antidepressivos tricíclicos com propranolol.
- Propranolol + trazodona
Os IMAO e os antidepressivos tricíclicos podem exacerbar o efeito hipotensor do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IMAO ou antidepressivos tricíclicos com propranolol.
- Propranolol + vardenafila
A vardenafila pode somar seu efeito hipotensor ao dos anti-hipertensivos.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar vardenafila com anti-hipertensivos.
- Propranolol + venlafaxina
Os IMAO e os antidepressivos tricíclicos podem exacerbar o efeito hipotensor do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IMAO ou antidepressivos tricíclicos com propranolol.
- Propranolol + vortioxetina
Os IMAO e os antidepressivos tricíclicos podem exacerbar o efeito hipotensor do propranolol.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar IMAO ou antidepressivos tricíclicos com propranolol.
- Propranolol + varfarina
O propranolol aumenta a concentração e a biodisponibilidade da varfarina.
O que fazer: Monitorar o tempo de protrombina/INR ao associar propranolol com varfarina.
- Propranolol + ziprasidona
A ziprasidona pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao iniciar ou ajustar a ziprasidona em pacientes em tratamento anti-hipertensivo.
- Propranolol + zolmitriptana
Os substratos ou inibidores do CYP1A2 aumentam as concentrações e a toxicidade do propranolol.
O que fazer: Vigiar sinais de toxicidade por betabloqueio ao associar esses fármacos com propranolol.
Leve7 interações leves
Efeito pouco provável ou leve: tê-lo em mente.
- Propranolol + carbonato de cálcio
Os antiácidos de alumínio podem diminuir as concentrações plasmáticas de propranolol.
O que fazer: Sem ajuste específico; considerar separar a administração se houver perda de efeito clínico.
- Propranolol + hidróxido de alumínio e magnésio
Os antiácidos de alumínio podem diminuir as concentrações plasmáticas de propranolol.
O que fazer: Sem ajuste específico; considerar separar a administração se houver perda de efeito clínico.
- Propranolol + levotiroxina
Doses altas de propranolol (>160 mg/dia) diminuem a conversão periférica de T4 em T3.
O que fazer: Geralmente não requer ajuste; reavaliar a dose de propranolol se o paciente passar de hipotireóideo a eutireóideo.
- Propranolol + lovastatina
O propranolol diminui levemente a exposição à lovastatina e à pravastatina, sem alterações em seu efeito farmacológico.
O que fazer: Não é necessário ajuste específico.
- Propranolol + pravastatina
O propranolol diminui levemente a exposição à lovastatina e à pravastatina, sem alterações em seu efeito farmacológico.
O que fazer: Não é necessário ajuste específico.
- Propranolol + sucralfato
Os antiácidos de alumínio podem diminuir as concentrações plasmáticas de propranolol.
O que fazer: Sem ajuste específico; considerar separar a administração se houver perda de efeito clínico.
- Propranolol + sulfato ferroso
Os antiácidos de alumínio podem diminuir as concentrações plasmáticas de propranolol.
O que fazer: Sem ajuste específico; considerar separar a administração se houver perda de efeito clínico.
Perguntas frequentes
- Com quais medicamentos propranolol interage?
- Na nossa base, propranolol tem 120 interações documentadas; as mais graves são com amiodarona, clonidina, digoxina, diltiazem, formoterol, haloperidol. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
- Como reviso propranolol com outros medicamentos ao mesmo tempo?
- Abra o verificador de interações com propranolol já carregado e adicione até mais 9 medicamentos: ele revisa todos os pares e os ordena por gravidade.
Revise interações sem sair da consulta.
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