Interações de capecitabina
Capecitabina tem 39 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 29 graves e 10 moderadas. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.
Grupo: Antineoplásicos, Fluoropirimidinas. ATC L01BC06. Bula da FDA (em inglês)
Você escuta o paciente. O Cliini escreve a nota por você.
O Cliini escuta a sua consulta e entrega a nota estruturada com CID-10 sugerido, receita médica e orientações — pronta para o prontuário.
Queixa principal
Cefaleia pulsátil hemicraniana há 24 horas.
História da doença atual
Início pela manhã, EVA 7/10, fotofobia e náusea sem vômito. Terceiro episódio no mês. Melhora parcial com o AINE habitual.
Antecedentes pessoais
HAS diagnosticada há 4 anos, controlada com losartana 50 mg/dia. Nega alergias medicamentosas.
Exame físico · Sinais vitais
PA 130/85 · FC 78 · T 36,8 · EVA 7/10. Sem déficit neurológico focal. Romberg negativo.
Hipótese diagnóstica · CID-10
G43.9Enxaqueca sem aurasugerido
Conduta
Sumatriptana 50 mg VO nas crises. Diário de cefaleia por 2 semanas. Manter losartana 50 mg/dia. Retorno em 7 dias.
Grave29 interações graves
Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.
- Capecitabina + acenocumarol
a capecitabina aumenta o risco de sangramento com os antagonistas da vitamina K
O que fazer: monitorar o INR com maior frequência e ajustar a dose do anticoagulante cumarínico
- Capecitabina + ácido fólico
o ácido fólico aumenta a toxicidade da fluoruracila derivado da capecitabina
O que fazer: evitar produtos com ácido fólico, salvo indicação médica expressa
- Capecitabina + alopurinol
Deve-se evitar o uso conjunto de alopurinol com capecitabina.
O que fazer: Evitar o uso de alopurinol durante o tratamento com capecitabina.
- Capecitabina + apixabana
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + bosentana
Não se recomenda associar bosentana com um inibidor do CYP2C9 junto com um inibidor forte ou moderado do CYP3A.
O que fazer: Evitar associar um inibidor do CYP2C9 (p. ex., fluconazol, amiodarona) com um inibidor forte ou moderado do CYP3A (p. ex., cetoconazol, itraconazol, eritromicina, diltiazem) em pacientes tratados com bosentana.
- Capecitabina + dabigatrana
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + dapagliflozina
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + edoxabana
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + empagliflozina
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + enoxaparina
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + fenitoína
a capecitabina aumenta a exposição à fenitoína
O que fazer: monitorar rigorosamente os níveis de fenitoína e ajustar sua dose conforme necessário
- Capecitabina + glibenclamida
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + gliclazida
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + glimepirida
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + glipizida
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + heparina
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + insulina
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + linagliptina
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + liraglutida
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + metformina
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + pioglitazona
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + repaglinida
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + rivaroxabana
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + semaglutida
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + sitagliptina
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + tamoxifeno
A quimioterapia concomitante aumenta ainda mais o risco de eventos tromboembólicos com tamoxifeno.
O que fazer: Considerar cuidadosamente os riscos e benefícios em pacientes com antecedentes de eventos tromboembólicos quando se coadministra quimioterapia.
- Capecitabina + vildagliptina
a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9
O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético
- Capecitabina + varfarina
a capecitabina aumenta o risco de sangramento com os antagonistas da vitamina K
O que fazer: monitorar o INR com maior frequência e ajustar a dose do anticoagulante cumarínico
- Capecitabina + zidovudina
Os agentes citotóxicos ou supressores da medula óssea podem aumentar a toxicidade hematológica da zidovudina.
O que fazer: Monitorar o hemograma com maior frequência; considerar ajustar a dose de zidovudina se surgir toxicidade hematológica.
Moderada10 interações moderadas
Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.
- Capecitabina + alendronato
O tratamento concomitante com corticoides ou quimioterapia aumenta o risco de osteonecrose da mandíbula durante o tratamento com alendronato.
O que fazer: Redobrar a vigilância da saúde dental em pacientes com câncer ou em quimioterapia ou corticoides que recebem alendronato.
- Capecitabina + azatioprina
Azatioprina e capecitabina deprimem a medula óssea; juntos, aumentam o risco de citopenias.
O que fazer: Hemograma basal e periódico; ajustar a dose diante de citopenias.
- Capecitabina + carvedilol
A amiodarona e outros inibidores do CYP2C9 aumentam a atividade betabloqueadora do carvedilol.
O que fazer: Vigiar sinais de bradicardia ou bloqueio cardíaco, especialmente ao adicionar um destes medicamentos a um tratamento já estabelecido com o outro.
- Capecitabina + clozapina
Capecitabina e clozapina deprimem a medula óssea; juntos, aumentam o risco de citopenias.
O que fazer: Hemograma basal e periódico; ajustar a dose diante de citopenias.
- Capecitabina + meloxicam
Os inibidores do CYP2C9, como amiodarona e fluconazol, aumentam as concentrações plasmáticas de meloxicam.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de meloxicam e vigiar reações adversas em pacientes tratados com inibidores do CYP2C9.
- Capecitabina + mercaptopurina
O uso concomitante de mercaptopurina com outros medicamentos mielossupressores pode aumentar a mielossupressão.
O que fazer: Monitorar o hemograma com maior frequência e ajustar a dose conforme necessário.
- Capecitabina + metotrexato
o uso conjunto com fármacos nefrotóxicos aumenta o risco de toxicidade renal
O que fazer: monitorar rigorosamente a função renal durante o uso concomitante
- Capecitabina + micofenolato
Capecitabina e micofenolato deprimem a medula óssea; juntos, aumentam o risco de citopenias.
O que fazer: Hemograma basal e periódico; ajustar a dose diante de citopenias.
- Capecitabina + torasemida
Os inibidores do CYP2C9 (amiodarona, fluconazol) diminuem a depuração da torasemida e aumentam suas concentrações plasmáticas.
O que fazer: Monitorar o efeito diurético e a pressão arterial; ajustar a dose de torasemida, se necessário.
- Capecitabina + verapamil
Certos esquemas citotóxicos que incluem prednisona podem reduzir a absorção do verapamil.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica ao verapamil em pacientes que recebem estes esquemas citotóxicos.
Perguntas frequentes
- Com quais medicamentos capecitabina interage?
- Na nossa base, capecitabina tem 39 interações documentadas; as mais graves são com acenocumarol, ácido fólico, alopurinol, apixabana, bosentana, dabigatrana. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
- Como reviso capecitabina com outros medicamentos ao mesmo tempo?
- Abra o verificador de interações com capecitabina já carregado e adicione até mais 9 medicamentos: ele revisa todos os pares e os ordena por gravidade.
Revise interações sem sair da consulta.
O Cliini escreve a receita e a nota por você enquanto você atende: escuta a consulta e entrega o prontuário estruturado, com diagnósticos e medicamentos.