Interações de capecitabina

Capecitabina tem 39 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 29 graves e 10 moderadas. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.

Grupo: Antineoplásicos, Fluoropirimidinas. ATC L01BC06. Bula da FDA (em inglês)

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Grave29 interações graves

Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.

  • Capecitabina + acenocumarol

    a capecitabina aumenta o risco de sangramento com os antagonistas da vitamina K

    O que fazer: monitorar o INR com maior frequência e ajustar a dose do anticoagulante cumarínico

  • Capecitabina + ácido fólico

    o ácido fólico aumenta a toxicidade da fluoruracila derivado da capecitabina

    O que fazer: evitar produtos com ácido fólico, salvo indicação médica expressa

  • Capecitabina + alopurinol

    Deve-se evitar o uso conjunto de alopurinol com capecitabina.

    O que fazer: Evitar o uso de alopurinol durante o tratamento com capecitabina.

  • Capecitabina + apixabana

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + bosentana

    Não se recomenda associar bosentana com um inibidor do CYP2C9 junto com um inibidor forte ou moderado do CYP3A.

    O que fazer: Evitar associar um inibidor do CYP2C9 (p. ex., fluconazol, amiodarona) com um inibidor forte ou moderado do CYP3A (p. ex., cetoconazol, itraconazol, eritromicina, diltiazem) em pacientes tratados com bosentana.

  • Capecitabina + dabigatrana

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + dapagliflozina

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + edoxabana

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + empagliflozina

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + enoxaparina

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + fenitoína

    a capecitabina aumenta a exposição à fenitoína

    O que fazer: monitorar rigorosamente os níveis de fenitoína e ajustar sua dose conforme necessário

  • Capecitabina + glibenclamida

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + gliclazida

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + glimepirida

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + glipizida

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + heparina

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + insulina

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + linagliptina

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + liraglutida

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + metformina

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + pioglitazona

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + repaglinida

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + rivaroxabana

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + semaglutida

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + sitagliptina

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + tamoxifeno

    A quimioterapia concomitante aumenta ainda mais o risco de eventos tromboembólicos com tamoxifeno.

    O que fazer: Considerar cuidadosamente os riscos e benefícios em pacientes com antecedentes de eventos tromboembólicos quando se coadministra quimioterapia.

  • Capecitabina + vildagliptina

    a capecitabina pode aumentar a exposição a anticoagulantes e antidiabéticos metabolizados pelo CYP2C9

    O que fazer: monitorar rigorosamente quanto a reações adversas do anticoagulante ou do antidiabético

  • Capecitabina + varfarina

    a capecitabina aumenta o risco de sangramento com os antagonistas da vitamina K

    O que fazer: monitorar o INR com maior frequência e ajustar a dose do anticoagulante cumarínico

  • Capecitabina + zidovudina

    Os agentes citotóxicos ou supressores da medula óssea podem aumentar a toxicidade hematológica da zidovudina.

    O que fazer: Monitorar o hemograma com maior frequência; considerar ajustar a dose de zidovudina se surgir toxicidade hematológica.

Moderada10 interações moderadas

Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.

  • Capecitabina + alendronato

    O tratamento concomitante com corticoides ou quimioterapia aumenta o risco de osteonecrose da mandíbula durante o tratamento com alendronato.

    O que fazer: Redobrar a vigilância da saúde dental em pacientes com câncer ou em quimioterapia ou corticoides que recebem alendronato.

  • Capecitabina + azatioprina

    Azatioprina e capecitabina deprimem a medula óssea; juntos, aumentam o risco de citopenias.

    O que fazer: Hemograma basal e periódico; ajustar a dose diante de citopenias.

  • Capecitabina + carvedilol

    A amiodarona e outros inibidores do CYP2C9 aumentam a atividade betabloqueadora do carvedilol.

    O que fazer: Vigiar sinais de bradicardia ou bloqueio cardíaco, especialmente ao adicionar um destes medicamentos a um tratamento já estabelecido com o outro.

  • Capecitabina + clozapina

    Capecitabina e clozapina deprimem a medula óssea; juntos, aumentam o risco de citopenias.

    O que fazer: Hemograma basal e periódico; ajustar a dose diante de citopenias.

  • Capecitabina + meloxicam

    Os inibidores do CYP2C9, como amiodarona e fluconazol, aumentam as concentrações plasmáticas de meloxicam.

    O que fazer: Considerar reduzir a dose de meloxicam e vigiar reações adversas em pacientes tratados com inibidores do CYP2C9.

  • Capecitabina + mercaptopurina

    O uso concomitante de mercaptopurina com outros medicamentos mielossupressores pode aumentar a mielossupressão.

    O que fazer: Monitorar o hemograma com maior frequência e ajustar a dose conforme necessário.

  • Capecitabina + metotrexato

    o uso conjunto com fármacos nefrotóxicos aumenta o risco de toxicidade renal

    O que fazer: monitorar rigorosamente a função renal durante o uso concomitante

  • Capecitabina + micofenolato

    Capecitabina e micofenolato deprimem a medula óssea; juntos, aumentam o risco de citopenias.

    O que fazer: Hemograma basal e periódico; ajustar a dose diante de citopenias.

  • Capecitabina + torasemida

    Os inibidores do CYP2C9 (amiodarona, fluconazol) diminuem a depuração da torasemida e aumentam suas concentrações plasmáticas.

    O que fazer: Monitorar o efeito diurético e a pressão arterial; ajustar a dose de torasemida, se necessário.

  • Capecitabina + verapamil

    Certos esquemas citotóxicos que incluem prednisona podem reduzir a absorção do verapamil.

    O que fazer: Vigiar a resposta clínica ao verapamil em pacientes que recebem estes esquemas citotóxicos.

Perguntas frequentes

Com quais medicamentos capecitabina interage?
Na nossa base, capecitabina tem 39 interações documentadas; as mais graves são com acenocumarol, ácido fólico, alopurinol, apixabana, bosentana, dabigatrana. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
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