Interações de oxibutinina

Oxibutinina tem 54 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 1 contraindicada, 5 graves, 46 moderadas e 2 leves. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.

Grupo: Antimuscarínicos urinários, Anticolinérgicos. ATC G04BD04. Bula da FDA (em inglês)

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Contraindicada1 interação contraindicada

Não associar: a bula ou o mecanismo a desaconselham sempre.

  • Oxibutinina + tranilcipromina

    Os anti-histamínicos H1 não seletivos são contraindicados com tranilcipromina pelo aumento dos efeitos anticolinérgicos.

    O que fazer: Não associar tranilcipromina com anti-histamínicos H1 não seletivos nem outros anticolinérgicos de risco semelhante.

Grave5 interações graves

Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.

  • Oxibutinina + clozapina

    Evitar clozapina com outros medicamentos anticolinérgicos.

    O que fazer: Evitar o uso concomitante com outros anticolinérgicos sempre que possível.

  • Oxibutinina + ipratrópio

    Deve-se evitar a associação de ipratrópio com outros medicamentos anticolinérgicos.

    O que fazer: Evitar a coadministração de ipratrópio com outros medicamentos com ação anticolinérgica.

  • Oxibutinina + olanzapina

    O uso concomitante com outros anticolinérgicos aumenta o risco de reações adversas graves.

    O que fazer: Usar a associação com precaução e vigiar a motilidade gastrointestinal.

  • Oxibutinina + rivastigmina

    Não se recomenda associar rivastigmina com medicamentos anticolinérgicos como oxibutinina ou tolterodina.

    O que fazer: Evitar o uso concomitante de rivastigmina com medicamentos anticolinérgicos como oxibutinina ou tolterodina, a menos que seja considerado clinicamente necessário.

  • Oxibutinina + tiotrópio

    O tiotrópio pode interagir de forma aditiva com outros medicamentos anticolinérgicos.

    O que fazer: Evitar a administração concomitante de tiotrópio com outros medicamentos que contenham anticolinérgicos.

Moderada46 interações moderadas

Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.

  • Oxibutinina + alendronato

    O uso concomitante de oxibutinina com bisfosfonatos pode favorecer ou agravar a esofagite.

    O que fazer: Usar com cautela em pacientes que recebem bisfosfonatos, especialmente se tiverem refluxo gastroesofágico.

  • Oxibutinina + amitriptilina

    O uso concomitante de amitriptilina com anticolinérgicos ou simpatomiméticos requer supervisão rigorosa.

    O que fazer: Supervisão rigorosa e ajuste cuidadoso das doses.

  • Oxibutinina + atazanavir

    Atazanavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de oxibutinina.

    O que fazer: Avaliar reduzir a dose de oxibutinina ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender atazanavir.

  • Oxibutinina + biperideno

    O uso conjunto de oxibutinina com outros anticolinérgicos aumenta a frequência e a gravidade dos efeitos anticolinérgicos.

    O que fazer: Vigiar o surgimento ou a piora de efeitos anticolinérgicos ao associar com outros fármacos anticolinérgicos.

  • Oxibutinina + buprenorfina

    O uso concomitante com anticolinérgicos aumenta o risco de retenção urinária e constipação grave.

    O que fazer: Monitorar sinais de retenção urinária ou diminuição da motilidade gástrica ao associar buprenorfina com fármacos anticolinérgicos.

  • Oxibutinina + butilbrometo de escopolamina

    O uso conjunto de oxibutinina com outros anticolinérgicos aumenta a frequência e a gravidade dos efeitos anticolinérgicos.

    O que fazer: Vigiar o surgimento ou a piora de efeitos anticolinérgicos ao associar com outros fármacos anticolinérgicos.

  • Oxibutinina + carbamazepina

    Numerosos medicamentos inibem o metabolismo da carbamazepina e aumentam sua concentração plasmática.

    O que fazer: Ajustar a dose de carbamazepina e/ou monitorar suas concentrações plasmáticas quando usada junto com esses medicamentos; pode ser necessária uma redução de dose.

  • Oxibutinina + ciclobenzaprina

    Ciclobenzaprina e oxibutinina têm efeito anticolinérgico; juntos, aumentam a carga anticolinérgica.

    O que fazer: Evitar em idosos ou em pacientes com comprometimento cognitivo, glaucoma de ângulo fechado ou hiperplasia prostática; preferir alternativas sem efeito anticolinérgico.

  • Oxibutinina + claritromicina

    Outros inibidores do CYP3A4, como itraconazol, claritromicina ou eritromicina, podem alterar os parâmetros farmacocinéticos da oxibutinina.

    O que fazer: Não é necessário ajuste específico; considerar o risco teórico de maior exposição à oxibutinina.

  • Oxibutinina + clomipramina

    O uso concomitante de clomipramina com fármacos anticolinérgicos ou simpatomiméticos requer supervisão rigorosa.

    O que fazer: Supervisionar rigorosamente e ajustar a dose com cuidado se forem coadministrados.

  • Oxibutinina + clorfeniramina

    Clorfeniramina e oxibutinina têm efeito anticolinérgico; juntos, aumentam a carga anticolinérgica.

    O que fazer: Evitar em idosos ou em pacientes com comprometimento cognitivo, glaucoma de ângulo fechado ou hiperplasia prostática; preferir alternativas sem efeito anticolinérgico.

  • Oxibutinina + clorpromazina

    Clorpromazina e oxibutinina têm efeito anticolinérgico; juntos, aumentam a carga anticolinérgica.

    O que fazer: Evitar em idosos ou em pacientes com comprometimento cognitivo, glaucoma de ângulo fechado ou hiperplasia prostática; preferir alternativas sem efeito anticolinérgico.

  • Oxibutinina + cobicistate

    Cobicistate inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de oxibutinina.

    O que fazer: Avaliar reduzir a dose de oxibutinina ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender cobicistate.

  • Oxibutinina + codeína

    Os anticolinérgicos associados à codeína aumentam o risco de retenção urinária e constipação grave.

    O que fazer: Vigiar sinais de retenção urinária ou redução da motilidade gástrica ao associar anticolinérgicos com codeína.

  • Oxibutinina + darunavir

    Darunavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de oxibutinina.

    O que fazer: Avaliar reduzir a dose de oxibutinina ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender darunavir.

  • Oxibutinina + difenidramina

    Difenidramina e oxibutinina têm efeito anticolinérgico; juntos, aumentam a carga anticolinérgica.

    O que fazer: Evitar em idosos ou em pacientes com comprometimento cognitivo, glaucoma de ângulo fechado ou hiperplasia prostática; preferir alternativas sem efeito anticolinérgico.

  • Oxibutinina + dimenidrinato

    Dimenidrinato e oxibutinina têm efeito anticolinérgico; juntos, aumentam a carga anticolinérgica.

    O que fazer: Evitar em idosos ou em pacientes com comprometimento cognitivo, glaucoma de ângulo fechado ou hiperplasia prostática; preferir alternativas sem efeito anticolinérgico.

  • Oxibutinina + domperidona

    A oxibutinina pode antagonizar o efeito dos procinéticos, como a metoclopramida.

    O que fazer: Considerar a possível perda de eficácia do procinético ao usá-lo junto com oxibutinina.

  • Oxibutinina + donepezila

    A donepezila pode interferir na atividade dos fármacos anticolinérgicos.

    O que fazer: Vigiar a resposta clínica ao associar donepezila com fármacos anticolinérgicos.

  • Oxibutinina + enzalutamida

    Enzalutamida induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de oxibutinina a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se oxibutinina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de oxibutinina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar enzalutamida.

  • Oxibutinina + fenitoína

    Fenitoína induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de oxibutinina a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se oxibutinina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de oxibutinina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar fenitoína.

  • Oxibutinina + fenobarbital

    Fenobarbital induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de oxibutinina a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se oxibutinina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de oxibutinina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar fenobarbital.

  • Oxibutinina + fentanila

    Os anticolinérgicos aumentam o risco de retenção urinária e constipação grave com fentanila.

    O que fazer: Monitorar sinais de retenção urinária ou diminuição da motilidade gástrica.

  • Oxibutinina + hidromorfona

    O uso com anticolinérgicos aumenta o risco de retenção urinária e constipação grave.

    O que fazer: Vigiar a função urinária e intestinal; evitar em pacientes com risco de íleo.

  • Oxibutinina + hidroxizina

    Hidroxizina e oxibutinina têm efeito anticolinérgico; juntos, aumentam a carga anticolinérgica.

    O que fazer: Evitar em idosos ou em pacientes com comprometimento cognitivo, glaucoma de ângulo fechado ou hiperplasia prostática; preferir alternativas sem efeito anticolinérgico.

  • Oxibutinina + imipramina

    O uso conjunto de imipramina com anticolinérgicos intensifica os efeitos atropínicos.

    O que fazer: Supervisão rigorosa e ajuste cuidadoso da dose ao associar anticolinérgicos.

  • Oxibutinina + itraconazol

    O itraconazol pode aumentar as concentrações de oxibutinina, sildenafila, tadalafila (para disfunção erétil/hiperplasia prostática) ou tolterodina.

    O que fazer: Vigiar efeitos adversos; pode ser necessário reduzir a dose do fármaco concomitante.

  • Oxibutinina + cetoconazol

    O cetoconazol, inibidor potente do CYP3A4, aumenta significativamente as concentrações plasmáticas de oxibutinina.

    O que fazer: Vigiar o aparecimento de efeitos anticolinérgicos ao usar oxibutinina junto com cetoconazol; considerar ajuste de dose.

  • Oxibutinina + levomepromazina

    Levomepromazina e oxibutinina têm efeito anticolinérgico; juntos, aumentam a carga anticolinérgica.

    O que fazer: Evitar em idosos ou em pacientes com comprometimento cognitivo, glaucoma de ângulo fechado ou hiperplasia prostática; preferir alternativas sem efeito anticolinérgico.

  • Oxibutinina + metadona

    O uso conjunto de metadona com anticolinérgicos aumenta o risco de retenção urinária e constipação grave.

    O que fazer: Vigiar retenção urinária e motilidade gástrica reduzida durante o uso conjunto.

  • Oxibutinina + metoclopramida

    Os fármacos anticolinérgicos podem reduzir a absorção sistêmica da metoclopramida.

    O que fazer: Vigiar a resposta terapêutica ao associar metoclopramida com fármacos anticolinérgicos.

  • Oxibutinina + morfina

    Anticolinérgicos aumentam o risco de retenção urinária e constipação grave com morfina.

    O que fazer: Avaliar sinais de retenção urinária ou motilidade gástrica reduzida ao usar morfina junto com anticolinérgicos.

  • Oxibutinina + nortriptilina

    Anticolinérgicos e simpatomiméticos requerem ajuste cuidadoso de dose com nortriptilina.

    O que fazer: Supervisão rigorosa e ajuste cuidadoso da dose ao coadministrar.

  • Oxibutinina + orfenadrina

    O uso conjunto de oxibutinina com outros anticolinérgicos aumenta a frequência e a gravidade dos efeitos anticolinérgicos.

    O que fazer: Vigiar o surgimento ou a piora de efeitos anticolinérgicos ao associar com outros fármacos anticolinérgicos.

  • Oxibutinina + oxicodona

    O uso concomitante com fármacos anticolinérgicos aumenta o risco de retenção urinária e constipação grave.

    O que fazer: Vigiar sinais de retenção urinária ou diminuição da motilidade gástrica durante o uso concomitante.

  • Oxibutinina + petidina

    o uso conjunto com anticolinérgicos aumenta o risco de retenção urinária e constipação grave

    O que fazer: vigiar sinais de retenção urinária ou diminuição da motilidade gástrica

  • Oxibutinina + posaconazol

    Posaconazol inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de oxibutinina.

    O que fazer: Avaliar reduzir a dose de oxibutinina ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender posaconazol.

  • Oxibutinina + prometazina

    A prometazina com outros anticolinérgicos aumenta o risco de efeitos anticolinérgicos.

    O que fazer: Usar com precaução ao associar com outros agentes anticolinérgicos.

  • Oxibutinina + quetiapina

    O uso concomitante com outros fármacos anticolinérgicos aumenta o risco de reações gastrointestinais graves por hipomotilidade.

    O que fazer: Usar com precaução junto com outros fármacos com atividade anticolinérgica e vigiar a motilidade intestinal.

  • Oxibutinina + rifampicina

    Rifampicina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de oxibutinina a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se oxibutinina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de oxibutinina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifampicina.

  • Oxibutinina + ritonavir

    Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de oxibutinina.

    O que fazer: Avaliar reduzir a dose de oxibutinina ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.

  • Oxibutinina + solifenacina

    O uso conjunto de oxibutinina com outros anticolinérgicos aumenta a frequência e a gravidade dos efeitos anticolinérgicos.

    O que fazer: Vigiar o surgimento ou a piora de efeitos anticolinérgicos ao associar com outros fármacos anticolinérgicos.

  • Oxibutinina + tapentadol

    O uso com anticolinérgicos aumenta o risco de retenção urinária e constipação grave.

    O que fazer: Vigiar a função urinária e intestinal; evitar em pacientes com risco de íleo.

  • Oxibutinina + tolterodina

    O uso conjunto de oxibutinina com outros anticolinérgicos aumenta a frequência e a gravidade dos efeitos anticolinérgicos.

    O que fazer: Vigiar o surgimento ou a piora de efeitos anticolinérgicos ao associar com outros fármacos anticolinérgicos.

  • Oxibutinina + tramadol

    O uso concomitante de tramadol com fármacos anticolinérgicos aumenta o risco de retenção urinária e constipação grave.

    O que fazer: Vigiar sinais de retenção urinária ou redução da motilidade gástrica.

  • Oxibutinina + voriconazol

    Voriconazol inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de oxibutinina.

    O que fazer: Avaliar reduzir a dose de oxibutinina ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender voriconazol.

Leve2 interações leves

Efeito pouco provável ou leve: tê-lo em mente.

  • Oxibutinina + azitromicina

    Outros inibidores do CYP3A4, como itraconazol, claritromicina ou eritromicina, podem alterar os parâmetros farmacocinéticos da oxibutinina.

    O que fazer: Não é necessário ajuste específico; considerar o risco teórico de maior exposição à oxibutinina.

  • Oxibutinina + eritromicina

    Outros inibidores do CYP3A4, como itraconazol, claritromicina ou eritromicina, podem alterar os parâmetros farmacocinéticos da oxibutinina.

    O que fazer: Não é necessário ajuste específico; considerar o risco teórico de maior exposição à oxibutinina.

Perguntas frequentes

Com quais medicamentos oxibutinina interage?
Na nossa base, oxibutinina tem 54 interações documentadas; as mais graves são com tranilcipromina, clozapina, ipratrópio, olanzapina, rivastigmina, tiotrópio. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
Como reviso oxibutinina com outros medicamentos ao mesmo tempo?
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