Interações de anlodipino
Anlodipino tem 62 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 6 graves e 56 moderadas. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.
Grupo: Bloqueadores dos canais de cálcio di-hidropiridínicos, Anti-hipertensivos. ATC C08CA01. Também chamado: Amlodipino, amlodipina, besilato de anlodipino, anlodipina. Bula da FDA (em inglês)
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Queixa principal
Cefaleia pulsátil hemicraniana há 24 horas.
História da doença atual
Início pela manhã, EVA 7/10, fotofobia e náusea sem vômito. Terceiro episódio no mês. Melhora parcial com o AINE habitual.
Antecedentes pessoais
HAS diagnosticada há 4 anos, controlada com losartana 50 mg/dia. Nega alergias medicamentosas.
Exame físico · Sinais vitais
PA 130/85 · FC 78 · T 36,8 · EVA 7/10. Sem déficit neurológico focal. Romberg negativo.
Hipótese diagnóstica · CID-10
G43.9Enxaqueca sem aurasugerido
Conduta
Sumatriptana 50 mg VO nas crises. Diário de cefaleia por 2 semanas. Manter losartana 50 mg/dia. Retorno em 7 dias.
Grave6 interações graves
Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.
- Anlodipino + ciclosporina
Numerosos medicamentos aumentam as concentrações de ciclosporina.
O que fazer: Ajustar a dose de ciclosporina conforme suas concentrações ao iniciar ou suspender qualquer um desses medicamentos.
- Anlodipino + digoxina
Os betabloqueadores e os bloqueadores dos canais de cálcio têm efeito aditivo com a digoxina sobre a condução do nó AV.
O que fazer: Vigiar a frequência cardíaca e o ECG ao associar betabloqueadores ou bloqueadores dos canais de cálcio com digoxina.
- Anlodipino + itraconazol
O itraconazol inibe o metabolismo dos bloqueadores dos canais de cálcio e soma seu efeito inotrópico negativo, com risco de insuficiência cardíaca.
O que fazer: Usar com precaução; considerar a redução da dose do bloqueador dos canais de cálcio e vigiar sinais de insuficiência cardíaca.
- Anlodipino + cetoconazol
o cetoconazol aumenta o risco de edema e insuficiência cardíaca com bloqueadores dos canais de cálcio
O que fazer: vigiar sinais de edema ou insuficiência cardíaca e considerar reduzir a dose do bloqueador dos canais de cálcio
- Anlodipino + nitroglicerina
Os bloqueadores dos canais de cálcio com nitroglicerina podem causar hipotensão ortostática acentuada.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial e os sintomas de hipotensão ortostática ao associar um bloqueador dos canais de cálcio com nitroglicerina.
- Anlodipino + sinvastatina
O uso concomitante com amiodarona, anlodipino ou ranolazina obriga a limitar a dose de sinvastatina.
O que fazer: Não ultrapassar 20 mg/dia de sinvastatina em pacientes que tomam amiodarona, anlodipino ou ranolazina.
Moderada56 interações moderadas
Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.
- Anlodipino + aripiprazol
O aripiprazol pode potencializar o efeito dos anti-hipertensivos.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial e ajustar a dose conforme necessário.
- Anlodipino + atazanavir
Os inibidores do CYP3A (diltiazem, itraconazol, claritromicina e outros inibidores fortes) aumentam a exposição sistêmica ao anlodipino.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de anlodipino ao associar um inibidor do CYP3A.
- Anlodipino + atenolol
Os bloqueadores dos canais de cálcio podem ter um efeito aditivo com atenolol.
O que fazer: Vigiar a frequência cardíaca e a pressão arterial ao associar estes medicamentos.
- Anlodipino + atomoxetina
a atomoxetina pode alterar o efeito dos anti-hipertensivos
O que fazer: usar com cautela e monitorar a pressão arterial
- Anlodipino + bumetanida
A bumetanida pode potencializar o efeito de outros anti-hipertensivos.
O que fazer: Reduzir a dose dos anti-hipertensivos concomitantes conforme a resposta clínica.
- Anlodipino + captopril
O captopril pode ter efeito anti-hipertensivo aumentado quando associado a outros anti-hipertensivos, em particular diuréticos tiazídicos.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao iniciar ou ajustar a dose de outros anti-hipertensivos em associação com captopril.
- Anlodipino + carbamazepina
Os indutores do CYP3A podem diminuir o efeito do anlodipino.
O que fazer: Monitorar rigorosamente a pressão arterial ao coadministrar indutores do CYP3A.
- Anlodipino + ciclobenzaprina
a ciclobenzaprina pode reduzir o efeito de alguns anti-hipertensivos
O que fazer: monitorar a pressão arterial e considerar um anti-hipertensivo alternativo
- Anlodipino + claritromicina
Os inibidores do CYP3A (diltiazem, itraconazol, claritromicina e outros inibidores fortes) aumentam a exposição sistêmica ao anlodipino.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de anlodipino ao associar um inibidor do CYP3A.
- Anlodipino + clonidina
Digitálicos, bloqueadores dos canais de cálcio e betabloqueadores podem potencializar o efeito da clonidina sobre a frequência cardíaca.
O que fazer: Monitorar a frequência cardíaca quando associados à clonidina.
- Anlodipino + clortalidona
A clortalidona pode potencializar o efeito de outros anti-hipertensivos.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar clortalidona com outros anti-hipertensivos; ajustar a dose, se necessário.
- Anlodipino + cobicistate
Os inibidores do CYP3A (diltiazem, itraconazol, claritromicina e outros inibidores fortes) aumentam a exposição sistêmica ao anlodipino.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de anlodipino ao associar um inibidor do CYP3A.
- Anlodipino + darunavir
Os inibidores do CYP3A (diltiazem, itraconazol, claritromicina e outros inibidores fortes) aumentam a exposição sistêmica ao anlodipino.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de anlodipino ao associar um inibidor do CYP3A.
- Anlodipino + diltiazem
Os inibidores do CYP3A (diltiazem, itraconazol, claritromicina e outros inibidores fortes) aumentam a exposição sistêmica ao anlodipino.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de anlodipino ao associar um inibidor do CYP3A.
- Anlodipino + doxazosina
A adição de outros anti-hipertensivos à doxazosina deve ser feita com cautela, pelo risco de hipotensão.
O que fazer: Acrescentar anti-hipertensivos adicionais com cautela, especialmente ao iniciar ou aumentar a dose.
- Anlodipino + dronedarona
A dronedarona e os bloqueadores dos canais de cálcio aumentam mutuamente a exposição.
O que fazer: Iniciar o bloqueador dos canais de cálcio em dose baixa e aumentar somente após verificar a tolerância com ECG.
- Anlodipino + duloxetina
O risco de hipotensão com duloxetina é maior em pacientes que recebem anti-hipertensivos.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial e considerar a redução da dose ou a suspensão da duloxetina se surgirem hipotensão sintomática, quedas ou síncope.
- Anlodipino + enzalutamida
Os indutores do CYP3A podem diminuir o efeito do anlodipino.
O que fazer: Monitorar rigorosamente a pressão arterial ao coadministrar indutores do CYP3A.
- Anlodipino + eritromicina
A eritromicina pode potencializar o efeito hipotensor dos bloqueadores dos canais de cálcio metabolizados pelo CYP3A4.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial e a frequência cardíaca ao coadministrar.
- Anlodipino + fenelzina
A fenelzina associada a anti-hipertensivos, incluindo diuréticos tiazídicos, pode causar hipotensão exagerada.
O que fazer: Usar com cautela ao associar fenelzina com medicamentos anti-hipertensivos.
- Anlodipino + fenitoína
Os indutores do CYP3A podem diminuir o efeito do anlodipino.
O que fazer: Monitorar rigorosamente a pressão arterial ao coadministrar indutores do CYP3A.
- Anlodipino + fenobarbital
Os indutores do CYP3A podem diminuir o efeito do anlodipino.
O que fazer: Monitorar rigorosamente a pressão arterial ao coadministrar indutores do CYP3A.
- Anlodipino + fluconazol
O fluconazol pode aumentar a exposição sistêmica a estes bloqueadores dos canais de cálcio.
O que fazer: Vigiar frequentemente os eventos adversos.
- Anlodipino + furosemida
A furosemida potencializa o efeito de outros anti-hipertensivos.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial e ajustar a dose do outro anti-hipertensivo, se necessário.
- Anlodipino + hidroclorotiazida
A associação com outros anti-hipertensivos potencializa o efeito hipotensor.
O que fazer: Ajustar a dose conforme a resposta pressórica.
- Anlodipino + imatinibe
O imatinibe aumenta as concentrações plasmáticas dos benzodiazepínicos triazólicos e dos bloqueadores dos canais de cálcio di-hidropiridínicos.
O que fazer: Usar com cautela ao administrar imatinibe com substratos do CYP3A4 de margem terapêutica estreita.
- Anlodipino + indapamida
A indapamida pode potencializar o efeito de outros anti-hipertensivos.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar indapamida com outros anti-hipertensivos.
- Anlodipino + indometacina
A indometacina pode reduzir o efeito anti-hipertensivo de IECA, BRA e betabloqueadores.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial durante o uso concomitante e ajustar o tratamento anti-hipertensivo, se necessário.
- Anlodipino + lacosamida
Os medicamentos que afetam a condução cardíaca, como betabloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio, aumentam o risco de alterações da condução com lacosamida.
O que fazer: Usar com cautela; obter um eletrocardiograma antes de iniciar a lacosamida e após atingir a dose de manutenção.
- Anlodipino + levodopa/carbidopa
A levodopa/carbidopa pode causar hipotensão postural sintomática em pacientes que recebem anti-hipertensivos.
O que fazer: Pode ser necessário ajustar a dose do anti-hipertensivo ao iniciar levodopa/carbidopa.
- Anlodipino + metadona
O uso concomitante de metadona com medicamentos que prolongam o intervalo QT (antiarrítmicos, antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos, bloqueadores dos canais de cálcio) aumenta o risco de prolongamento do intervalo QT e arritmia.
O que fazer: Avaliar fatores de risco modificáveis antes de iniciar ou ajustar a dose de metadona; monitorar o ECG e corrigir distúrbios eletrolíticos.
- Anlodipino + metildopa
A associação com outros anti-hipertensivos potencializa o efeito hipotensor da metildopa.
O que fazer: Ajustar a dose conforme a resposta pressórica.
- Anlodipino + metilfenidato
O metilfenidato pode diminuir a eficácia dos medicamentos anti-hipertensivos.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial e ajustar a dose do anti-hipertensivo conforme necessário.
- Anlodipino + metoprolol
O metoprolol junto com bloqueadores dos canais de cálcio pode reduzir de forma aditiva a contratilidade cardíaca.
O que fazer: Usar com cautela e vigiar a função cardíaca ao associar metoprolol com um bloqueador dos canais de cálcio.
- Anlodipino + mirtazapina
O uso com anti-hipertensivos pode aumentar o risco de hipotensão.
O que fazer: Usar com cautela e vigiar a pressão arterial em pacientes tratados com anti-hipertensivos.
- Anlodipino + mononitrato de isossorbida
Risco de hipotensão ortostática acentuada com bloqueadores dos canais de cálcio.
O que fazer: Pode ser necessário ajustar a dose de um dos dois medicamentos.
- Anlodipino + olanzapina
A olanzapina pode potencializar o efeito dos anti-hipertensivos.
O que fazer: Usar com cautela e vigiar a pressão arterial ao associar olanzapina com anti-hipertensivos.
- Anlodipino + paliperidona
A paliperidona pode predispor à hipotensão em pacientes tratados com anti-hipertensivos.
O que fazer: Usar com cautela e considerar monitorar os sinais vitais ortostáticos em pacientes vulneráveis à hipotensão.
- Anlodipino + posaconazol
Os inibidores do CYP3A (diltiazem, itraconazol, claritromicina e outros inibidores fortes) aumentam a exposição sistêmica ao anlodipino.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de anlodipino ao associar um inibidor do CYP3A.
- Anlodipino + prazosina
A adição de um diurético ou outro anti-hipertensivo à prazosina produz um efeito hipotensor aditivo.
O que fazer: Introduzir com cautela qualquer anti-hipertensivo adicional; reduzir a dose de prazosina para 1-2 mg três vezes ao dia e retitular conforme a resposta clínica.
- Anlodipino + propranolol
Os bloqueadores dos canais de cálcio com efeito inotrópico ou cronotrópico negativo podem potencializar a depressão cardíaca do propranolol.
O que fazer: Usar com cautela; vigiar frequência cardíaca, pressão arterial e sinais de insuficiência cardíaca.
- Anlodipino + quetiapina
A quetiapina pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar quetiapina a anti-hipertensivos.
- Anlodipino + rifampicina
Os indutores do CYP3A podem diminuir o efeito do anlodipino.
O que fazer: Monitorar rigorosamente a pressão arterial ao coadministrar indutores do CYP3A.
- Anlodipino + risperidona
O uso concomitante de risperidona com anti-hipertensivos pode causar hipotensão clinicamente significativa.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial ao associar risperidona com tratamento anti-hipertensivo.
- Anlodipino + ritonavir
Os inibidores do CYP3A (diltiazem, itraconazol, claritromicina e outros inibidores fortes) aumentam a exposição sistêmica ao anlodipino.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de anlodipino ao associar um inibidor do CYP3A.
- Anlodipino + sacubitril/valsartana
Outros anti-hipertensivos podem potencializar a hipotensão associada a sacubitril/valsartana.
O que fazer: Se ocorrer hipotensão, considerar ajustar a dose dos diuréticos ou anti-hipertensivos concomitantes.
- Anlodipino + sildenafila
O uso concomitante de anlodipino e sildenafila pode potencializar o efeito hipotensor.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial ao coadministrar sildenafila com anlodipino.
- Anlodipino + tacrolimo
O anlodipino pode aumentar a exposição sistêmica à ciclosporina ou ao tacrolimo.
O que fazer: Monitorar com frequência os níveis de vale de ciclosporina e tacrolimo e ajustar a dose conforme necessário.
- Anlodipino + tadalafila
A tadalafila pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.
O que fazer: Advertir o paciente sobre o risco de hipotensão e vigiar a pressão arterial.
- Anlodipino + tizanidina
O uso com anti-hipertensivos aumenta o risco de hipotensão.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial em pacientes que recebem tratamento anti-hipertensivo concomitante.
- Anlodipino + trazodona
O uso concomitante de trazodona com um anti-hipertensivo pode exigir a redução da dose deste último.
O que fazer: Considerar reduzir a dose do anti-hipertensivo ao associá-lo à trazodona.
- Anlodipino + vardenafila
A vardenafila pode somar seu efeito hipotensor ao dos anti-hipertensivos.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar vardenafila com anti-hipertensivos.
- Anlodipino + verapamil
O verapamil com outros anti-hipertensivos tem um efeito aditivo sobre a pressão arterial.
O que fazer: Monitorar adequadamente os pacientes que recebem estas associações.
- Anlodipino + voriconazol
Os inibidores do CYP3A (diltiazem, itraconazol, claritromicina e outros inibidores fortes) aumentam a exposição sistêmica ao anlodipino.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de anlodipino ao associar um inibidor do CYP3A.
- Anlodipino + varfarina
Os inibidores do CYP2C9, CYP1A2 e/ou CYP3A4 aumentam o efeito anticoagulante da varfarina.
O que fazer: Monitorar o INR com maior frequência ao iniciar, suspender ou alterar a dose destes medicamentos; ajustar a dose de varfarina conforme a resposta.
- Anlodipino + ziprasidona
A ziprasidona pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao iniciar ou ajustar a ziprasidona em pacientes em tratamento anti-hipertensivo.
Perguntas frequentes
- Com quais medicamentos anlodipino interage?
- Na nossa base, anlodipino tem 62 interações documentadas; as mais graves são com ciclosporina, digoxina, itraconazol, cetoconazol, nitroglicerina, sinvastatina. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
- Como reviso anlodipino com outros medicamentos ao mesmo tempo?
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