Interações de diltiazem
Diltiazem tem 101 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 55 graves e 46 moderadas. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.
Grupo: Bloqueadores dos canais de cálcio não di-hidropiridínicos, Anti-hipertensivos. ATC C08DB01. Bula da FDA (em inglês)
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Queixa principal
Cefaleia pulsátil hemicraniana há 24 horas.
História da doença atual
Início pela manhã, EVA 7/10, fotofobia e náusea sem vômito. Terceiro episódio no mês. Melhora parcial com o AINE habitual.
Antecedentes pessoais
HAS diagnosticada há 4 anos, controlada com losartana 50 mg/dia. Nega alergias medicamentosas.
Exame físico · Sinais vitais
PA 130/85 · FC 78 · T 36,8 · EVA 7/10. Sem déficit neurológico focal. Romberg negativo.
Hipótese diagnóstica · CID-10
G43.9Enxaqueca sem aurasugerido
Conduta
Sumatriptana 50 mg VO nas crises. Diário de cefaleia por 2 semanas. Manter losartana 50 mg/dia. Retorno em 7 dias.
Grave55 interações graves
Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.
- Diltiazem + alprazolam
Diltiazem inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de alprazolam, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de alprazolam conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Diltiazem + amiodarona
Risco de bradicardia grave, parada sinusal ou bloqueio AV com betabloqueadores ou bloqueadores dos canais de cálcio não di-hidropiridínicos.
O que fazer: Usar com cautela; considerar marca-passo se houver bradicardia grave ou parada sinusal.
- Diltiazem + aripiprazol
O aripiprazol pode potencializar o efeito dos anti-hipertensivos.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial e ajustar a dose conforme necessário.
- Diltiazem + atenolol
O uso concomitante de atenolol com verapamil ou diltiazem aumenta o risco de bradicardia e bloqueio cardíaco.
O que fazer: Usar a associação com precaução, especialmente em pacientes com distúrbios de condução ou disfunção ventricular esquerda; vigiar a frequência cardíaca e o ECG.
- Diltiazem + atorvastatina
O diltiazem aumenta a exposição às estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, com maior risco de miopatia.
O que fazer: Quando possível, usar uma estatina não metabolizada pelo CYP3A4 junto com diltiazem; caso contrário, vigiar sinais de miopatia e ajustar a dose.
- Diltiazem + bisoprolol
Usar com precaução bisoprolol junto com verapamil, diltiazem ou outros medicamentos que deprimam a condução AV.
O que fazer: Usar com precaução; vigiar a frequência cardíaca e a condução AV.
- Diltiazem + bosentana
Não se recomenda associar bosentana com um inibidor do CYP2C9 junto com um inibidor forte ou moderado do CYP3A.
O que fazer: Evitar associar um inibidor do CYP2C9 (p. ex., fluconazol, amiodarona) com um inibidor forte ou moderado do CYP3A (p. ex., cetoconazol, itraconazol, eritromicina, diltiazem) em pacientes tratados com bosentana.
- Diltiazem + budesonida
Diltiazem inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de budesonida, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de budesonida conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Diltiazem + carbamazepina
O diltiazem pode elevar os níveis séricos de carbamazepina a ponto de produzir toxicidade.
O que fazer: Vigiar os níveis séricos de carbamazepina e sinais de toxicidade ao associar com diltiazem.
- Diltiazem + carvedilol
Os bloqueadores dos canais de cálcio do tipo verapamil ou diltiazem, junto com carvedilol, podem alterar o ECG e a pressão arterial.
O que fazer: Monitorar o ECG e a pressão arterial ao coadministrar carvedilol com bloqueadores dos canais de cálcio do tipo verapamil ou diltiazem.
- Diltiazem + ciclosporina
Numerosos medicamentos aumentam as concentrações de ciclosporina.
O que fazer: Ajustar a dose de ciclosporina conforme suas concentrações ao iniciar ou suspender qualquer um desses medicamentos.
- Diltiazem + cilostazol
Os inibidores fortes ou moderados do CYP3A4 aumentam a exposição ao cilostazol.
O que fazer: Reduzir a dose de cilostazol para 50 mg duas vezes ao dia ao coadministrar com um inibidor forte ou moderado do CYP3A4.
- Diltiazem + clonidina
Diltiazem ou verapamil com clonidina podem causar bradicardia sinusal grave.
O que fazer: Monitorar rigorosamente a frequência cardíaca ao associar clonidina com diltiazem ou verapamil.
- Diltiazem + colchicina
Os inibidores moderados do CYP3A4 ou da P-gp, como verapamil ou diltiazem, podem alterar as concentrações de colchicina.
O que fazer: Consultar a tabela de recomendações de dose e ajustar a dose de colchicina quando coadministrada com um inibidor moderado do CYP3A4 ou da P-gp.
- Diltiazem + deflazacorte
os inibidores moderados ou fortes do CYP3A4 aumentam a exposição ao metabólito ativo do deflazacorte
O que fazer: administrar um terço da dose recomendada de deflazacorte durante o uso concomitante
- Diltiazem + digoxina
Os betabloqueadores e os bloqueadores dos canais de cálcio têm efeito aditivo com a digoxina sobre a condução do nó AV.
O que fazer: Vigiar a frequência cardíaca e o ECG ao associar betabloqueadores ou bloqueadores dos canais de cálcio com digoxina.
- Diltiazem + domperidona
Diltiazem inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de domperidona, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de domperidona conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Diltiazem + dronedarona
A dronedarona e os bloqueadores dos canais de cálcio aumentam mutuamente a exposição.
O que fazer: Iniciar o bloqueador dos canais de cálcio em dose baixa e aumentar somente após verificar a tolerância com ECG.
- Diltiazem + eletriptana
Diltiazem inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de eletriptana, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de eletriptana conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Diltiazem + enzalutamida
Deve-se evitar a coadministração de diltiazem com rifampicina ou indutores fortes do CYP3A4.
O que fazer: Evitar a coadministração de diltiazem com rifampicina ou qualquer indutor conhecido do CYP3A4.
- Diltiazem + eplerenona
os inibidores moderados do CYP3A aumentam as concentrações de eplerenona
O que fazer: não exceder 25 mg uma vez ao dia em pacientes com insuficiência cardíaca pós-infarto tratados com um inibidor moderado do CYP3A
- Diltiazem + ergotamina
Diltiazem inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de ergotamina, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de ergotamina conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Diltiazem + everolimo
Diltiazem, fluconazol e macrolídeos podem aumentar as concentrações de everolimo.
O que fazer: Monitorar as concentrações de everolimo e ajustar a dose, se necessário.
- Diltiazem + fenitoína
Deve-se evitar a coadministração de diltiazem com rifampicina ou indutores fortes do CYP3A4.
O que fazer: Evitar a coadministração de diltiazem com rifampicina ou qualquer indutor conhecido do CYP3A4.
- Diltiazem + fenobarbital
Deve-se evitar a coadministração de diltiazem com rifampicina ou indutores fortes do CYP3A4.
O que fazer: Evitar a coadministração de diltiazem com rifampicina ou qualquer indutor conhecido do CYP3A4.
- Diltiazem + fentanila
Diltiazem inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de fentanila, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de fentanila conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Diltiazem + flecainida
não se recomenda a coadministração de flecainida com diltiazem ou nifedipino
O que fazer: evitar o uso concomitante de flecainida com diltiazem ou nifedipino
- Diltiazem + fluticasona
Diltiazem inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de fluticasona, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de fluticasona conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Diltiazem + itraconazol
O itraconazol inibe o metabolismo dos bloqueadores dos canais de cálcio e soma seu efeito inotrópico negativo, com risco de insuficiência cardíaca.
O que fazer: Usar com precaução; considerar a redução da dose do bloqueador dos canais de cálcio e vigiar sinais de insuficiência cardíaca.
- Diltiazem + ivabradina
Deve-se evitar a associação de diltiazem com ivabradina pelo risco de bradicardia e distúrbios da condução.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de ivabradina e diltiazem.
- Diltiazem + cetoconazol
o cetoconazol aumenta o risco de edema e insuficiência cardíaca com bloqueadores dos canais de cálcio
O que fazer: vigiar sinais de edema ou insuficiência cardíaca e considerar reduzir a dose do bloqueador dos canais de cálcio
- Diltiazem + lovastatina
O diltiazem aumenta a exposição às estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, com maior risco de miopatia.
O que fazer: Quando possível, usar uma estatina não metabolizada pelo CYP3A4 junto com diltiazem; caso contrário, vigiar sinais de miopatia e ajustar a dose.
- Diltiazem + lurasidona
Os inibidores moderados do CYP3A4 aumentam a exposição à lurasidona.
O que fazer: Reduzir a dose de lurasidona à metade quando usada junto com um inibidor moderado do CYP3A4 (p. ex., diltiazem, atazanavir, eritromicina, fluconazol, verapamil).
- Diltiazem + metadona
O uso concomitante de metadona com medicamentos que prolongam o intervalo QT (antiarrítmicos, antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos, bloqueadores dos canais de cálcio) aumenta o risco de prolongamento do intervalo QT e arritmia.
O que fazer: Avaliar fatores de risco modificáveis antes de iniciar ou ajustar a dose de metadona; monitorar o ECG e corrigir distúrbios eletrolíticos.
- Diltiazem + metoprolol
Diltiazem com betabloqueadores ou digitálicos pode ter efeitos aditivos sobre a condução cardíaca.
O que fazer: Usar a associação com cautela e vigiar a condução cardíaca.
- Diltiazem + midazolam
O diltiazem aumenta a exposição ao midazolam e ao triazolam, prolongando seu efeito sedativo.
O que fazer: Usar a associação com cautela e ajustar a dose do benzodiazepínico, se necessário.
- Diltiazem + nebivolol
O uso conjunto com diltiazem ou verapamil pode causar reduções excessivas da frequência cardíaca, da pressão arterial e da contratilidade.
O que fazer: Monitorar o ECG e a pressão arterial durante o uso concomitante.
- Diltiazem + nitroglicerina
Os bloqueadores dos canais de cálcio com nitroglicerina podem causar hipotensão ortostática acentuada.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial e os sintomas de hipotensão ortostática ao associar um bloqueador dos canais de cálcio com nitroglicerina.
- Diltiazem + oxicodona
Diltiazem inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de oxicodona, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de oxicodona conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Diltiazem + pimozida
Diltiazem inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de pimozida, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de pimozida conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Diltiazem + pravastatina
O diltiazem aumenta a exposição às estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, com maior risco de miopatia.
O que fazer: Quando possível, usar uma estatina não metabolizada pelo CYP3A4 junto com diltiazem; caso contrário, vigiar sinais de miopatia e ajustar a dose.
- Diltiazem + propranolol
O uso conjunto de diltiazem e propranolol foi associado a bradicardia, hipotensão, bloqueio AV de alto grau e insuficiência cardíaca.
O que fazer: Usar com extrema cautela em pacientes com cardiopatia; vigiar ECG e estado hemodinâmico.
- Diltiazem + quetiapina
A quetiapina pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar quetiapina a anti-hipertensivos.
- Diltiazem + ranolazina
Limitar a dose de ranolazina com inibidores moderados do CYP3A.
O que fazer: Limitar a dose de ranolazina a 500 mg duas vezes ao dia com inibidores moderados do CYP3A, como diltiazem, verapamil, eritromicina ou fluconazol.
- Diltiazem + rifampicina
Deve-se evitar a coadministração de diltiazem com rifampicina ou indutores fortes do CYP3A4.
O que fazer: Evitar a coadministração de diltiazem com rifampicina ou qualquer indutor conhecido do CYP3A4.
- Diltiazem + rosuvastatina
O diltiazem aumenta a exposição às estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, com maior risco de miopatia.
O que fazer: Quando possível, usar uma estatina não metabolizada pelo CYP3A4 junto com diltiazem; caso contrário, vigiar sinais de miopatia e ajustar a dose.
- Diltiazem + salmeterol
Diltiazem inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de salmeterol, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de salmeterol conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Diltiazem + sinvastatina
O diltiazem aumenta a exposição às estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, com maior risco de miopatia.
O que fazer: Quando possível, usar uma estatina não metabolizada pelo CYP3A4 junto com diltiazem; caso contrário, vigiar sinais de miopatia e ajustar a dose.
- Diltiazem + sirolimo
Esses medicamentos podem aumentar as concentrações sanguíneas de sirolimo.
O que fazer: Monitorar as concentrações de sirolimo e vigiar sinais de toxicidade ao associar.
- Diltiazem + sotalol
Diltiazem com betabloqueadores ou digitálicos pode ter efeitos aditivos sobre a condução cardíaca.
O que fazer: Usar a associação com cautela e vigiar a condução cardíaca.
- Diltiazem + tacrolimo
Os bloqueadores dos canais de cálcio aumentam as concentrações sanguíneas de tacrolimo.
O que fazer: Vigiar as concentrações de tacrolimo e ajustar a dose conforme necessário.
- Diltiazem + ticagrelor
Diltiazem inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de ticagrelor, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de ticagrelor conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Diltiazem + trazodona
O uso concomitante de trazodona com um anti-hipertensivo pode exigir a redução da dose deste último.
O que fazer: Considerar reduzir a dose do anti-hipertensivo ao associá-lo à trazodona.
- Diltiazem + triazolam
O diltiazem aumenta a exposição ao midazolam e ao triazolam, prolongando seu efeito sedativo.
O que fazer: Usar a associação com cautela e ajustar a dose do benzodiazepínico, se necessário.
- Diltiazem + vardenafila
Os inibidores fortes ou moderados do CYP3A4 aumentam consideravelmente as concentrações plasmáticas de vardenafila.
O que fazer: Reduzir a dose de vardenafila e limitar a frequência de administração conforme o inibidor: não exceder 5 mg/24h com cetoconazol 200 mg/dia ou eritromicina; não exceder 2.5 mg/72h com ritonavir ou cobicistate.
Moderada46 interações moderadas
Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.
- Diltiazem + anlodipino
Os inibidores do CYP3A (diltiazem, itraconazol, claritromicina e outros inibidores fortes) aumentam a exposição sistêmica ao anlodipino.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de anlodipino ao associar um inibidor do CYP3A.
- Diltiazem + atazanavir
Aumento das concentrações de diltiazem com atazanavir.
O que fazer: Reduzir a dose de diltiazem em 50% e monitorar com ECG.
- Diltiazem + atomoxetina
a atomoxetina pode alterar o efeito dos anti-hipertensivos
O que fazer: usar com cautela e monitorar a pressão arterial
- Diltiazem + bumetanida
A bumetanida pode potencializar o efeito de outros anti-hipertensivos.
O que fazer: Reduzir a dose dos anti-hipertensivos concomitantes conforme a resposta clínica.
- Diltiazem + captopril
O captopril pode ter efeito anti-hipertensivo aumentado quando associado a outros anti-hipertensivos, em particular diuréticos tiazídicos.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao iniciar ou ajustar a dose de outros anti-hipertensivos em associação com captopril.
- Diltiazem + ciclobenzaprina
a ciclobenzaprina pode reduzir o efeito de alguns anti-hipertensivos
O que fazer: monitorar a pressão arterial e considerar um anti-hipertensivo alternativo
- Diltiazem + claritromicina
A claritromicina pode aumentar o efeito dos bloqueadores dos canais de cálcio metabolizados pelo CYP3A4.
O que fazer: Usar com precaução e vigiar pressão arterial e função renal, em especial em pacientes com mais de 65 anos.
- Diltiazem + clortalidona
A clortalidona pode potencializar o efeito de outros anti-hipertensivos.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar clortalidona com outros anti-hipertensivos; ajustar a dose, se necessário.
- Diltiazem + cobicistate
Bloqueadores dos canais de cálcio com concentrações aumentadas pelo cobicistate.
O que fazer: Monitoramento clínico ao coadministrar.
- Diltiazem + darunavir
Darunavir/ritonavir pode aumentar as concentrações de bloqueadores dos canais de cálcio.
O que fazer: Monitorização clínica do paciente.
- Diltiazem + donepezila
Diltiazem e donepezila reduzem a frequência cardíaca e a condução AV; juntos, podem causar bradicardia grave.
O que fazer: Evitar na disfunção sinusal, no bloqueio AV ou na insuficiência cardíaca. Se forem associados: doses baixas, frequência cardíaca, pressão arterial e ECG no início.
- Diltiazem + doxazosina
A adição de outros anti-hipertensivos à doxazosina deve ser feita com cautela, pelo risco de hipotensão.
O que fazer: Acrescentar anti-hipertensivos adicionais com cautela, especialmente ao iniciar ou aumentar a dose.
- Diltiazem + duloxetina
O risco de hipotensão com duloxetina é maior em pacientes que recebem anti-hipertensivos.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial e considerar a redução da dose ou a suspensão da duloxetina se surgirem hipotensão sintomática, quedas ou síncope.
- Diltiazem + efavirenz
efavirenz reduz as concentrações dos bloqueadores dos canais de cálcio
O que fazer: ajustar a dose do bloqueador dos canais de cálcio conforme a resposta clínica
- Diltiazem + eritromicina
A eritromicina pode potencializar o efeito hipotensor dos bloqueadores dos canais de cálcio metabolizados pelo CYP3A4.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial e a frequência cardíaca ao coadministrar.
- Diltiazem + fenelzina
A fenelzina associada a anti-hipertensivos, incluindo diuréticos tiazídicos, pode causar hipotensão exagerada.
O que fazer: Usar com cautela ao associar fenelzina com medicamentos anti-hipertensivos.
- Diltiazem + furosemida
A furosemida potencializa o efeito de outros anti-hipertensivos.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial e ajustar a dose do outro anti-hipertensivo, se necessário.
- Diltiazem + hidroclorotiazida
A associação com outros anti-hipertensivos potencializa o efeito hipotensor.
O que fazer: Ajustar a dose conforme a resposta pressórica.
- Diltiazem + indapamida
A indapamida pode potencializar o efeito de outros anti-hipertensivos.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao associar indapamida com outros anti-hipertensivos.
- Diltiazem + indometacina
A indometacina pode reduzir o efeito anti-hipertensivo de IECA, BRA e betabloqueadores.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial durante o uso concomitante e ajustar o tratamento anti-hipertensivo, se necessário.
- Diltiazem + lacosamida
Os medicamentos que afetam a condução cardíaca, como betabloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio, aumentam o risco de alterações da condução com lacosamida.
O que fazer: Usar com cautela; obter um eletrocardiograma antes de iniciar a lacosamida e após atingir a dose de manutenção.
- Diltiazem + levodopa/carbidopa
A levodopa/carbidopa pode causar hipotensão postural sintomática em pacientes que recebem anti-hipertensivos.
O que fazer: Pode ser necessário ajustar a dose do anti-hipertensivo ao iniciar levodopa/carbidopa.
- Diltiazem + lítio
Os bloqueadores dos canais de cálcio podem aumentar o risco de reações neurológicas adversas com lítio.
O que fazer: Vigiar o aparecimento de sintomas neurológicos ao associar um bloqueador dos canais de cálcio com lítio.
- Diltiazem + metildopa
A associação com outros anti-hipertensivos potencializa o efeito hipotensor da metildopa.
O que fazer: Ajustar a dose conforme a resposta pressórica.
- Diltiazem + metilfenidato
O metilfenidato pode diminuir a eficácia dos medicamentos anti-hipertensivos.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial e ajustar a dose do anti-hipertensivo conforme necessário.
- Diltiazem + mirtazapina
O uso com anti-hipertensivos pode aumentar o risco de hipotensão.
O que fazer: Usar com cautela e vigiar a pressão arterial em pacientes tratados com anti-hipertensivos.
- Diltiazem + mononitrato de isossorbida
Risco de hipotensão ortostática acentuada com bloqueadores dos canais de cálcio.
O que fazer: Pode ser necessário ajustar a dose de um dos dois medicamentos.
- Diltiazem + nevirapina
Bloqueadores dos canais de cálcio com concentrações reduzidas pela nevirapina.
O que fazer: Não há doses estabelecidas para essas associações; monitorar a resposta clínica.
- Diltiazem + nifedipino
Diltiazem aumenta a exposição ao nifedipino.
O que fazer: Usar com cautela e considerar reduzir a dose de nifedipino.
- Diltiazem + olanzapina
A olanzapina pode potencializar o efeito dos anti-hipertensivos.
O que fazer: Usar com cautela e vigiar a pressão arterial ao associar olanzapina com anti-hipertensivos.
- Diltiazem + paliperidona
A paliperidona pode predispor à hipotensão em pacientes tratados com anti-hipertensivos.
O que fazer: Usar com cautela e considerar monitorar os sinais vitais ortostáticos em pacientes vulneráveis à hipotensão.
- Diltiazem + posaconazol
Posaconazol aumenta as concentrações de bloqueadores dos canais de cálcio metabolizados pelo CYP3A4.
O que fazer: Monitorar frequentemente eventos adversos e toxicidade; considerar reduzir a dose do bloqueador dos canais de cálcio.
- Diltiazem + prazosina
A adição de um diurético ou outro anti-hipertensivo à prazosina produz um efeito hipotensor aditivo.
O que fazer: Introduzir com cautela qualquer anti-hipertensivo adicional; reduzir a dose de prazosina para 1-2 mg três vezes ao dia e retitular conforme a resposta clínica.
- Diltiazem + propafenona
Diltiazem e propafenona reduzem a frequência cardíaca e a condução AV; juntos, podem causar bradicardia grave.
O que fazer: Evitar na disfunção sinusal, no bloqueio AV ou na insuficiência cardíaca. Se forem associados: doses baixas, frequência cardíaca, pressão arterial e ECG no início.
- Diltiazem + risperidona
O uso concomitante de risperidona com anti-hipertensivos pode causar hipotensão clinicamente significativa.
O que fazer: Monitorar a pressão arterial ao associar risperidona com tratamento anti-hipertensivo.
- Diltiazem + ritonavir
Ritonavir aumenta a concentração desses bloqueadores dos canais de cálcio.
O que fazer: Monitorar clinicamente e considerar reduzir a dose do bloqueador dos canais de cálcio ao coadministrar com ritonavir.
- Diltiazem + rivastigmina
Diltiazem e rivastigmina reduzem a frequência cardíaca e a condução AV; juntos, podem causar bradicardia grave.
O que fazer: Evitar na disfunção sinusal, no bloqueio AV ou na insuficiência cardíaca. Se forem associados: doses baixas, frequência cardíaca, pressão arterial e ECG no início.
- Diltiazem + sacubitril/valsartana
Outros anti-hipertensivos podem potencializar a hipotensão associada a sacubitril/valsartana.
O que fazer: Se ocorrer hipotensão, considerar ajustar a dose dos diuréticos ou anti-hipertensivos concomitantes.
- Diltiazem + sildenafila
A sildenafila pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.
O que fazer: Usar com cautela e vigiar a pressão arterial ao associar sildenafila com anti-hipertensivos.
- Diltiazem + tadalafila
A tadalafila pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.
O que fazer: Advertir o paciente sobre o risco de hipotensão e vigiar a pressão arterial.
- Diltiazem + tizanidina
O uso com anti-hipertensivos aumenta o risco de hipotensão.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial em pacientes que recebem tratamento anti-hipertensivo concomitante.
- Diltiazem + tofacitinibe
os inibidores moderados do CYP3A4 associados a inibidores potentes do CYP2C19 aumentam a exposição ao tofacitinibe
O que fazer: ajustar a dose de tofacitinibe conforme indicado na bula
- Diltiazem + verapamil
O verapamil com outros anti-hipertensivos tem um efeito aditivo sobre a pressão arterial.
O que fazer: Monitorar adequadamente os pacientes que recebem estas associações.
- Diltiazem + voriconazol
Voriconazol inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de diltiazem.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de diltiazem ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender voriconazol.
- Diltiazem + varfarina
Os inibidores do CYP2C9, CYP1A2 e/ou CYP3A4 aumentam o efeito anticoagulante da varfarina.
O que fazer: Monitorar o INR com maior frequência ao iniciar, suspender ou alterar a dose destes medicamentos; ajustar a dose de varfarina conforme a resposta.
- Diltiazem + ziprasidona
A ziprasidona pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.
O que fazer: Vigiar a pressão arterial ao iniciar ou ajustar a ziprasidona em pacientes em tratamento anti-hipertensivo.
Perguntas frequentes
- Com quais medicamentos diltiazem interage?
- Na nossa base, diltiazem tem 101 interações documentadas; as mais graves são com alprazolam, amiodarona, aripiprazol, atenolol, atorvastatina, bisoprolol. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
- Como reviso diltiazem com outros medicamentos ao mesmo tempo?
- Abra o verificador de interações com diltiazem já carregado e adicione até mais 9 medicamentos: ele revisa todos os pares e os ordena por gravidade.
Revise interações sem sair da consulta.
O Cliini escreve a receita e a nota por você enquanto você atende: escuta a consulta e entrega o prontuário estruturado, com diagnósticos e medicamentos.