Interações de atorvastatina

Atorvastatina tem 36 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 4 contraindicadas, 13 graves, 15 moderadas e 4 leves. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.

Grupo: Estatinas. ATC C10AA05. Também chamado: atorvastatina cálcica. Bula da FDA (em inglês)

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Contraindicada4 interações contraindicadas

Não associar: a bula ou o mecanismo a desaconselham sempre.

  • Atorvastatina + eritromicina

    A eritromicina não deve ser usada junto com lovastatina ou sinvastatina pelo risco de miopatia e rabdomiólise.

    O que fazer: Não coadministrar eritromicina com lovastatina nem sinvastatina; considerar uma estatina não dependente do CYP3A4.

  • Atorvastatina + ezetimiba

    A associação de ezetimiba com uma estatina é contraindicada em doença hepática ativa ou elevação persistente de transaminases de causa não explicada.

    O que fazer: Não associar ezetimiba com uma estatina em pacientes com doença hepática ativa ou elevação persistente inexplicada de transaminases.

  • Atorvastatina + posaconazol

    Contraindicado associar posaconazol com estatinas metabolizadas principalmente pelo CYP3A4.

    O que fazer: Não usar a associação.

  • Atorvastatina + ritonavir

    Ritonavir com essas estatinas é contraindicado pelo risco de miopatia e rabdomiólise.

    O que fazer: Não usar a associação.

Grave13 interações graves

Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.

  • Atorvastatina + ciclosporina

    Não se recomenda ciclosporina nem genfibrozila com atorvastatina.

    O que fazer: Evitar a associação com atorvastatina.

  • Atorvastatina + claritromicina

    Limitar a dose de atorvastatina a 20 mg com claritromicina ou itraconazol.

    O que fazer: Não exceder 20 mg diários de atorvastatina.

  • Atorvastatina + cobicistate

    Atorvastatina não recomendada com atazanavir potencializado com cobicistate.

    O que fazer: Evitar com atazanavir; com darunavir, não exceder 20 mg/dia e monitorar.

  • Atorvastatina + colchicina

    Risco de miopatia e rabdomiólise ao associar atorvastatina com colchicina.

    O que fazer: Considerar a relação risco/benefício da associação; se optar pelo uso, vigiar sinais de miopatia.

  • Atorvastatina + darunavir

    Limitar a dose de atorvastatina a 20 mg com darunavir potencializado com ritonavir.

    O que fazer: Não exceder 20 mg diários de atorvastatina.

  • Atorvastatina + diltiazem

    O diltiazem aumenta a exposição às estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, com maior risco de miopatia.

    O que fazer: Quando possível, usar uma estatina não metabolizada pelo CYP3A4 junto com diltiazem; caso contrário, vigiar sinais de miopatia e ajustar a dose.

  • Atorvastatina + everolimo

    O everolimo com estatinas ou fibratos aumenta o risco de rabdomiólise, especialmente junto com ciclosporina.

    O que fazer: Evitar sinvastatina e lovastatina se o paciente também receber ciclosporina; monitorar sinais de rabdomiólise com qualquer estatina ou fibrato.

  • Atorvastatina + fenofibrato

    Os fibratos aumentam o risco de miopatia e rabdomiólise com atorvastatina.

    O que fazer: Considerar a relação risco/benefício da associação; se optar pelo uso, vigiar sinais de miopatia.

  • Atorvastatina + fluconazol

    O fluconazol aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise com estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 ou pelo CYP2C9.

    O que fazer: Vigiar sintomas de miopatia e dosar a creatina quinase; reduzir a dose da estatina, se necessário.

  • Atorvastatina + genfibrozila

    Não se recomenda ciclosporina nem genfibrozila com atorvastatina.

    O que fazer: Evitar a associação com atorvastatina.

  • Atorvastatina + itraconazol

    Limitar a dose de atorvastatina a 20 mg com claritromicina ou itraconazol.

    O que fazer: Não exceder 20 mg diários de atorvastatina.

  • Atorvastatina + cetoconazol

    o cetoconazol aumenta o risco de toxicidade muscular com estatinas metabolizadas pelo CYP3A4

    O que fazer: evitar a associação; se não for possível, usar a estatina na menor dose e vigiar sintomas musculares e CPK

  • Atorvastatina + voriconazol

    O voriconazol aumenta as concentrações das estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, com risco de rabdomiólise.

    O que fazer: Monitorar com frequência as reações adversas e a toxicidade relacionadas à estatina; ajustar a dose da estatina conforme necessário.

Moderada15 interações moderadas

Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.

  • Atorvastatina + atazanavir

    Aumento das concentrações de atorvastatina e rosuvastatina com atazanavir.

    O que fazer: Titular a dose de atorvastatina usando a menor dose necessária; não exceder 10 mg/dia de rosuvastatina.

  • Atorvastatina + carbamazepina

    Carbamazepina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de atorvastatina a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se atorvastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de atorvastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar carbamazepina.

  • Atorvastatina + digoxina

    A atorvastatina aumenta as concentrações plasmáticas de digoxina no estado de equilíbrio.

    O que fazer: Monitorar adequadamente os pacientes que tomam digoxina.

  • Atorvastatina + dronedarona

    A dronedarona aumenta a exposição à sinvastatina e a outras estatinas.

    O que fazer: Não ultrapassar 10 mg diários de sinvastatina; seguir as recomendações da bula para outras estatinas usadas com inibidores do CYP3A e da glicoproteína P.

  • Atorvastatina + efavirenz

    o efavirenz reduz as concentrações dessas estatinas

    O que fazer: individualizar a dose da estatina conforme a resposta lipídica

  • Atorvastatina + enzalutamida

    Enzalutamida induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de atorvastatina a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se atorvastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de atorvastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar enzalutamida.

  • Atorvastatina + etinilestradiol

    A atorvastatina e a rosuvastatina aumentam a exposição ao etinilestradiol.

    O que fazer: Vigiar o surgimento de eventos adversos relacionados a estrogênios ao coadministrar com atorvastatina ou rosuvastatina.

  • Atorvastatina + fenitoína

    A fenitoína diminui as concentrações de estatinas, ticagrelor e certos antirretrovirais.

    O que fazer: Vigiar a resposta clínica e considerar ajustar a dose do medicamento coadministrado.

  • Atorvastatina + fenobarbital

    Fenobarbital induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de atorvastatina a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se atorvastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de atorvastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar fenobarbital.

  • Atorvastatina + imatinibe

    O imatinibe aumenta as concentrações das estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, como a sinvastatina.

    O que fazer: Usar com cautela; considerar uma estatina alternativa não dependente do CYP3A4 ou reduzir a dose.

  • Atorvastatina + leflunomida

    Substratos de OATP/BCRP, incluindo estatinas, com exposição aumentada pela leflunomida.

    O que fazer: Considerar reduzir a dose do fármaco concomitante e monitorar de perto sinais de aumento da exposição.

  • Atorvastatina + rifampicina

    A rifampicina pode reduzir significativamente as concentrações de atorvastatina.

    O que fazer: Administrar atorvastatina e rifampicina de forma simultânea.

  • Atorvastatina + sirolimo

    O sirolimo associado a estatinas ou fibratos aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise.

    O que fazer: Monitorar o surgimento de rabdomiólise e outros efeitos adversos ao associar sirolimo com uma estatina ou fibrato.

  • Atorvastatina + verapamil

    O verapamil pode aumentar a concentração de atorvastatina.

    O que fazer: Considerar doses iniciais e de manutenção mais baixas de atorvastatina em pacientes que recebem verapamil.

  • Atorvastatina + varfarina

    Os inibidores do CYP2C9, CYP1A2 e/ou CYP3A4 aumentam o efeito anticoagulante da varfarina.

    O que fazer: Monitorar o INR com maior frequência ao iniciar, suspender ou alterar a dose destes medicamentos; ajustar a dose de varfarina conforme a resposta.

Leve4 interações leves

Efeito pouco provável ou leve: tê-lo em mente.

  • Atorvastatina + desogestrel

    Atorvastatina aumenta as concentrações plasmáticas de etinilestradiol.

    O que fazer: Considerar esse efeito ao selecionar um anticoncepcional oral para pacientes em uso de atorvastatina.

  • Atorvastatina + drospirenona

    Atorvastatina aumenta as concentrações plasmáticas de etinilestradiol.

    O que fazer: Considerar esse efeito ao selecionar um anticoncepcional oral para pacientes em uso de atorvastatina.

  • Atorvastatina + levonorgestrel

    Atorvastatina aumenta as concentrações plasmáticas de etinilestradiol.

    O que fazer: Considerar esse efeito ao selecionar um anticoncepcional oral para pacientes em uso de atorvastatina.

  • Atorvastatina + medroxiprogesterona

    Atorvastatina aumenta as concentrações plasmáticas de etinilestradiol.

    O que fazer: Considerar esse efeito ao selecionar um anticoncepcional oral para pacientes em uso de atorvastatina.

Perguntas frequentes

Com quais medicamentos atorvastatina interage?
Na nossa base, atorvastatina tem 36 interações documentadas; as mais graves são com eritromicina, ezetimiba, posaconazol, ritonavir, ciclosporina, claritromicina. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
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