Interações de sirolimo

Sirolimo tem 54 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 3 contraindicadas, 27 graves e 24 moderadas. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.

Grupo: Inibidores de mTOR, Imunossupressores. ATC L04AA10. Também chamado: Sirolimus. Bula da FDA (em inglês)

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Contraindicada3 interações contraindicadas

Não associar: a bula ou o mecanismo a desaconselham sempre.

  • Sirolimo + ciclosporina

    Na psoríase, a ciclosporina não deve ser associada a metotrexato nem a outros imunossupressores.

    O que fazer: Não associar ciclosporina com metotrexato ou outros imunossupressores em pacientes com psoríase.

  • Sirolimo + posaconazol

    Contraindicado associar posaconazol com sirolimo.

    O que fazer: Não usar a associação.

  • Sirolimo + voriconazol

    O uso conjunto de voriconazol e sirolimo é contraindicado.

    O que fazer: Não usar voriconazol junto com sirolimo.

Grave27 interações graves

Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.

  • Sirolimo + atazanavir

    Evitar sirolimo com inibidores fortes do CYP3A4/P-gp.

    O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.

  • Sirolimo + captopril

    O uso concomitante com inibidores de mTOR (everolimo, sirolimo) aumenta o risco de angioedema.

    O que fazer: Vigiar sinais de angioedema durante o uso concomitante.

  • Sirolimo + carbamazepina

    Evitar sirolimo com indutores fortes do CYP3A4/P-gp.

    O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.

  • Sirolimo + ciprofloxacino

    Ciprofloxacino inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de sirolimo, um fármaco de margem terapêutica estreita.

    O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de sirolimo conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).

  • Sirolimo + claritromicina

    Evitar sirolimo com inibidores fortes do CYP3A4/P-gp.

    O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.

  • Sirolimo + cobicistate

    Evitar sirolimo com inibidores fortes do CYP3A4/P-gp.

    O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.

  • Sirolimo + darunavir

    Darunavir/ritonavir aumenta as concentrações de imunossupressores de índice terapêutico estreito.

    O que fazer: Monitorar as concentrações terapêuticas do imunossupressor.

  • Sirolimo + diltiazem

    Esses medicamentos podem aumentar as concentrações sanguíneas de sirolimo.

    O que fazer: Monitorar as concentrações de sirolimo e vigiar sinais de toxicidade ao associar.

  • Sirolimo + dronedarona

    A dronedarona pode aumentar as concentrações de sirolimo e tacrolimo.

    O que fazer: Monitorar as concentrações plasmáticas e ajustar a dose conforme necessário.

  • Sirolimo + enalapril

    A associação de enalapril com inibidores de mTOR como everolimo ou sirolimo aumenta o risco de angioedema.

    O que fazer: Vigiar rigorosamente o aparecimento de angioedema ao associar enalapril a inibidores de mTOR.

  • Sirolimo + enzalutamida

    Evitar sirolimo com indutores fortes do CYP3A4/P-gp.

    O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.

  • Sirolimo + eritromicina

    Evitar sirolimo com inibidores fortes do CYP3A4/P-gp.

    O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.

  • Sirolimo + fenitoína

    Evitar sirolimo com indutores fortes do CYP3A4/P-gp.

    O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.

  • Sirolimo + fenobarbital

    Evitar sirolimo com indutores fortes do CYP3A4/P-gp.

    O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.

  • Sirolimo + fluconazol

    O fluconazol aumenta as concentrações plasmáticas de sirolimo.

    O que fazer: Ajustar a dose de sirolimo conforme as concentrações ou o efeito.

  • Sirolimo + fluvoxamina

    Fluvoxamina inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de sirolimo, um fármaco de margem terapêutica estreita.

    O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de sirolimo conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).

  • Sirolimo + imatinibe

    O imatinibe aumenta as concentrações de medicamentos metabolizados pelo CYP3A4 com margem terapêutica estreita.

    O que fazer: Usar com particular cautela ao administrar imatinibe com substratos do CYP3A4 de margem terapêutica estreita (p. ex., ciclosporina, ergotamina, fentanila, pimozida, sirolimo, tacrolimo).

  • Sirolimo + itraconazol

    Não se recomenda associar itraconazol a everolimo ou sirolimo.

    O que fazer: Evitar o uso associado durante o tratamento com itraconazol e até 2 semanas depois.

  • Sirolimo + cetoconazol

    cetoconazol aumenta acentuadamente as concentrações de sirolimo

    O que fazer: evitar a associação ou ajustar significativamente a dose de sirolimo e monitorar suas concentrações

  • Sirolimo + mercaptopurina

    O uso de múltiplos imunossupressores junto com mercaptopurina aumenta o risco de distúrbios linfoproliferativos.

    O que fazer: Usar com precaução os esquemas com múltiplos imunossupressores; vigiar sinais de distúrbios linfoproliferativos.

  • Sirolimo + perindopril

    Os inibidores de mTOR aumentam o risco de angioedema com perindopril.

    O que fazer: Vigiar sinais de angioedema ao associar perindopril a um inibidor de mTOR.

  • Sirolimo + rifabutina

    Evitar sirolimo com indutores fortes do CYP3A4/P-gp.

    O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.

  • Sirolimo + rifampicina

    Evitar sirolimo com indutores fortes do CYP3A4/P-gp.

    O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.

  • Sirolimo + ritonavir

    Evitar sirolimo com inibidores fortes do CYP3A4/P-gp.

    O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.

  • Sirolimo + tacrolimo

    No transplante hepático, o sirolimo associado a ciclosporina ou tacrolimo aumenta o risco de trombose da artéria hepática e perda do enxerto.

    O que fazer: Evitar esta associação no transplante hepático de novo.

  • Sirolimo + tofacitinibe

    não se recomenda associar tofacitinibe com outros imunossupressores potentes

    O que fazer: evitar o uso concomitante de tofacitinibe com azatioprina, tacrolimo, ciclosporina ou outros imunossupressores potentes

  • Sirolimo + verapamil

    O verapamil aumenta muito a exposição aos inibidores de mTOR sirolimo e everolimo.

    O que fazer: Considerar reduções de dose apropriadas de ambos os medicamentos ao usá-los de forma concomitante.

Moderada24 interações moderadas

Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.

  • Sirolimo + amicacina

    Usar sirolimo com cautela junto com aminoglicosídeos, pelo risco de nefrotoxicidade.

    O que fazer: Usar com cautela e monitorar a função renal.

  • Sirolimo + amiodarona

    Amiodarona inibe a glicoproteína P e aumenta a absorção e os níveis de sirolimo.

    O que fazer: Revisar a bula de sirolimo: pode ser necessário reduzir a dose ou evitar a associação, sobretudo na insuficiência renal. Monitorar sinais de toxicidade e, se aplicável, níveis plasmáticos.

  • Sirolimo + atorvastatina

    O sirolimo associado a estatinas ou fibratos aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise.

    O que fazer: Monitorar o surgimento de rabdomiólise e outros efeitos adversos ao associar sirolimo com uma estatina ou fibrato.

  • Sirolimo + bosentana

    Bosentana induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de sirolimo a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se sirolimo for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de sirolimo e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar bosentana.

  • Sirolimo + carvedilol

    Carvedilol inibe a glicoproteína P e aumenta a absorção e os níveis de sirolimo.

    O que fazer: Revisar a bula de sirolimo: pode ser necessário reduzir a dose ou evitar a associação, sobretudo na insuficiência renal. Monitorar sinais de toxicidade e, se aplicável, níveis plasmáticos.

  • Sirolimo + colestiramina

    Colestiramina pode reduzir a absorção de sirolimo.

    O que fazer: Separar as tomadas (habitualmente sirolimo 4 horas antes de colestiramina) e monitorar a resposta ou os níveis de sirolimo.

  • Sirolimo + efavirenz

    o efavirenz reduz as concentrações dos imunossupressores metabolizados pelo CYP3A

    O que fazer: monitorar rigorosamente as concentrações do imunossupressor durante pelo menos 2 semanas ao iniciar ou suspender o efavirenz

  • Sirolimo + espironolactona

    A espironolactona pode alterar as concentrações de medicamentos metabolizados pelo CYP2C8 e pelo CYP3A4/5.

    O que fazer: Pode ser necessário ajustar a dose desses medicamentos quando administrados de forma concomitante com espironolactona.

  • Sirolimo + fenofibrato

    O uso de fenofibrato com imunossupressores nefrotóxicos requer avaliação cuidadosa do risco renal.

    O que fazer: Considerar cuidadosamente a relação risco-benefício e usar a menor dose eficaz de fenofibrato.

  • Sirolimo + genfibrozila

    O sirolimo associado a estatinas ou fibratos aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise.

    O que fazer: Monitorar o surgimento de rabdomiólise e outros efeitos adversos ao associar sirolimo com uma estatina ou fibrato.

  • Sirolimo + gentamicina

    Usar sirolimo com cautela junto com aminoglicosídeos, pelo risco de nefrotoxicidade.

    O que fazer: Usar com cautela e monitorar a função renal.

  • Sirolimo + leflunomida

    O metotrexato ou outros imunossupressores aumentam o risco de toxicidade hematológica e hepática com a leflunomida.

    O que fazer: Monitorar hemograma (plaquetas, leucócitos, hemoglobina/hematócrito) e transaminases/albumina mensalmente durante o uso concomitante; seguir as diretrizes do ACR para a monitorização da toxicidade hepática pelo metotrexato.

  • Sirolimo + lisinopril

    Os IECA podem potencializar o angioedema associado ao sirolimo.

    O que fazer: Vigiar sinais de angioedema ao associar sirolimo com um IECA.

  • Sirolimo + lovastatina

    O sirolimo associado a estatinas ou fibratos aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise.

    O que fazer: Monitorar o surgimento de rabdomiólise e outros efeitos adversos ao associar sirolimo com uma estatina ou fibrato.

  • Sirolimo + dipirona

    Dipirona induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de sirolimo a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se sirolimo for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de sirolimo e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar dipirona.

  • Sirolimo + metoclopramida

    Metoclopramida pode aumentar a absorção de ciclosporina, sirolimo e tacrolimo.

    O que fazer: Monitorar as concentrações plasmáticas e ajustar a dose conforme necessário.

  • Sirolimo + nevirapina

    Imunossupressores com concentrações reduzidas pela nevirapina.

    O que fazer: Não há doses estabelecidas para essas associações; monitorar as concentrações do imunossupressor.

  • Sirolimo + orlistate

    Orlistate pode reduzir a absorção de sirolimo.

    O que fazer: Separar as tomadas (habitualmente sirolimo 4 horas antes de orlistate) e monitorar a resposta ou os níveis de sirolimo.

  • Sirolimo + pravastatina

    O sirolimo associado a estatinas ou fibratos aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise.

    O que fazer: Monitorar o surgimento de rabdomiólise e outros efeitos adversos ao associar sirolimo com uma estatina ou fibrato.

  • Sirolimo + ramipril

    Inibidores de mTOR aumentam o risco de angioedema com ramipril.

    O que fazer: Vigiar sinais de angioedema ao coadministrar.

  • Sirolimo + ranolazina

    Ranolazina pode aumentar as concentrações de outros substratos do CYP3A de faixa terapêutica estreita.

    O que fazer: Considerar ajustar a dose de lovastatina, ciclosporina, tacrolimo ou sirolimo ao associá-los com ranolazina.

  • Sirolimo + rosuvastatina

    O sirolimo associado a estatinas ou fibratos aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise.

    O que fazer: Monitorar o surgimento de rabdomiólise e outros efeitos adversos ao associar sirolimo com uma estatina ou fibrato.

  • Sirolimo + sinvastatina

    O sirolimo associado a estatinas ou fibratos aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise.

    O que fazer: Monitorar o surgimento de rabdomiólise e outros efeitos adversos ao associar sirolimo com uma estatina ou fibrato.

  • Sirolimo + ticagrelor

    Ticagrelor inibe a glicoproteína P e aumenta a absorção e os níveis de sirolimo.

    O que fazer: Revisar a bula de sirolimo: pode ser necessário reduzir a dose ou evitar a associação, sobretudo na insuficiência renal. Monitorar sinais de toxicidade e, se aplicável, níveis plasmáticos.

Perguntas frequentes

Com quais medicamentos sirolimo interage?
Na nossa base, sirolimo tem 54 interações documentadas; as mais graves são com ciclosporina, posaconazol, voriconazol, atazanavir, captopril, carbamazepina. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
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