Interações de sirolimo
Sirolimo tem 54 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 3 contraindicadas, 27 graves e 24 moderadas. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.
Grupo: Inibidores de mTOR, Imunossupressores. ATC L04AA10. Também chamado: Sirolimus. Bula da FDA (em inglês)
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Queixa principal
Cefaleia pulsátil hemicraniana há 24 horas.
História da doença atual
Início pela manhã, EVA 7/10, fotofobia e náusea sem vômito. Terceiro episódio no mês. Melhora parcial com o AINE habitual.
Antecedentes pessoais
HAS diagnosticada há 4 anos, controlada com losartana 50 mg/dia. Nega alergias medicamentosas.
Exame físico · Sinais vitais
PA 130/85 · FC 78 · T 36,8 · EVA 7/10. Sem déficit neurológico focal. Romberg negativo.
Hipótese diagnóstica · CID-10
G43.9Enxaqueca sem aurasugerido
Conduta
Sumatriptana 50 mg VO nas crises. Diário de cefaleia por 2 semanas. Manter losartana 50 mg/dia. Retorno em 7 dias.
Contraindicada3 interações contraindicadas
Não associar: a bula ou o mecanismo a desaconselham sempre.
- Sirolimo + ciclosporina
Na psoríase, a ciclosporina não deve ser associada a metotrexato nem a outros imunossupressores.
O que fazer: Não associar ciclosporina com metotrexato ou outros imunossupressores em pacientes com psoríase.
- Sirolimo + posaconazol
Contraindicado associar posaconazol com sirolimo.
O que fazer: Não usar a associação.
- Sirolimo + voriconazol
O uso conjunto de voriconazol e sirolimo é contraindicado.
O que fazer: Não usar voriconazol junto com sirolimo.
Grave27 interações graves
Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.
- Sirolimo + atazanavir
Evitar sirolimo com inibidores fortes do CYP3A4/P-gp.
O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.
- Sirolimo + captopril
O uso concomitante com inibidores de mTOR (everolimo, sirolimo) aumenta o risco de angioedema.
O que fazer: Vigiar sinais de angioedema durante o uso concomitante.
- Sirolimo + carbamazepina
Evitar sirolimo com indutores fortes do CYP3A4/P-gp.
O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.
- Sirolimo + ciprofloxacino
Ciprofloxacino inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de sirolimo, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de sirolimo conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Sirolimo + claritromicina
Evitar sirolimo com inibidores fortes do CYP3A4/P-gp.
O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.
- Sirolimo + cobicistate
Evitar sirolimo com inibidores fortes do CYP3A4/P-gp.
O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.
- Sirolimo + darunavir
Darunavir/ritonavir aumenta as concentrações de imunossupressores de índice terapêutico estreito.
O que fazer: Monitorar as concentrações terapêuticas do imunossupressor.
- Sirolimo + diltiazem
Esses medicamentos podem aumentar as concentrações sanguíneas de sirolimo.
O que fazer: Monitorar as concentrações de sirolimo e vigiar sinais de toxicidade ao associar.
- Sirolimo + dronedarona
A dronedarona pode aumentar as concentrações de sirolimo e tacrolimo.
O que fazer: Monitorar as concentrações plasmáticas e ajustar a dose conforme necessário.
- Sirolimo + enalapril
A associação de enalapril com inibidores de mTOR como everolimo ou sirolimo aumenta o risco de angioedema.
O que fazer: Vigiar rigorosamente o aparecimento de angioedema ao associar enalapril a inibidores de mTOR.
- Sirolimo + enzalutamida
Evitar sirolimo com indutores fortes do CYP3A4/P-gp.
O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.
- Sirolimo + eritromicina
Evitar sirolimo com inibidores fortes do CYP3A4/P-gp.
O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.
- Sirolimo + fenitoína
Evitar sirolimo com indutores fortes do CYP3A4/P-gp.
O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.
- Sirolimo + fenobarbital
Evitar sirolimo com indutores fortes do CYP3A4/P-gp.
O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.
- Sirolimo + fluconazol
O fluconazol aumenta as concentrações plasmáticas de sirolimo.
O que fazer: Ajustar a dose de sirolimo conforme as concentrações ou o efeito.
- Sirolimo + fluvoxamina
Fluvoxamina inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de sirolimo, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de sirolimo conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Sirolimo + imatinibe
O imatinibe aumenta as concentrações de medicamentos metabolizados pelo CYP3A4 com margem terapêutica estreita.
O que fazer: Usar com particular cautela ao administrar imatinibe com substratos do CYP3A4 de margem terapêutica estreita (p. ex., ciclosporina, ergotamina, fentanila, pimozida, sirolimo, tacrolimo).
- Sirolimo + itraconazol
Não se recomenda associar itraconazol a everolimo ou sirolimo.
O que fazer: Evitar o uso associado durante o tratamento com itraconazol e até 2 semanas depois.
- Sirolimo + cetoconazol
cetoconazol aumenta acentuadamente as concentrações de sirolimo
O que fazer: evitar a associação ou ajustar significativamente a dose de sirolimo e monitorar suas concentrações
- Sirolimo + mercaptopurina
O uso de múltiplos imunossupressores junto com mercaptopurina aumenta o risco de distúrbios linfoproliferativos.
O que fazer: Usar com precaução os esquemas com múltiplos imunossupressores; vigiar sinais de distúrbios linfoproliferativos.
- Sirolimo + perindopril
Os inibidores de mTOR aumentam o risco de angioedema com perindopril.
O que fazer: Vigiar sinais de angioedema ao associar perindopril a um inibidor de mTOR.
- Sirolimo + rifabutina
Evitar sirolimo com indutores fortes do CYP3A4/P-gp.
O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.
- Sirolimo + rifampicina
Evitar sirolimo com indutores fortes do CYP3A4/P-gp.
O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.
- Sirolimo + ritonavir
Evitar sirolimo com inibidores fortes do CYP3A4/P-gp.
O que fazer: Evitar a associação; considerar um agente alternativo com menor potencial de interação.
- Sirolimo + tacrolimo
No transplante hepático, o sirolimo associado a ciclosporina ou tacrolimo aumenta o risco de trombose da artéria hepática e perda do enxerto.
O que fazer: Evitar esta associação no transplante hepático de novo.
- Sirolimo + tofacitinibe
não se recomenda associar tofacitinibe com outros imunossupressores potentes
O que fazer: evitar o uso concomitante de tofacitinibe com azatioprina, tacrolimo, ciclosporina ou outros imunossupressores potentes
- Sirolimo + verapamil
O verapamil aumenta muito a exposição aos inibidores de mTOR sirolimo e everolimo.
O que fazer: Considerar reduções de dose apropriadas de ambos os medicamentos ao usá-los de forma concomitante.
Moderada24 interações moderadas
Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.
- Sirolimo + amicacina
Usar sirolimo com cautela junto com aminoglicosídeos, pelo risco de nefrotoxicidade.
O que fazer: Usar com cautela e monitorar a função renal.
- Sirolimo + amiodarona
Amiodarona inibe a glicoproteína P e aumenta a absorção e os níveis de sirolimo.
O que fazer: Revisar a bula de sirolimo: pode ser necessário reduzir a dose ou evitar a associação, sobretudo na insuficiência renal. Monitorar sinais de toxicidade e, se aplicável, níveis plasmáticos.
- Sirolimo + atorvastatina
O sirolimo associado a estatinas ou fibratos aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise.
O que fazer: Monitorar o surgimento de rabdomiólise e outros efeitos adversos ao associar sirolimo com uma estatina ou fibrato.
- Sirolimo + bosentana
Bosentana induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de sirolimo a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se sirolimo for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de sirolimo e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar bosentana.
- Sirolimo + carvedilol
Carvedilol inibe a glicoproteína P e aumenta a absorção e os níveis de sirolimo.
O que fazer: Revisar a bula de sirolimo: pode ser necessário reduzir a dose ou evitar a associação, sobretudo na insuficiência renal. Monitorar sinais de toxicidade e, se aplicável, níveis plasmáticos.
- Sirolimo + colestiramina
Colestiramina pode reduzir a absorção de sirolimo.
O que fazer: Separar as tomadas (habitualmente sirolimo 4 horas antes de colestiramina) e monitorar a resposta ou os níveis de sirolimo.
- Sirolimo + efavirenz
o efavirenz reduz as concentrações dos imunossupressores metabolizados pelo CYP3A
O que fazer: monitorar rigorosamente as concentrações do imunossupressor durante pelo menos 2 semanas ao iniciar ou suspender o efavirenz
- Sirolimo + espironolactona
A espironolactona pode alterar as concentrações de medicamentos metabolizados pelo CYP2C8 e pelo CYP3A4/5.
O que fazer: Pode ser necessário ajustar a dose desses medicamentos quando administrados de forma concomitante com espironolactona.
- Sirolimo + fenofibrato
O uso de fenofibrato com imunossupressores nefrotóxicos requer avaliação cuidadosa do risco renal.
O que fazer: Considerar cuidadosamente a relação risco-benefício e usar a menor dose eficaz de fenofibrato.
- Sirolimo + genfibrozila
O sirolimo associado a estatinas ou fibratos aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise.
O que fazer: Monitorar o surgimento de rabdomiólise e outros efeitos adversos ao associar sirolimo com uma estatina ou fibrato.
- Sirolimo + gentamicina
Usar sirolimo com cautela junto com aminoglicosídeos, pelo risco de nefrotoxicidade.
O que fazer: Usar com cautela e monitorar a função renal.
- Sirolimo + leflunomida
O metotrexato ou outros imunossupressores aumentam o risco de toxicidade hematológica e hepática com a leflunomida.
O que fazer: Monitorar hemograma (plaquetas, leucócitos, hemoglobina/hematócrito) e transaminases/albumina mensalmente durante o uso concomitante; seguir as diretrizes do ACR para a monitorização da toxicidade hepática pelo metotrexato.
- Sirolimo + lisinopril
Os IECA podem potencializar o angioedema associado ao sirolimo.
O que fazer: Vigiar sinais de angioedema ao associar sirolimo com um IECA.
- Sirolimo + lovastatina
O sirolimo associado a estatinas ou fibratos aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise.
O que fazer: Monitorar o surgimento de rabdomiólise e outros efeitos adversos ao associar sirolimo com uma estatina ou fibrato.
- Sirolimo + dipirona
Dipirona induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de sirolimo a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se sirolimo for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de sirolimo e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar dipirona.
- Sirolimo + metoclopramida
Metoclopramida pode aumentar a absorção de ciclosporina, sirolimo e tacrolimo.
O que fazer: Monitorar as concentrações plasmáticas e ajustar a dose conforme necessário.
- Sirolimo + nevirapina
Imunossupressores com concentrações reduzidas pela nevirapina.
O que fazer: Não há doses estabelecidas para essas associações; monitorar as concentrações do imunossupressor.
- Sirolimo + orlistate
Orlistate pode reduzir a absorção de sirolimo.
O que fazer: Separar as tomadas (habitualmente sirolimo 4 horas antes de orlistate) e monitorar a resposta ou os níveis de sirolimo.
- Sirolimo + pravastatina
O sirolimo associado a estatinas ou fibratos aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise.
O que fazer: Monitorar o surgimento de rabdomiólise e outros efeitos adversos ao associar sirolimo com uma estatina ou fibrato.
- Sirolimo + ramipril
Inibidores de mTOR aumentam o risco de angioedema com ramipril.
O que fazer: Vigiar sinais de angioedema ao coadministrar.
- Sirolimo + ranolazina
Ranolazina pode aumentar as concentrações de outros substratos do CYP3A de faixa terapêutica estreita.
O que fazer: Considerar ajustar a dose de lovastatina, ciclosporina, tacrolimo ou sirolimo ao associá-los com ranolazina.
- Sirolimo + rosuvastatina
O sirolimo associado a estatinas ou fibratos aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise.
O que fazer: Monitorar o surgimento de rabdomiólise e outros efeitos adversos ao associar sirolimo com uma estatina ou fibrato.
- Sirolimo + sinvastatina
O sirolimo associado a estatinas ou fibratos aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise.
O que fazer: Monitorar o surgimento de rabdomiólise e outros efeitos adversos ao associar sirolimo com uma estatina ou fibrato.
- Sirolimo + ticagrelor
Ticagrelor inibe a glicoproteína P e aumenta a absorção e os níveis de sirolimo.
O que fazer: Revisar a bula de sirolimo: pode ser necessário reduzir a dose ou evitar a associação, sobretudo na insuficiência renal. Monitorar sinais de toxicidade e, se aplicável, níveis plasmáticos.
Perguntas frequentes
- Com quais medicamentos sirolimo interage?
- Na nossa base, sirolimo tem 54 interações documentadas; as mais graves são com ciclosporina, posaconazol, voriconazol, atazanavir, captopril, carbamazepina. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
- Como reviso sirolimo com outros medicamentos ao mesmo tempo?
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