Interações de betametasona
Betametasona tem 59 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 7 graves e 52 moderadas. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.
Grupo: Corticoides sistêmicos. ATC H02AB01. Bula da FDA (em inglês)
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Queixa principal
Cefaleia pulsátil hemicraniana há 24 horas.
História da doença atual
Início pela manhã, EVA 7/10, fotofobia e náusea sem vômito. Terceiro episódio no mês. Melhora parcial com o AINE habitual.
Antecedentes pessoais
HAS diagnosticada há 4 anos, controlada com losartana 50 mg/dia. Nega alergias medicamentosas.
Exame físico · Sinais vitais
PA 130/85 · FC 78 · T 36,8 · EVA 7/10. Sem déficit neurológico focal. Romberg negativo.
Hipótese diagnóstica · CID-10
G43.9Enxaqueca sem aurasugerido
Conduta
Sumatriptana 50 mg VO nas crises. Diário de cefaleia por 2 semanas. Manter losartana 50 mg/dia. Retorno em 7 dias.
Grave7 interações graves
Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.
- Betametasona + bupropiona
A associação de bupropiona com outros medicamentos que reduzem o limiar convulsivo exige extrema precaução.
O que fazer: Usar com extrema precaução; iniciar com doses baixas e aumentar gradualmente.
- Betametasona + ciclosporina
Numerosos medicamentos aumentam as concentrações de ciclosporina.
O que fazer: Ajustar a dose de ciclosporina conforme suas concentrações ao iniciar ou suspender qualquer um desses medicamentos.
- Betametasona + cobicistate
Corticoides com exposição aumentada pelo cobicistate (todas as vias).
O que fazer: Considerar corticoides alternativos menos afetados por inibidores potentes do CYP3A (p. ex., beclometasona, prednisona, prednisolona); evitar uso prolongado sem monitoramento.
- Betametasona + darunavir
Os corticoides que induzem o CYP3A podem reduzir a eficácia do darunavir.
O que fazer: Considerar corticoides alternativos com menor efeito indutor do CYP3A.
- Betametasona + levotiroxina
Iniciar levotiroxina antes de instituir glicocorticoides em pacientes com insuficiência adrenal pode precipitar uma crise adrenal aguda.
O que fazer: Tratar a insuficiência adrenal com glicocorticoides de reposição antes de iniciar levotiroxina.
- Betametasona + moxifloxacino
Os corticoides aumentam o risco de tendinite e ruptura de tendão com moxifloxacino.
O que fazer: Usar com precaução em pacientes que recebem corticoides; suspender o moxifloxacino diante de dor ou inflamação tendínea.
- Betametasona + tofacitinibe
o uso concomitante com metotrexato ou corticoides aumenta o risco de infecções graves
O que fazer: vigiar sinais de infecção durante o uso concomitante
Moderada52 interações moderadas
Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.
- Betametasona + alendronato
O tratamento concomitante com corticoides ou quimioterapia aumenta o risco de osteonecrose da mandíbula durante o tratamento com alendronato.
O que fazer: Redobrar a vigilância da saúde dental em pacientes com câncer ou em quimioterapia ou corticoides que recebem alendronato.
- Betametasona + amiodarona
Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por amiodarona.
O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.
- Betametasona + atazanavir
Atazanavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de betametasona.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de betametasona ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender atazanavir.
- Betametasona + azitromicina
Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por azitromicina.
O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.
- Betametasona + carbamazepina
A carbamazepina induz o metabolismo de numerosos medicamentos e diminui suas concentrações plasmáticas.
O que fazer: Monitorar a concentração ou a resposta clínica do outro medicamento e ajustar sua dose conforme necessário ao associá-lo com carbamazepina.
- Betametasona + celecoxibe
O uso concomitante de corticoides com celecoxibe aumenta o risco de úlcera ou sangramento digestivo.
O que fazer: Monitorar sinais de sangramento digestivo durante o uso concomitante.
- Betametasona + ciprofloxacino
Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por ciprofloxacino.
O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.
- Betametasona + citalopram
Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por citalopram.
O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.
- Betametasona + claritromicina
Claritromicina inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de betametasona.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de betametasona ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender claritromicina.
- Betametasona + cloroquina
Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por cloroquina.
O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.
- Betametasona + clorpromazina
Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por clorpromazina.
O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.
- Betametasona + clortalidona
O uso conjunto com corticoides aumenta o risco de hipopotassemia.
O que fazer: Monitorar o potássio sérico durante o uso concomitante.
- Betametasona + digoxina
Betametasona pode reduzir o potássio e aumentar o risco de toxicidade por digoxina.
O que fazer: Monitorar potássio, magnésio e função renal; manter o potássio na faixa normal-alta e monitorar os níveis de digoxina.
- Betametasona + domperidona
Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por domperidona.
O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.
- Betametasona + donepezila
Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por donepezila.
O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.
- Betametasona + dronedarona
Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por dronedarona.
O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.
- Betametasona + enzalutamida
Enzalutamida induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de betametasona a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se betametasona for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de betametasona e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar enzalutamida.
- Betametasona + eritromicina
Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por eritromicina.
O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.
- Betametasona + escitalopram
Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por escitalopram.
O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.
- Betametasona + estradiol
O estradiol pode aumentar a globulina transportadora de corticoides e elevar os corticoides circulantes totais.
O que fazer: Levar em conta esta interação ao interpretar níveis de corticoides em pacientes que usam estradiol; ajustar a dose do corticoide conforme a resposta clínica.
- Betametasona + etinilestradiol
O etinilestradiol pode aumentar a globulina transportadora, reduzindo o efeito livre do hormônio tireoidiano ou do corticoide de reposição.
O que fazer: Pode ser necessário aumentar a dose do hormônio tireoidiano ou do corticoide de reposição ao coadministrar com etinilestradiol.
- Betametasona + fenitoína
A fenitoína pode reduzir a eficácia desses medicamentos.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e considerar ajustar a dose do medicamento coadministrado.
- Betametasona + fenobarbital
fenobarbital reduz o efeito dos corticoides
O que fazer: ajustar a dose do corticoide ao iniciar ou suspender fenobarbital
- Betametasona + fluconazol
Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por fluconazol.
O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.
- Betametasona + glibenclamida
Estes medicamentos podem produzir hiperglicemia e perda do controle glicêmico com glibenclamida.
O que fazer: Vigiar rigorosamente o paciente para detectar perda do controle glicêmico.
- Betametasona + glimepirida
Vários medicamentos podem reduzir o efeito hipoglicemiante da glimepirida.
O que fazer: Vigiar de perto o controle glicêmico do paciente ao associar estes medicamentos.
- Betametasona + glipizida
Vários medicamentos, entre eles antipsicóticos atípicos, corticoides, estrogênios, isoniazida, fenitoína, anticoncepcionais hormonais, inibidores de protease, simpatomiméticos e hormônio tireoidiano, podem diminuir o efeito hipoglicemiante da glipizida.
O que fazer: Monitorar rigorosamente o paciente para detectar piora do controle glicêmico quando estes medicamentos forem coadministrados.
- Betametasona + haloperidol
Os corticoides podem causar alterações eletrolíticas que aumentam o risco de prolongamento do intervalo QT com haloperidol.
O que fazer: Vigiar os eletrólitos (potássio, magnésio, cálcio) ao usar a associação.
- Betametasona + hidroclorotiazida
Os corticoides intensificam a depleção de eletrólitos causada pela hidroclorotiazida.
O que fazer: Monitorar o potássio sérico ao associar.
- Betametasona + hidroxicloroquina
Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por hidroxicloroquina.
O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.
- Betametasona + ibuprofeno
Os anticoagulantes e os corticoides sistêmicos aumentam o risco de sangramento gastrointestinal quando associados ao ibuprofeno.
O que fazer: Vigiar sinais de sangramento digestivo; considerar proteção gástrica se o uso conjunto for necessário.
- Betametasona + indapamida
O uso concomitante de corticoides aumenta o risco de hipopotassemia pela indapamida.
O que fazer: Monitorar o potássio sérico ao coadministrar indapamida com corticoides.
- Betametasona + insulina
Vários medicamentos, entre eles antipsicóticos atípicos, corticoides, estrogênios, isoniazida, anticoncepcionais hormonais, inibidores de protease, simpatomiméticos e hormônio tireoidiano, podem diminuir o efeito hipoglicemiante da insulina.
O que fazer: Pode ser necessário aumentar a dose de insulina e a frequência de monitoramento da glicemia.
- Betametasona + isotretinoína
O uso crônico de anticonvulsivantes ou corticoides sistêmicos junto com isotretinoína pode aumentar o risco de osteoporose/osteomalácia.
O que fazer: Levar em conta este risco adicional em pacientes que recebem anticonvulsivantes ou corticoides sistêmicos junto com isotretinoína.
- Betametasona + itraconazol
Itraconazol inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de betametasona.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de betametasona ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender itraconazol.
- Betametasona + cetoconazol
Cetoconazol inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de betametasona.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de betametasona ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender cetoconazol.
- Betametasona + cetorolaco
O uso concomitante de corticoides orais aumenta o risco de sangramento gastrointestinal associado ao cetorolaco.
O que fazer: Avaliar o risco gastrointestinal antes de associar corticoides orais; considerar gastroproteção e vigiar sinais de sangramento.
- Betametasona + levofloxacino
O uso concomitante de corticoides aumenta o risco de tendinite e ruptura tendínea associadas ao levofloxacino.
O que fazer: Vigiar sinais de dor, inflamação ou ruptura tendínea; suspender o levofloxacino se surgirem.
- Betametasona + metadona
Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por metadona.
O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.
- Betametasona + metformina
Vários medicamentos podem provocar perda do controle glicêmico em pacientes tratados com metformina.
O que fazer: Vigiar de perto o paciente para detectar perda do controle glicêmico ao associar estes medicamentos.
- Betametasona + ondansetrona
Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por ondansetrona.
O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.
- Betametasona + pimozida
Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por pimozida.
O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.
- Betametasona + piroxicam
Os corticoides aumentam o risco de ulceração ou sangramento gastrointestinal com piroxicam.
O que fazer: Monitorar sinais de sangramento gastrointestinal durante o uso concomitante.
- Betametasona + posaconazol
Posaconazol inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de betametasona.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de betametasona ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender posaconazol.
- Betametasona + repaglinida
estes medicamentos podem reduzir o efeito hipoglicemiante da repaglinida
O que fazer: monitorar a glicemia e ajustar a dose de repaglinida conforme necessário
- Betametasona + rifampicina
A rifampicina diminui o efeito dos corticoides sistêmicos.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e considerar aumentar a dose do corticoide, se necessário.
- Betametasona + ritonavir
Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de betametasona.
O que fazer: Avaliar reduzir a dose de betametasona ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.
- Betametasona + sotalol
Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por sotalol.
O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.
- Betametasona + sulpirida
Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por sulpirida.
O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.
- Betametasona + torasemida
Os corticoides aumentam o risco de hipopotassemia quando associados à torasemida.
O que fazer: Monitorar o potássio sérico durante o uso conjunto.
- Betametasona + voriconazol
O voriconazol pode aumentar o efeito dos corticoides e produzir disfunção suprarrenal.
O que fazer: Monitorar os pacientes que recebem voriconazol e corticoides (por qualquer via) para detectar disfunção suprarrenal durante e após o tratamento.
- Betametasona + ziprasidona
Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por ziprasidona.
O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.
Perguntas frequentes
- Com quais medicamentos betametasona interage?
- Na nossa base, betametasona tem 59 interações documentadas; as mais graves são com bupropiona, ciclosporina, cobicistate, darunavir, levotiroxina, moxifloxacino. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
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