Interações de betametasona

Betametasona tem 59 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 7 graves e 52 moderadas. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.

Grupo: Corticoides sistêmicos. ATC H02AB01. Bula da FDA (em inglês)

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Grave7 interações graves

Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.

  • Betametasona + bupropiona

    A associação de bupropiona com outros medicamentos que reduzem o limiar convulsivo exige extrema precaução.

    O que fazer: Usar com extrema precaução; iniciar com doses baixas e aumentar gradualmente.

  • Betametasona + ciclosporina

    Numerosos medicamentos aumentam as concentrações de ciclosporina.

    O que fazer: Ajustar a dose de ciclosporina conforme suas concentrações ao iniciar ou suspender qualquer um desses medicamentos.

  • Betametasona + cobicistate

    Corticoides com exposição aumentada pelo cobicistate (todas as vias).

    O que fazer: Considerar corticoides alternativos menos afetados por inibidores potentes do CYP3A (p. ex., beclometasona, prednisona, prednisolona); evitar uso prolongado sem monitoramento.

  • Betametasona + darunavir

    Os corticoides que induzem o CYP3A podem reduzir a eficácia do darunavir.

    O que fazer: Considerar corticoides alternativos com menor efeito indutor do CYP3A.

  • Betametasona + levotiroxina

    Iniciar levotiroxina antes de instituir glicocorticoides em pacientes com insuficiência adrenal pode precipitar uma crise adrenal aguda.

    O que fazer: Tratar a insuficiência adrenal com glicocorticoides de reposição antes de iniciar levotiroxina.

  • Betametasona + moxifloxacino

    Os corticoides aumentam o risco de tendinite e ruptura de tendão com moxifloxacino.

    O que fazer: Usar com precaução em pacientes que recebem corticoides; suspender o moxifloxacino diante de dor ou inflamação tendínea.

  • Betametasona + tofacitinibe

    o uso concomitante com metotrexato ou corticoides aumenta o risco de infecções graves

    O que fazer: vigiar sinais de infecção durante o uso concomitante

Moderada52 interações moderadas

Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.

  • Betametasona + alendronato

    O tratamento concomitante com corticoides ou quimioterapia aumenta o risco de osteonecrose da mandíbula durante o tratamento com alendronato.

    O que fazer: Redobrar a vigilância da saúde dental em pacientes com câncer ou em quimioterapia ou corticoides que recebem alendronato.

  • Betametasona + amiodarona

    Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por amiodarona.

    O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.

  • Betametasona + atazanavir

    Atazanavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de betametasona.

    O que fazer: Avaliar reduzir a dose de betametasona ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender atazanavir.

  • Betametasona + azitromicina

    Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por azitromicina.

    O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.

  • Betametasona + carbamazepina

    A carbamazepina induz o metabolismo de numerosos medicamentos e diminui suas concentrações plasmáticas.

    O que fazer: Monitorar a concentração ou a resposta clínica do outro medicamento e ajustar sua dose conforme necessário ao associá-lo com carbamazepina.

  • Betametasona + celecoxibe

    O uso concomitante de corticoides com celecoxibe aumenta o risco de úlcera ou sangramento digestivo.

    O que fazer: Monitorar sinais de sangramento digestivo durante o uso concomitante.

  • Betametasona + ciprofloxacino

    Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por ciprofloxacino.

    O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.

  • Betametasona + citalopram

    Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por citalopram.

    O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.

  • Betametasona + claritromicina

    Claritromicina inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de betametasona.

    O que fazer: Avaliar reduzir a dose de betametasona ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender claritromicina.

  • Betametasona + cloroquina

    Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por cloroquina.

    O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.

  • Betametasona + clorpromazina

    Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por clorpromazina.

    O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.

  • Betametasona + clortalidona

    O uso conjunto com corticoides aumenta o risco de hipopotassemia.

    O que fazer: Monitorar o potássio sérico durante o uso concomitante.

  • Betametasona + digoxina

    Betametasona pode reduzir o potássio e aumentar o risco de toxicidade por digoxina.

    O que fazer: Monitorar potássio, magnésio e função renal; manter o potássio na faixa normal-alta e monitorar os níveis de digoxina.

  • Betametasona + domperidona

    Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por domperidona.

    O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.

  • Betametasona + donepezila

    Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por donepezila.

    O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.

  • Betametasona + dronedarona

    Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por dronedarona.

    O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.

  • Betametasona + enzalutamida

    Enzalutamida induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de betametasona a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se betametasona for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de betametasona e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar enzalutamida.

  • Betametasona + eritromicina

    Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por eritromicina.

    O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.

  • Betametasona + escitalopram

    Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por escitalopram.

    O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.

  • Betametasona + estradiol

    O estradiol pode aumentar a globulina transportadora de corticoides e elevar os corticoides circulantes totais.

    O que fazer: Levar em conta esta interação ao interpretar níveis de corticoides em pacientes que usam estradiol; ajustar a dose do corticoide conforme a resposta clínica.

  • Betametasona + etinilestradiol

    O etinilestradiol pode aumentar a globulina transportadora, reduzindo o efeito livre do hormônio tireoidiano ou do corticoide de reposição.

    O que fazer: Pode ser necessário aumentar a dose do hormônio tireoidiano ou do corticoide de reposição ao coadministrar com etinilestradiol.

  • Betametasona + fenitoína

    A fenitoína pode reduzir a eficácia desses medicamentos.

    O que fazer: Vigiar a resposta clínica e considerar ajustar a dose do medicamento coadministrado.

  • Betametasona + fenobarbital

    fenobarbital reduz o efeito dos corticoides

    O que fazer: ajustar a dose do corticoide ao iniciar ou suspender fenobarbital

  • Betametasona + fluconazol

    Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por fluconazol.

    O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.

  • Betametasona + glibenclamida

    Estes medicamentos podem produzir hiperglicemia e perda do controle glicêmico com glibenclamida.

    O que fazer: Vigiar rigorosamente o paciente para detectar perda do controle glicêmico.

  • Betametasona + glimepirida

    Vários medicamentos podem reduzir o efeito hipoglicemiante da glimepirida.

    O que fazer: Vigiar de perto o controle glicêmico do paciente ao associar estes medicamentos.

  • Betametasona + glipizida

    Vários medicamentos, entre eles antipsicóticos atípicos, corticoides, estrogênios, isoniazida, fenitoína, anticoncepcionais hormonais, inibidores de protease, simpatomiméticos e hormônio tireoidiano, podem diminuir o efeito hipoglicemiante da glipizida.

    O que fazer: Monitorar rigorosamente o paciente para detectar piora do controle glicêmico quando estes medicamentos forem coadministrados.

  • Betametasona + haloperidol

    Os corticoides podem causar alterações eletrolíticas que aumentam o risco de prolongamento do intervalo QT com haloperidol.

    O que fazer: Vigiar os eletrólitos (potássio, magnésio, cálcio) ao usar a associação.

  • Betametasona + hidroclorotiazida

    Os corticoides intensificam a depleção de eletrólitos causada pela hidroclorotiazida.

    O que fazer: Monitorar o potássio sérico ao associar.

  • Betametasona + hidroxicloroquina

    Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por hidroxicloroquina.

    O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.

  • Betametasona + ibuprofeno

    Os anticoagulantes e os corticoides sistêmicos aumentam o risco de sangramento gastrointestinal quando associados ao ibuprofeno.

    O que fazer: Vigiar sinais de sangramento digestivo; considerar proteção gástrica se o uso conjunto for necessário.

  • Betametasona + indapamida

    O uso concomitante de corticoides aumenta o risco de hipopotassemia pela indapamida.

    O que fazer: Monitorar o potássio sérico ao coadministrar indapamida com corticoides.

  • Betametasona + insulina

    Vários medicamentos, entre eles antipsicóticos atípicos, corticoides, estrogênios, isoniazida, anticoncepcionais hormonais, inibidores de protease, simpatomiméticos e hormônio tireoidiano, podem diminuir o efeito hipoglicemiante da insulina.

    O que fazer: Pode ser necessário aumentar a dose de insulina e a frequência de monitoramento da glicemia.

  • Betametasona + isotretinoína

    O uso crônico de anticonvulsivantes ou corticoides sistêmicos junto com isotretinoína pode aumentar o risco de osteoporose/osteomalácia.

    O que fazer: Levar em conta este risco adicional em pacientes que recebem anticonvulsivantes ou corticoides sistêmicos junto com isotretinoína.

  • Betametasona + itraconazol

    Itraconazol inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de betametasona.

    O que fazer: Avaliar reduzir a dose de betametasona ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender itraconazol.

  • Betametasona + cetoconazol

    Cetoconazol inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de betametasona.

    O que fazer: Avaliar reduzir a dose de betametasona ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender cetoconazol.

  • Betametasona + cetorolaco

    O uso concomitante de corticoides orais aumenta o risco de sangramento gastrointestinal associado ao cetorolaco.

    O que fazer: Avaliar o risco gastrointestinal antes de associar corticoides orais; considerar gastroproteção e vigiar sinais de sangramento.

  • Betametasona + levofloxacino

    O uso concomitante de corticoides aumenta o risco de tendinite e ruptura tendínea associadas ao levofloxacino.

    O que fazer: Vigiar sinais de dor, inflamação ou ruptura tendínea; suspender o levofloxacino se surgirem.

  • Betametasona + metadona

    Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por metadona.

    O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.

  • Betametasona + metformina

    Vários medicamentos podem provocar perda do controle glicêmico em pacientes tratados com metformina.

    O que fazer: Vigiar de perto o paciente para detectar perda do controle glicêmico ao associar estes medicamentos.

  • Betametasona + ondansetrona

    Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por ondansetrona.

    O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.

  • Betametasona + pimozida

    Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por pimozida.

    O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.

  • Betametasona + piroxicam

    Os corticoides aumentam o risco de ulceração ou sangramento gastrointestinal com piroxicam.

    O que fazer: Monitorar sinais de sangramento gastrointestinal durante o uso concomitante.

  • Betametasona + posaconazol

    Posaconazol inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de betametasona.

    O que fazer: Avaliar reduzir a dose de betametasona ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender posaconazol.

  • Betametasona + repaglinida

    estes medicamentos podem reduzir o efeito hipoglicemiante da repaglinida

    O que fazer: monitorar a glicemia e ajustar a dose de repaglinida conforme necessário

  • Betametasona + rifampicina

    A rifampicina diminui o efeito dos corticoides sistêmicos.

    O que fazer: Vigiar a resposta clínica e considerar aumentar a dose do corticoide, se necessário.

  • Betametasona + ritonavir

    Ritonavir inibe de forma potente o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de betametasona.

    O que fazer: Avaliar reduzir a dose de betametasona ou escolher uma alternativa que não dependa do CYP3A4; monitorar efeitos adversos ao iniciar ou suspender ritonavir.

  • Betametasona + sotalol

    Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por sotalol.

    O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.

  • Betametasona + sulpirida

    Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por sulpirida.

    O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.

  • Betametasona + torasemida

    Os corticoides aumentam o risco de hipopotassemia quando associados à torasemida.

    O que fazer: Monitorar o potássio sérico durante o uso conjunto.

  • Betametasona + voriconazol

    O voriconazol pode aumentar o efeito dos corticoides e produzir disfunção suprarrenal.

    O que fazer: Monitorar os pacientes que recebem voriconazol e corticoides (por qualquer via) para detectar disfunção suprarrenal durante e após o tratamento.

  • Betametasona + ziprasidona

    Betametasona pode reduzir o potássio, o que aumenta o risco de arritmia pelo prolongamento do intervalo QT causado por ziprasidona.

    O que fazer: Monitorar potássio e magnésio e corrigi-los antes e durante o tratamento; ECG se houver outros fatores de risco.

Perguntas frequentes

Com quais medicamentos betametasona interage?
Na nossa base, betametasona tem 59 interações documentadas; as mais graves são com bupropiona, ciclosporina, cobicistate, darunavir, levotiroxina, moxifloxacino. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
Como reviso betametasona com outros medicamentos ao mesmo tempo?
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