Interações de lovastatina
Lovastatina tem 46 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 11 contraindicadas, 19 graves, 15 moderadas e 1 leve. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.
Grupo: Estatinas. ATC C10AA02. Bula da FDA (em inglês)
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Queixa principal
Cefaleia pulsátil hemicraniana há 24 horas.
História da doença atual
Início pela manhã, EVA 7/10, fotofobia e náusea sem vômito. Terceiro episódio no mês. Melhora parcial com o AINE habitual.
Antecedentes pessoais
HAS diagnosticada há 4 anos, controlada com losartana 50 mg/dia. Nega alergias medicamentosas.
Exame físico · Sinais vitais
PA 130/85 · FC 78 · T 36,8 · EVA 7/10. Sem déficit neurológico focal. Romberg negativo.
Hipótese diagnóstica · CID-10
G43.9Enxaqueca sem aurasugerido
Conduta
Sumatriptana 50 mg VO nas crises. Diário de cefaleia por 2 semanas. Manter losartana 50 mg/dia. Retorno em 7 dias.
Contraindicada11 interações contraindicadas
Não associar: a bula ou o mecanismo a desaconselham sempre.
- Lovastatina + atazanavir
Contraindicada a associação de atazanavir com lovastatina ou sinvastatina.
O que fazer: Não coadministrar lovastatina nem sinvastatina com atazanavir.
- Lovastatina + claritromicina
A claritromicina não deve ser usada junto com lovastatina ou sinvastatina.
O que fazer: Não associar claritromicina com lovastatina nem sinvastatina; suspender a estatina durante o tratamento se não for possível evitar a claritromicina.
- Lovastatina + cobicistate
Lovastatina e sinvastatina contraindicadas com cobicistate.
O que fazer: Não coadministrar; usar uma estatina alternativa com ajuste de dose.
- Lovastatina + darunavir
Contraindicado associar darunavir/ritonavir com lovastatina ou sinvastatina.
O que fazer: Não usar a associação.
- Lovastatina + eritromicina
A eritromicina não deve ser usada junto com lovastatina ou sinvastatina pelo risco de miopatia e rabdomiólise.
O que fazer: Não coadministrar eritromicina com lovastatina nem sinvastatina; considerar uma estatina não dependente do CYP3A4.
- Lovastatina + ezetimiba
A associação de ezetimiba com uma estatina é contraindicada em doença hepática ativa ou elevação persistente de transaminases de causa não explicada.
O que fazer: Não associar ezetimiba com uma estatina em pacientes com doença hepática ativa ou elevação persistente inexplicada de transaminases.
- Lovastatina + itraconazol
O itraconazol é contraindicado com numerosos medicamentos pelo risco de toxicidade grave devido ao aumento acentuado de suas concentrações.
O que fazer: Não usar itraconazol junto com esses medicamentos durante o tratamento e até 2 semanas depois; colchicina e solifenacina são contraindicadas somente em pacientes com insuficiência renal ou hepática.
- Lovastatina + cetoconazol
o cetoconazol é contraindicado com esses medicamentos pelo risco de toxicidade grave por aumento de suas concentrações
O que fazer: não coadministrar cetoconazol com esses medicamentos
- Lovastatina + posaconazol
Contraindicado associar lovastatina com inibidores potentes do CYP3A4.
O que fazer: Não associar; escolher um hipolipemiante alternativo ou suspender temporariamente a lovastatina se o tratamento com o inibidor for breve e inevitável.
- Lovastatina + ritonavir
Contraindicado associar lovastatina com inibidores potentes do CYP3A4.
O que fazer: Não associar; escolher um hipolipemiante alternativo ou suspender temporariamente a lovastatina se o tratamento com o inibidor for breve e inevitável.
- Lovastatina + voriconazol
Contraindicado associar lovastatina com inibidores potentes do CYP3A4.
O que fazer: Não associar; escolher um hipolipemiante alternativo ou suspender temporariamente a lovastatina se o tratamento com o inibidor for breve e inevitável.
Grave19 interações graves
Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.
- Lovastatina + amiodarona
A amiodarona aumenta o risco de miopatia com doses altas de lovastatina.
O que fazer: Não exceder 40 mg diários de lovastatina; evitar doses maiores, a menos que o benefício supere o risco.
- Lovastatina + carbamazepina
Carbamazepina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de lovastatina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se lovastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de lovastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar carbamazepina.
- Lovastatina + ciclosporina
A ciclosporina com estatinas aumenta o risco de miotoxicidade.
O que fazer: Reduzir a dose da estatina conforme recomendado em sua bula e suspendê-la se surgirem sinais de miopatia.
- Lovastatina + ciprofloxacino
Ciprofloxacino inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de lovastatina, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de lovastatina conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Lovastatina + colchicina
O uso concomitante com estatinas, fibratos ou ciclosporina pode potencializar o desenvolvimento de miopatia e rabdomiólise.
O que fazer: Ponderar riscos e benefícios; vigiar sinais e sintomas de dor, sensibilidade ou fraqueza muscular, especialmente no início do tratamento.
- Lovastatina + diltiazem
O diltiazem aumenta a exposição às estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, com maior risco de miopatia.
O que fazer: Quando possível, usar uma estatina não metabolizada pelo CYP3A4 junto com diltiazem; caso contrário, vigiar sinais de miopatia e ajustar a dose.
- Lovastatina + dronedarona
Diltiazem, dronedarona e verapamil aumentam o risco de miopatia com doses altas de lovastatina.
O que fazer: Não exceder 20 mg diários de lovastatina; ponderar o benefício frente ao risco da associação.
- Lovastatina + enzalutamida
Enzalutamida induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de lovastatina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se lovastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de lovastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar enzalutamida.
- Lovastatina + everolimo
O everolimo com estatinas ou fibratos aumenta o risco de rabdomiólise, especialmente junto com ciclosporina.
O que fazer: Evitar sinvastatina e lovastatina se o paciente também receber ciclosporina; monitorar sinais de rabdomiólise com qualquer estatina ou fibrato.
- Lovastatina + fenitoína
Fenitoína induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de lovastatina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se lovastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de lovastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar fenitoína.
- Lovastatina + fenobarbital
Fenobarbital induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de lovastatina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se lovastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de lovastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar fenobarbital.
- Lovastatina + fenofibrato
Deve-se evitar a associação de fenofibrato com estatinas, a menos que o benefício lipídico supere o risco.
O que fazer: Evitar a associação, a menos que o benefício adicional no perfil lipídico supere o maior risco dessa associação.
- Lovastatina + fluconazol
O fluconazol aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise com estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 ou pelo CYP2C9.
O que fazer: Vigiar sintomas de miopatia e dosar a creatina quinase; reduzir a dose da estatina, se necessário.
- Lovastatina + fluvoxamina
Fluvoxamina inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de lovastatina, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de lovastatina conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Lovastatina + genfibrozila
A associação de genfibrozila com estatinas aumenta o risco de toxicidade muscular grave.
O que fazer: Evitar a associação quando possível; se necessária, usar a menor dose de estatina e vigiar sinais de miopatia.
- Lovastatina + imatinibe
O imatinibe aumenta as concentrações das estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, como a sinvastatina.
O que fazer: Usar com cautela; considerar uma estatina alternativa não dependente do CYP3A4 ou reduzir a dose.
- Lovastatina + rifampicina
A rifampicina diminui a exposição às estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, como a sinvastatina.
O que fazer: Vigiar o perfil lipídico e considerar ajustar a dose ou mudar para uma estatina não dependente do CYP3A4.
- Lovastatina + ticagrelor
O ticagrelor aumenta as concentrações de sinvastatina e lovastatina; evitar doses altas.
O que fazer: Evitar doses de sinvastatina ou lovastatina superiores a 40 mg ao dia.
- Lovastatina + verapamil
Diltiazem, dronedarona e verapamil aumentam o risco de miopatia com doses altas de lovastatina.
O que fazer: Não exceder 20 mg diários de lovastatina; ponderar o benefício frente ao risco da associação.
Moderada15 interações moderadas
Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.
- Lovastatina + acenocumarol
A lovastatina pode potencializar o efeito dos anticoagulantes cumarínicos.
O que fazer: Determinar o tempo de protrombina antes de iniciar a lovastatina e vigiá-lo com frequência durante o início do tratamento.
- Lovastatina + apixabana
A lovastatina pode potencializar o efeito dos anticoagulantes cumarínicos.
O que fazer: Determinar o tempo de protrombina antes de iniciar a lovastatina e vigiá-lo com frequência durante o início do tratamento.
- Lovastatina + bosentana
Bosentana induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de lovastatina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se lovastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de lovastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar bosentana.
- Lovastatina + dabigatrana
A lovastatina pode potencializar o efeito dos anticoagulantes cumarínicos.
O que fazer: Determinar o tempo de protrombina antes de iniciar a lovastatina e vigiá-lo com frequência durante o início do tratamento.
- Lovastatina + edoxabana
A lovastatina pode potencializar o efeito dos anticoagulantes cumarínicos.
O que fazer: Determinar o tempo de protrombina antes de iniciar a lovastatina e vigiá-lo com frequência durante o início do tratamento.
- Lovastatina + efavirenz
Efavirenz induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de lovastatina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se lovastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de lovastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar efavirenz.
- Lovastatina + enoxaparina
A lovastatina pode potencializar o efeito dos anticoagulantes cumarínicos.
O que fazer: Determinar o tempo de protrombina antes de iniciar a lovastatina e vigiá-lo com frequência durante o início do tratamento.
- Lovastatina + heparina
A lovastatina pode potencializar o efeito dos anticoagulantes cumarínicos.
O que fazer: Determinar o tempo de protrombina antes de iniciar a lovastatina e vigiá-lo com frequência durante o início do tratamento.
- Lovastatina + dipirona
Dipirona induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de lovastatina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se lovastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de lovastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar dipirona.
- Lovastatina + nevirapina
Nevirapina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de lovastatina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se lovastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de lovastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar nevirapina.
- Lovastatina + ranolazina
Ranolazina pode aumentar o risco de miopatia com lovastatina.
O que fazer: Considerar o ajuste da dose de lovastatina durante a coadministração.
- Lovastatina + rifabutina
Rifabutina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de lovastatina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se lovastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de lovastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifabutina.
- Lovastatina + rivaroxabana
A lovastatina pode potencializar o efeito dos anticoagulantes cumarínicos.
O que fazer: Determinar o tempo de protrombina antes de iniciar a lovastatina e vigiá-lo com frequência durante o início do tratamento.
- Lovastatina + sirolimo
O sirolimo associado a estatinas ou fibratos aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise.
O que fazer: Monitorar o surgimento de rabdomiólise e outros efeitos adversos ao associar sirolimo com uma estatina ou fibrato.
- Lovastatina + varfarina
A lovastatina pode potencializar o efeito dos anticoagulantes cumarínicos.
O que fazer: Determinar o tempo de protrombina antes de iniciar a lovastatina e vigiá-lo com frequência durante o início do tratamento.
Leve1 interação leve
Efeito pouco provável ou leve: tê-lo em mente.
- Lovastatina + propranolol
O propranolol diminui levemente a exposição à lovastatina e à pravastatina, sem alterações em seu efeito farmacológico.
O que fazer: Não é necessário ajuste específico.
Perguntas frequentes
- Com quais medicamentos lovastatina interage?
- Na nossa base, lovastatina tem 46 interações documentadas; as mais graves são com atazanavir, claritromicina, cobicistate, darunavir, eritromicina, ezetimiba. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
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