Interações de lovastatina

Lovastatina tem 46 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 11 contraindicadas, 19 graves, 15 moderadas e 1 leve. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.

Grupo: Estatinas. ATC C10AA02. Bula da FDA (em inglês)

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Contraindicada11 interações contraindicadas

Não associar: a bula ou o mecanismo a desaconselham sempre.

  • Lovastatina + atazanavir

    Contraindicada a associação de atazanavir com lovastatina ou sinvastatina.

    O que fazer: Não coadministrar lovastatina nem sinvastatina com atazanavir.

  • Lovastatina + claritromicina

    A claritromicina não deve ser usada junto com lovastatina ou sinvastatina.

    O que fazer: Não associar claritromicina com lovastatina nem sinvastatina; suspender a estatina durante o tratamento se não for possível evitar a claritromicina.

  • Lovastatina + cobicistate

    Lovastatina e sinvastatina contraindicadas com cobicistate.

    O que fazer: Não coadministrar; usar uma estatina alternativa com ajuste de dose.

  • Lovastatina + darunavir

    Contraindicado associar darunavir/ritonavir com lovastatina ou sinvastatina.

    O que fazer: Não usar a associação.

  • Lovastatina + eritromicina

    A eritromicina não deve ser usada junto com lovastatina ou sinvastatina pelo risco de miopatia e rabdomiólise.

    O que fazer: Não coadministrar eritromicina com lovastatina nem sinvastatina; considerar uma estatina não dependente do CYP3A4.

  • Lovastatina + ezetimiba

    A associação de ezetimiba com uma estatina é contraindicada em doença hepática ativa ou elevação persistente de transaminases de causa não explicada.

    O que fazer: Não associar ezetimiba com uma estatina em pacientes com doença hepática ativa ou elevação persistente inexplicada de transaminases.

  • Lovastatina + itraconazol

    O itraconazol é contraindicado com numerosos medicamentos pelo risco de toxicidade grave devido ao aumento acentuado de suas concentrações.

    O que fazer: Não usar itraconazol junto com esses medicamentos durante o tratamento e até 2 semanas depois; colchicina e solifenacina são contraindicadas somente em pacientes com insuficiência renal ou hepática.

  • Lovastatina + cetoconazol

    o cetoconazol é contraindicado com esses medicamentos pelo risco de toxicidade grave por aumento de suas concentrações

    O que fazer: não coadministrar cetoconazol com esses medicamentos

  • Lovastatina + posaconazol

    Contraindicado associar lovastatina com inibidores potentes do CYP3A4.

    O que fazer: Não associar; escolher um hipolipemiante alternativo ou suspender temporariamente a lovastatina se o tratamento com o inibidor for breve e inevitável.

  • Lovastatina + ritonavir

    Contraindicado associar lovastatina com inibidores potentes do CYP3A4.

    O que fazer: Não associar; escolher um hipolipemiante alternativo ou suspender temporariamente a lovastatina se o tratamento com o inibidor for breve e inevitável.

  • Lovastatina + voriconazol

    Contraindicado associar lovastatina com inibidores potentes do CYP3A4.

    O que fazer: Não associar; escolher um hipolipemiante alternativo ou suspender temporariamente a lovastatina se o tratamento com o inibidor for breve e inevitável.

Grave19 interações graves

Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.

  • Lovastatina + amiodarona

    A amiodarona aumenta o risco de miopatia com doses altas de lovastatina.

    O que fazer: Não exceder 40 mg diários de lovastatina; evitar doses maiores, a menos que o benefício supere o risco.

  • Lovastatina + carbamazepina

    Carbamazepina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de lovastatina a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se lovastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de lovastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar carbamazepina.

  • Lovastatina + ciclosporina

    A ciclosporina com estatinas aumenta o risco de miotoxicidade.

    O que fazer: Reduzir a dose da estatina conforme recomendado em sua bula e suspendê-la se surgirem sinais de miopatia.

  • Lovastatina + ciprofloxacino

    Ciprofloxacino inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de lovastatina, um fármaco de margem terapêutica estreita.

    O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de lovastatina conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).

  • Lovastatina + colchicina

    O uso concomitante com estatinas, fibratos ou ciclosporina pode potencializar o desenvolvimento de miopatia e rabdomiólise.

    O que fazer: Ponderar riscos e benefícios; vigiar sinais e sintomas de dor, sensibilidade ou fraqueza muscular, especialmente no início do tratamento.

  • Lovastatina + diltiazem

    O diltiazem aumenta a exposição às estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, com maior risco de miopatia.

    O que fazer: Quando possível, usar uma estatina não metabolizada pelo CYP3A4 junto com diltiazem; caso contrário, vigiar sinais de miopatia e ajustar a dose.

  • Lovastatina + dronedarona

    Diltiazem, dronedarona e verapamil aumentam o risco de miopatia com doses altas de lovastatina.

    O que fazer: Não exceder 20 mg diários de lovastatina; ponderar o benefício frente ao risco da associação.

  • Lovastatina + enzalutamida

    Enzalutamida induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de lovastatina a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se lovastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de lovastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar enzalutamida.

  • Lovastatina + everolimo

    O everolimo com estatinas ou fibratos aumenta o risco de rabdomiólise, especialmente junto com ciclosporina.

    O que fazer: Evitar sinvastatina e lovastatina se o paciente também receber ciclosporina; monitorar sinais de rabdomiólise com qualquer estatina ou fibrato.

  • Lovastatina + fenitoína

    Fenitoína induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de lovastatina a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se lovastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de lovastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar fenitoína.

  • Lovastatina + fenobarbital

    Fenobarbital induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de lovastatina a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se lovastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de lovastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar fenobarbital.

  • Lovastatina + fenofibrato

    Deve-se evitar a associação de fenofibrato com estatinas, a menos que o benefício lipídico supere o risco.

    O que fazer: Evitar a associação, a menos que o benefício adicional no perfil lipídico supere o maior risco dessa associação.

  • Lovastatina + fluconazol

    O fluconazol aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise com estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 ou pelo CYP2C9.

    O que fazer: Vigiar sintomas de miopatia e dosar a creatina quinase; reduzir a dose da estatina, se necessário.

  • Lovastatina + fluvoxamina

    Fluvoxamina inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de lovastatina, um fármaco de margem terapêutica estreita.

    O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de lovastatina conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).

  • Lovastatina + genfibrozila

    A associação de genfibrozila com estatinas aumenta o risco de toxicidade muscular grave.

    O que fazer: Evitar a associação quando possível; se necessária, usar a menor dose de estatina e vigiar sinais de miopatia.

  • Lovastatina + imatinibe

    O imatinibe aumenta as concentrações das estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, como a sinvastatina.

    O que fazer: Usar com cautela; considerar uma estatina alternativa não dependente do CYP3A4 ou reduzir a dose.

  • Lovastatina + rifampicina

    A rifampicina diminui a exposição às estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, como a sinvastatina.

    O que fazer: Vigiar o perfil lipídico e considerar ajustar a dose ou mudar para uma estatina não dependente do CYP3A4.

  • Lovastatina + ticagrelor

    O ticagrelor aumenta as concentrações de sinvastatina e lovastatina; evitar doses altas.

    O que fazer: Evitar doses de sinvastatina ou lovastatina superiores a 40 mg ao dia.

  • Lovastatina + verapamil

    Diltiazem, dronedarona e verapamil aumentam o risco de miopatia com doses altas de lovastatina.

    O que fazer: Não exceder 20 mg diários de lovastatina; ponderar o benefício frente ao risco da associação.

Moderada15 interações moderadas

Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.

  • Lovastatina + acenocumarol

    A lovastatina pode potencializar o efeito dos anticoagulantes cumarínicos.

    O que fazer: Determinar o tempo de protrombina antes de iniciar a lovastatina e vigiá-lo com frequência durante o início do tratamento.

  • Lovastatina + apixabana

    A lovastatina pode potencializar o efeito dos anticoagulantes cumarínicos.

    O que fazer: Determinar o tempo de protrombina antes de iniciar a lovastatina e vigiá-lo com frequência durante o início do tratamento.

  • Lovastatina + bosentana

    Bosentana induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de lovastatina a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se lovastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de lovastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar bosentana.

  • Lovastatina + dabigatrana

    A lovastatina pode potencializar o efeito dos anticoagulantes cumarínicos.

    O que fazer: Determinar o tempo de protrombina antes de iniciar a lovastatina e vigiá-lo com frequência durante o início do tratamento.

  • Lovastatina + edoxabana

    A lovastatina pode potencializar o efeito dos anticoagulantes cumarínicos.

    O que fazer: Determinar o tempo de protrombina antes de iniciar a lovastatina e vigiá-lo com frequência durante o início do tratamento.

  • Lovastatina + efavirenz

    Efavirenz induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de lovastatina a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se lovastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de lovastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar efavirenz.

  • Lovastatina + enoxaparina

    A lovastatina pode potencializar o efeito dos anticoagulantes cumarínicos.

    O que fazer: Determinar o tempo de protrombina antes de iniciar a lovastatina e vigiá-lo com frequência durante o início do tratamento.

  • Lovastatina + heparina

    A lovastatina pode potencializar o efeito dos anticoagulantes cumarínicos.

    O que fazer: Determinar o tempo de protrombina antes de iniciar a lovastatina e vigiá-lo com frequência durante o início do tratamento.

  • Lovastatina + dipirona

    Dipirona induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de lovastatina a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se lovastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de lovastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar dipirona.

  • Lovastatina + nevirapina

    Nevirapina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de lovastatina a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se lovastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de lovastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar nevirapina.

  • Lovastatina + ranolazina

    Ranolazina pode aumentar o risco de miopatia com lovastatina.

    O que fazer: Considerar o ajuste da dose de lovastatina durante a coadministração.

  • Lovastatina + rifabutina

    Rifabutina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de lovastatina a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se lovastatina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de lovastatina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifabutina.

  • Lovastatina + rivaroxabana

    A lovastatina pode potencializar o efeito dos anticoagulantes cumarínicos.

    O que fazer: Determinar o tempo de protrombina antes de iniciar a lovastatina e vigiá-lo com frequência durante o início do tratamento.

  • Lovastatina + sirolimo

    O sirolimo associado a estatinas ou fibratos aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise.

    O que fazer: Monitorar o surgimento de rabdomiólise e outros efeitos adversos ao associar sirolimo com uma estatina ou fibrato.

  • Lovastatina + varfarina

    A lovastatina pode potencializar o efeito dos anticoagulantes cumarínicos.

    O que fazer: Determinar o tempo de protrombina antes de iniciar a lovastatina e vigiá-lo com frequência durante o início do tratamento.

Leve1 interação leve

Efeito pouco provável ou leve: tê-lo em mente.

  • Lovastatina + propranolol

    O propranolol diminui levemente a exposição à lovastatina e à pravastatina, sem alterações em seu efeito farmacológico.

    O que fazer: Não é necessário ajuste específico.

Perguntas frequentes

Com quais medicamentos lovastatina interage?
Na nossa base, lovastatina tem 46 interações documentadas; as mais graves são com atazanavir, claritromicina, cobicistate, darunavir, eritromicina, ezetimiba. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
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