Interações de ranolazina
Ranolazina tem 84 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 17 contraindicadas, 23 graves e 44 moderadas. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.
Grupo: Antianginosos. ATC C01EB18. Bula da FDA (em inglês)
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Queixa principal
Cefaleia pulsátil hemicraniana há 24 horas.
História da doença atual
Início pela manhã, EVA 7/10, fotofobia e náusea sem vômito. Terceiro episódio no mês. Melhora parcial com o AINE habitual.
Antecedentes pessoais
HAS diagnosticada há 4 anos, controlada com losartana 50 mg/dia. Nega alergias medicamentosas.
Exame físico · Sinais vitais
PA 130/85 · FC 78 · T 36,8 · EVA 7/10. Sem déficit neurológico focal. Romberg negativo.
Hipótese diagnóstica · CID-10
G43.9Enxaqueca sem aurasugerido
Conduta
Sumatriptana 50 mg VO nas crises. Diário de cefaleia por 2 semanas. Manter losartana 50 mg/dia. Retorno em 7 dias.
Contraindicada17 interações contraindicadas
Não associar: a bula ou o mecanismo a desaconselham sempre.
- Ranolazina + atazanavir
Não usar ranolazina com inibidores fortes do CYP3A.
O que fazer: Não usar ranolazina com inibidores fortes do CYP3A, como cetoconazol, itraconazol, claritromicina ou ritonavir.
- Ranolazina + carbamazepina
Não usar ranolazina com indutores fortes do CYP3A.
O que fazer: Não usar ranolazina com indutores fortes do CYP3A, como rifampicina, rifabutina, fenobarbital, fenitoína ou carbamazepina.
- Ranolazina + claritromicina
Não usar ranolazina com inibidores fortes do CYP3A.
O que fazer: Não usar ranolazina com inibidores fortes do CYP3A, como cetoconazol, itraconazol, claritromicina ou ritonavir.
- Ranolazina + cobicistate
Ranolazina contraindicada com cobicistate.
O que fazer: Não coadministrar.
- Ranolazina + darunavir
Contraindicado associar darunavir/ritonavir com dronedarona, ivabradina ou ranolazina.
O que fazer: Não usar a associação.
- Ranolazina + dronedarona
A dronedarona é contraindicada com medicamentos que prolongam o intervalo QT, incluindo antiarrítmicos de classe I e III.
O que fazer: Não usar dronedarona junto com medicamentos que prolongam o intervalo QT.
- Ranolazina + enzalutamida
Não usar ranolazina com indutores fortes do CYP3A.
O que fazer: Não usar ranolazina com indutores fortes do CYP3A, como rifampicina, rifabutina, fenobarbital, fenitoína ou carbamazepina.
- Ranolazina + fenitoína
Não usar ranolazina com indutores fortes do CYP3A.
O que fazer: Não usar ranolazina com indutores fortes do CYP3A, como rifampicina, rifabutina, fenobarbital, fenitoína ou carbamazepina.
- Ranolazina + fenobarbital
Não usar ranolazina com indutores fortes do CYP3A.
O que fazer: Não usar ranolazina com indutores fortes do CYP3A, como rifampicina, rifabutina, fenobarbital, fenitoína ou carbamazepina.
- Ranolazina + itraconazol
O itraconazol é contraindicado com numerosos medicamentos pelo risco de toxicidade grave devido ao aumento acentuado de suas concentrações.
O que fazer: Não usar itraconazol junto com esses medicamentos durante o tratamento e até 2 semanas depois; colchicina e solifenacina são contraindicadas somente em pacientes com insuficiência renal ou hepática.
- Ranolazina + cetoconazol
o cetoconazol é contraindicado com medicamentos que prolongam o intervalo QT e são metabolizados pelo CYP3A4
O que fazer: não coadministrar cetoconazol com esses medicamentos
- Ranolazina + posaconazol
Não usar ranolazina com inibidores fortes do CYP3A.
O que fazer: Não usar ranolazina com inibidores fortes do CYP3A, como cetoconazol, itraconazol, claritromicina ou ritonavir.
- Ranolazina + rifabutina
Não usar ranolazina com indutores fortes do CYP3A.
O que fazer: Não usar ranolazina com indutores fortes do CYP3A, como rifampicina, rifabutina, fenobarbital, fenitoína ou carbamazepina.
- Ranolazina + rifampicina
Não usar ranolazina com indutores fortes do CYP3A.
O que fazer: Não usar ranolazina com indutores fortes do CYP3A, como rifampicina, rifabutina, fenobarbital, fenitoína ou carbamazepina.
- Ranolazina + ritonavir
Não usar ranolazina com inibidores fortes do CYP3A.
O que fazer: Não usar ranolazina com inibidores fortes do CYP3A, como cetoconazol, itraconazol, claritromicina ou ritonavir.
- Ranolazina + voriconazol
Não usar ranolazina com inibidores fortes do CYP3A.
O que fazer: Não usar ranolazina com inibidores fortes do CYP3A, como cetoconazol, itraconazol, claritromicina ou ritonavir.
- Ranolazina + ziprasidona
Contraindicado associar ziprasidona com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar o uso combinado com qualquer medicamento que prolongue o intervalo QT; se não for possível, não usar ziprasidona.
Grave23 interações graves
Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.
- Ranolazina + ciclosporina
Limitar a dose de ranolazina com inibidores moderados do CYP3A.
O que fazer: Limitar a dose de ranolazina a 500 mg duas vezes ao dia com inibidores moderados do CYP3A, como diltiazem, verapamil, eritromicina ou fluconazol.
- Ranolazina + ciprofloxacino
Evitar ciprofloxacino em pacientes que recebem outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar a associação com antiarrítmicos de classe IA ou III, antidepressivos tricíclicos, macrolídeos ou antipsicóticos.
- Ranolazina + colchicina
Os inibidores moderados do CYP3A4 ou da P-gp, como verapamil ou diltiazem, podem alterar as concentrações de colchicina.
O que fazer: Consultar a tabela de recomendações de dose e ajustar a dose de colchicina quando coadministrada com um inibidor moderado do CYP3A4 ou da P-gp.
- Ranolazina + dabigatrana
Deve-se evitar o uso concomitante de dabigatrana com inibidores da glicoproteína P em pacientes com insuficiência renal grave.
O que fazer: Evitar o uso de dabigatrana com inibidores da glicoproteína P em pacientes com insuficiência renal grave (ClCr 15-30 mL/min).
- Ranolazina + digoxina
Esses medicamentos aumentam a concentração sérica de digoxina em mais de 50%.
O que fazer: Dosar a concentração sérica de digoxina antes de iniciar o medicamento concomitante; reduzir a dose de digoxina em aproximadamente 30% a 50% ou modificar a frequência de administração e continuar monitorando.
- Ranolazina + diltiazem
Limitar a dose de ranolazina com inibidores moderados do CYP3A.
O que fazer: Limitar a dose de ranolazina a 500 mg duas vezes ao dia com inibidores moderados do CYP3A, como diltiazem, verapamil, eritromicina ou fluconazol.
- Ranolazina + edoxabana
Ranolazina inibe a glicoproteína P e aumenta a absorção e os níveis de edoxabana.
O que fazer: Revisar a bula de edoxabana: pode ser necessário reduzir a dose ou evitar a associação, sobretudo na insuficiência renal. Monitorar sinais de toxicidade e, se aplicável, níveis plasmáticos.
- Ranolazina + eritromicina
Limitar a dose de ranolazina com inibidores moderados do CYP3A.
O que fazer: Limitar a dose de ranolazina a 500 mg duas vezes ao dia com inibidores moderados do CYP3A, como diltiazem, verapamil, eritromicina ou fluconazol.
- Ranolazina + fluconazol
Limitar a dose de ranolazina com inibidores moderados do CYP3A.
O que fazer: Limitar a dose de ranolazina a 500 mg duas vezes ao dia com inibidores moderados do CYP3A, como diltiazem, verapamil, eritromicina ou fluconazol.
- Ranolazina + fluoxetina
Evitar fluoxetina com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de medicamentos que prolongam o intervalo QT; se for imprescindível, monitorar com ECG.
- Ranolazina + fluvoxamina
Limitar a dose de ranolazina com inibidores moderados do CYP3A.
O que fazer: Limitar a dose de ranolazina a 500 mg duas vezes ao dia com inibidores moderados do CYP3A, como diltiazem, verapamil, eritromicina ou fluconazol.
- Ranolazina + formoterol
Antidepressivos tricíclicos e medicamentos que prolongam o intervalo QTc potencializam os efeitos cardiovasculares do formoterol.
O que fazer: Usar com extrema cautela.
- Ranolazina + fosfomicina
Evitar fosfomicina intravenosa com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar a associação com antiarrítmicos de classe IA ou III, antidepressivos tricíclicos, macrolídeos ou antipsicóticos.
- Ranolazina + hidroxicloroquina
Não se recomenda o uso de hidroxicloroquina com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar o uso concomitante com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT ou são arritmogênicos; corrigir distúrbios eletrolíticos antes do uso.
- Ranolazina + imatinibe
Limitar a dose de ranolazina com inibidores moderados do CYP3A.
O que fazer: Limitar a dose de ranolazina a 500 mg duas vezes ao dia com inibidores moderados do CYP3A, como diltiazem, verapamil, eritromicina ou fluconazol.
- Ranolazina + moxifloxacino
Evitar moxifloxacino com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de medicamentos que prolongam o intervalo QT.
- Ranolazina + paliperidona
Evitar paliperidona com outros medicamentos que prolongam o intervalo QTc.
O que fazer: Evitar a associação de paliperidona com antiarrítmicos de classe IA/III, antipsicóticos ou antibióticos que prolongam o intervalo QT, como amiodarona, sotalol, clorpromazina ou moxifloxacino.
- Ranolazina + propafenona
Outros antiarrítmicos e medicamentos que prolongam o intervalo QT não devem ser usados com propafenona.
O que fazer: Evitar o uso concomitante.
- Ranolazina + quetiapina
Deve-se evitar o uso concomitante com medicamentos que prolongam o intervalo QTc, pelo risco de arritmias ventriculares graves.
O que fazer: Evitar a associação; se não for possível, monitorar o ECG e corrigir alterações de potássio e magnésio.
- Ranolazina + sinvastatina
O uso concomitante com amiodarona, anlodipino ou ranolazina obriga a limitar a dose de sinvastatina.
O que fazer: Não ultrapassar 20 mg/dia de sinvastatina em pacientes que tomam amiodarona, anlodipino ou ranolazina.
- Ranolazina + sotalol
Não se recomenda usar sotalol junto com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar a associação de sotalol com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT; se necessária, vigiar o ECG rigorosamente.
- Ranolazina + trazodona
Deve-se evitar o uso de trazodona com inibidores do CYP3A4 ou com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar o uso de trazodona junto com inibidores do CYP3A4 (como itraconazol, claritromicina ou voriconazol) ou com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT (como amiodarona, sotalol, ziprasidona ou clorpromazina).
- Ranolazina + verapamil
Limitar a dose de ranolazina com inibidores moderados do CYP3A.
O que fazer: Limitar a dose de ranolazina a 500 mg duas vezes ao dia com inibidores moderados do CYP3A, como diltiazem, verapamil, eritromicina ou fluconazol.
Moderada44 interações moderadas
Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.
- Ranolazina + amiodarona
Os inibidores da glicoproteína P, como a ciclosporina, aumentam a exposição à ranolazina.
O que fazer: Titular a dose de ranolazina conforme a resposta clínica em pacientes tratados com ciclosporina ou outros inibidores predominantes da glicoproteína P.
- Ranolazina + amitriptilina
A ranolazina pode aumentar a exposição a antidepressivos tricíclicos e antipsicóticos metabolizados pelo CYP2D6.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de antidepressivos tricíclicos ou antipsicóticos ao associá-los com ranolazina.
- Ranolazina + apixabana
Ranolazina inibe a glicoproteína P e aumenta a absorção e os níveis de apixabana.
O que fazer: Revisar a bula de apixabana: pode ser necessário reduzir a dose ou evitar a associação, sobretudo na insuficiência renal. Monitorar sinais de toxicidade e, se aplicável, níveis plasmáticos.
- Ranolazina + aripiprazol
A ranolazina pode aumentar a exposição a antidepressivos tricíclicos e antipsicóticos metabolizados pelo CYP2D6.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de antidepressivos tricíclicos ou antipsicóticos ao associá-los com ranolazina.
- Ranolazina + azitromicina
Azitromicina e ranolazina prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Ranolazina + bictegravir
Ranolazina inibe a glicoproteína P e aumenta a absorção e os níveis de bictegravir.
O que fazer: Revisar a bula de bictegravir: pode ser necessário reduzir a dose ou evitar a associação, sobretudo na insuficiência renal. Monitorar sinais de toxicidade e, se aplicável, níveis plasmáticos.
- Ranolazina + bosentana
Bosentana induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ranolazina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se ranolazina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ranolazina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar bosentana.
- Ranolazina + carvedilol
Os inibidores da glicoproteína P, como a ciclosporina, aumentam a exposição à ranolazina.
O que fazer: Titular a dose de ranolazina conforme a resposta clínica em pacientes tratados com ciclosporina ou outros inibidores predominantes da glicoproteína P.
- Ranolazina + citalopram
Citalopram e ranolazina prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Ranolazina + clomipramina
A ranolazina pode aumentar a exposição a antidepressivos tricíclicos e antipsicóticos metabolizados pelo CYP2D6.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de antidepressivos tricíclicos ou antipsicóticos ao associá-los com ranolazina.
- Ranolazina + clonidina
Doses intravenosas altas de clonidina poderiam aumentar o potencial arritmogênico do haloperidol intravenoso.
O que fazer: Usar com precaução; a relevância para a clonidina oral não está estabelecida.
- Ranolazina + cloroquina
Cloroquina e ranolazina prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Ranolazina + clorpromazina
A ranolazina pode aumentar a exposição a antidepressivos tricíclicos e antipsicóticos metabolizados pelo CYP2D6.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de antidepressivos tricíclicos ou antipsicóticos ao associá-los com ranolazina.
- Ranolazina + clozapina
A ranolazina pode aumentar a exposição a antidepressivos tricíclicos e antipsicóticos metabolizados pelo CYP2D6.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de antidepressivos tricíclicos ou antipsicóticos ao associá-los com ranolazina.
- Ranolazina + domperidona
Domperidona e ranolazina prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Ranolazina + donepezila
Donepezila e ranolazina prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Ranolazina + efavirenz
Efavirenz induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ranolazina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se ranolazina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ranolazina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar efavirenz.
- Ranolazina + escitalopram
Escitalopram e ranolazina prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Ranolazina + everolimo
Os inibidores da glicoproteína P, como a digoxina, podem aumentar as concentrações de everolimo.
O que fazer: Monitorar as concentrações de everolimo quando coadministrado com inibidores da glicoproteína P.
- Ranolazina + haloperidol
A ranolazina pode aumentar a exposição a antidepressivos tricíclicos e antipsicóticos metabolizados pelo CYP2D6.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de antidepressivos tricíclicos ou antipsicóticos ao associá-los com ranolazina.
- Ranolazina + imipramina
A ranolazina pode aumentar a exposição a antidepressivos tricíclicos e antipsicóticos metabolizados pelo CYP2D6.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de antidepressivos tricíclicos ou antipsicóticos ao associá-los com ranolazina.
- Ranolazina + levofloxacino
Levofloxacino e ranolazina prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Ranolazina + levomepromazina
A ranolazina pode aumentar a exposição a antidepressivos tricíclicos e antipsicóticos metabolizados pelo CYP2D6.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de antidepressivos tricíclicos ou antipsicóticos ao associá-los com ranolazina.
- Ranolazina + loperamida
Os inibidores do CYP3A4, do CYP2C8 ou da glicoproteína P (itraconazol, genfibrozila, ritonavir) aumentam a exposição à loperamida.
O que fazer: Usar com precaução; vigiar sinais de toxicidade cardíaca da loperamida ao associar esses inibidores.
- Ranolazina + lovastatina
Ranolazina pode aumentar o risco de miopatia com lovastatina.
O que fazer: Considerar o ajuste da dose de lovastatina durante a coadministração.
- Ranolazina + lurasidona
A ranolazina pode aumentar a exposição a antidepressivos tricíclicos e antipsicóticos metabolizados pelo CYP2D6.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de antidepressivos tricíclicos ou antipsicóticos ao associá-los com ranolazina.
- Ranolazina + metadona
Metadona e ranolazina prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Ranolazina + dipirona
Dipirona induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ranolazina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se ranolazina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ranolazina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar dipirona.
- Ranolazina + metformina
Ranolazina em doses altas aumenta as concentrações plasmáticas de metformina.
O que fazer: Não ultrapassar 1700 mg/dia de metformina quando usada com ranolazina 1000 mg duas vezes ao dia, e vigiar a glicemia.
- Ranolazina + metronidazol
O uso de metronidazol com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT aumenta o risco de prolongamento do intervalo QT.
O que fazer: Usar com cautela e considerar monitoramento eletrocardiográfico quando metronidazol for associado a outros medicamentos que prolongam o QT.
- Ranolazina + nevirapina
Nevirapina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ranolazina a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se ranolazina for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ranolazina e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar nevirapina.
- Ranolazina + nortriptilina
A ranolazina pode aumentar a exposição a antidepressivos tricíclicos e antipsicóticos metabolizados pelo CYP2D6.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de antidepressivos tricíclicos ou antipsicóticos ao associá-los com ranolazina.
- Ranolazina + olanzapina
A ranolazina pode aumentar a exposição a antidepressivos tricíclicos e antipsicóticos metabolizados pelo CYP2D6.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de antidepressivos tricíclicos ou antipsicóticos ao associá-los com ranolazina.
- Ranolazina + ondansetrona
Medicamentos que prolongam o intervalo QT exigem monitoramento com ondansetrona.
O que fazer: Realizar monitoramento eletrocardiográfico em pacientes que recebem outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
- Ranolazina + pimozida
A ranolazina pode aumentar a exposição a antidepressivos tricíclicos e antipsicóticos metabolizados pelo CYP2D6.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de antidepressivos tricíclicos ou antipsicóticos ao associá-los com ranolazina.
- Ranolazina + risperidona
A ranolazina pode aumentar a exposição a antidepressivos tricíclicos e antipsicóticos metabolizados pelo CYP2D6.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de antidepressivos tricíclicos ou antipsicóticos ao associá-los com ranolazina.
- Ranolazina + rivaroxabana
Ranolazina inibe a glicoproteína P e aumenta a absorção e os níveis de rivaroxabana.
O que fazer: Revisar a bula de rivaroxabana: pode ser necessário reduzir a dose ou evitar a associação, sobretudo na insuficiência renal. Monitorar sinais de toxicidade e, se aplicável, níveis plasmáticos.
- Ranolazina + sirolimo
Ranolazina pode aumentar as concentrações de outros substratos do CYP3A de faixa terapêutica estreita.
O que fazer: Considerar ajustar a dose de lovastatina, ciclosporina, tacrolimo ou sirolimo ao associá-los com ranolazina.
- Ranolazina + solifenacina
Usar com cautela junto com outros medicamentos que prolongam o QT.
O que fazer: Usar com cautela em pacientes que tomam outros medicamentos que prolongam o QT ou com antecedentes de prolongamento do intervalo QT.
- Ranolazina + sulpirida
A ranolazina pode aumentar a exposição a antidepressivos tricíclicos e antipsicóticos metabolizados pelo CYP2D6.
O que fazer: Considerar reduzir a dose de antidepressivos tricíclicos ou antipsicóticos ao associá-los com ranolazina.
- Ranolazina + tacrolimo
Ranolazina pode aumentar as concentrações de outros substratos do CYP3A de faixa terapêutica estreita.
O que fazer: Considerar ajustar a dose de lovastatina, ciclosporina, tacrolimo ou sirolimo ao associá-los com ranolazina.
- Ranolazina + ticagrelor
Os inibidores da glicoproteína P, como a ciclosporina, aumentam a exposição à ranolazina.
O que fazer: Titular a dose de ranolazina conforme a resposta clínica em pacientes tratados com ciclosporina ou outros inibidores predominantes da glicoproteína P.
- Ranolazina + tolterodina
Ter cautela ao usar tolterodina em pacientes tratados com antiarrítmicos de classe IA ou III ou com antecedente de prolongamento do intervalo QT.
O que fazer: Considerar o risco de prolongamento do intervalo QT antes de prescrever tolterodina a pacientes que recebem antiarrítmicos de classe IA ou III (por exemplo, amiodarona ou sotalol) ou com antecedente de prolongamento do intervalo QT.
- Ranolazina + varfarina
Os inibidores do CYP2C9, CYP1A2 e/ou CYP3A4 aumentam o efeito anticoagulante da varfarina.
O que fazer: Monitorar o INR com maior frequência ao iniciar, suspender ou alterar a dose destes medicamentos; ajustar a dose de varfarina conforme a resposta.
Perguntas frequentes
- Com quais medicamentos ranolazina interage?
- Na nossa base, ranolazina tem 84 interações documentadas; as mais graves são com atazanavir, carbamazepina, claritromicina, cobicistate, darunavir, dronedarona. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
- Como reviso ranolazina com outros medicamentos ao mesmo tempo?
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