Interações de ticagrelor
Ticagrelor tem 81 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 1 contraindicada, 35 graves e 45 moderadas. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.
Grupo: Antiagregantes plaquetários, Inibidores do P2Y12. ATC B01AC24. Bula da FDA (em inglês)
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Queixa principal
Cefaleia pulsátil hemicraniana há 24 horas.
História da doença atual
Início pela manhã, EVA 7/10, fotofobia e náusea sem vômito. Terceiro episódio no mês. Melhora parcial com o AINE habitual.
Antecedentes pessoais
HAS diagnosticada há 4 anos, controlada com losartana 50 mg/dia. Nega alergias medicamentosas.
Exame físico · Sinais vitais
PA 130/85 · FC 78 · T 36,8 · EVA 7/10. Sem déficit neurológico focal. Romberg negativo.
Hipótese diagnóstica · CID-10
G43.9Enxaqueca sem aurasugerido
Conduta
Sumatriptana 50 mg VO nas crises. Diário de cefaleia por 2 semanas. Manter losartana 50 mg/dia. Retorno em 7 dias.
Contraindicada1 interação contraindicada
Não associar: a bula ou o mecanismo a desaconselham sempre.
- Ticagrelor + itraconazol
O itraconazol é contraindicado com numerosos medicamentos pelo risco de toxicidade grave devido ao aumento acentuado de suas concentrações.
O que fazer: Não usar itraconazol junto com esses medicamentos durante o tratamento e até 2 semanas depois; colchicina e solifenacina são contraindicadas somente em pacientes com insuficiência renal ou hepática.
Grave35 interações graves
Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.
- Ticagrelor + apixabana
A coadministração de apixabana com antiagregantes, heparina, ácido acetilsalicílico ou AINE aumenta o risco de sangramento.
O que fazer: Vigiar sinais de sangramento; avaliar a relação risco-benefício antes de associar apixabana com esses medicamentos.
- Ticagrelor + atazanavir
Não se recomenda a associação de atazanavir com ticagrelor.
O que fazer: Evitar a associação; considerar um antiagregante alternativo.
- Ticagrelor + carbamazepina
Evitar ticagrelor com indutores potentes do CYP3A.
O que fazer: Evitar a associação.
- Ticagrelor + ciclosporina
Ciclosporina inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de ticagrelor, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de ticagrelor conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Ticagrelor + ciprofloxacino
Ciprofloxacino inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de ticagrelor, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de ticagrelor conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Ticagrelor + claritromicina
Evitar ticagrelor com inibidores potentes do CYP3A.
O que fazer: Evitar a associação.
- Ticagrelor + clopidogrel
Outros antiagregantes aumentam o risco de sangramento com clopidogrel.
O que fazer: Avaliar rapidamente qualquer sinal de sangramento se forem associados antiagregantes.
- Ticagrelor + cobicistate
Ticagrelor não recomendado com cobicistate.
O que fazer: Evitar; usar um antiagregante alternativo.
- Ticagrelor + colchicina
Os inibidores moderados do CYP3A4 ou da P-gp, como verapamil ou diltiazem, podem alterar as concentrações de colchicina.
O que fazer: Consultar a tabela de recomendações de dose e ajustar a dose de colchicina quando coadministrada com um inibidor moderado do CYP3A4 ou da P-gp.
- Ticagrelor + dabigatrana
O uso concomitante de dabigatrana com AINE, antiagregantes ou outros anticoagulantes aumenta o risco de sangramento.
O que fazer: Avaliar cuidadosamente o risco-benefício antes de associar; vigiar sinais de sangramento durante o uso concomitante.
- Ticagrelor + darunavir
Não se recomenda associar darunavir/ritonavir com clopidogrel nem com ticagrelor.
O que fazer: Evitar a associação; considerar um antiagregante alternativo.
- Ticagrelor + digoxina
Esses medicamentos aumentam a concentração sérica de digoxina em menor grau (menos de 50% ou de magnitude não bem estabelecida).
O que fazer: Medir a concentração sérica de digoxina antes de iniciar o medicamento concomitante; continuar monitorando e reduzir a dose de digoxina conforme necessário.
- Ticagrelor + diltiazem
Diltiazem inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de ticagrelor, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de ticagrelor conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Ticagrelor + dronedarona
A dronedarona aumenta a exposição à sinvastatina e a outras estatinas.
O que fazer: Não ultrapassar 10 mg diários de sinvastatina; seguir as recomendações da bula para outras estatinas usadas com inibidores do CYP3A e da glicoproteína P.
- Ticagrelor + duloxetina
A duloxetina pode aumentar o risco de sangramento quando associada a antiagregantes, anticoagulantes, AINE ou ácido acetilsalicílico.
O que fazer: Informar o paciente sobre o maior risco de sangramento e monitorar de perto ao associar duloxetina com antiagregantes, anticoagulantes, AINE ou ácido acetilsalicílico.
- Ticagrelor + edoxabana
Anticoagulantes, antiagregantes, trombolíticos, ISRS e IRSN aumentam o risco de sangramento com edoxabana.
O que fazer: Evitar o uso concomitante.
- Ticagrelor + enoxaparina
O uso concomitante de enoxaparina com outros medicamentos que afetam a hemostasia aumenta o risco de sangramento.
O que fazer: Evitar a coadministração, a menos que seja essencial; se for necessária, realizar vigilância clínica e laboratorial rigorosa.
- Ticagrelor + enzalutamida
Evitar ticagrelor com indutores potentes do CYP3A.
O que fazer: Evitar a associação.
- Ticagrelor + eritromicina
Eritromicina inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de ticagrelor, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de ticagrelor conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Ticagrelor + fenitoína
Evitar ticagrelor com indutores potentes do CYP3A.
O que fazer: Evitar a associação.
- Ticagrelor + fenobarbital
Evitar ticagrelor com indutores potentes do CYP3A.
O que fazer: Evitar a associação.
- Ticagrelor + fluconazol
Fluconazol inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de ticagrelor, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de ticagrelor conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Ticagrelor + fluvoxamina
Fluvoxamina inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de ticagrelor, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de ticagrelor conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Ticagrelor + imatinibe
Imatinibe inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de ticagrelor, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de ticagrelor conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Ticagrelor + indometacina
Aumenta o risco de sangramento, incluindo sangramento grave, ao associar indometacina com anticoagulantes, antiagregantes, ISRS ou IRSN.
O que fazer: Evitar a associação sempre que possível; se for necessária, vigiar rigorosamente sinais de sangramento.
- Ticagrelor + cetoconazol
Evitar ticagrelor com inibidores potentes do CYP3A.
O que fazer: Evitar a associação.
- Ticagrelor + lovastatina
O ticagrelor aumenta as concentrações de sinvastatina e lovastatina; evitar doses altas.
O que fazer: Evitar doses de sinvastatina ou lovastatina superiores a 40 mg ao dia.
- Ticagrelor + posaconazol
Evitar ticagrelor com inibidores potentes do CYP3A.
O que fazer: Evitar a associação.
- Ticagrelor + rifampicina
Deve-se evitar o uso concomitante de ticagrelor com rifampicina.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de ticagrelor com rifampicina.
- Ticagrelor + ritonavir
Evitar ticagrelor com inibidores potentes do CYP3A.
O que fazer: Evitar a associação.
- Ticagrelor + rosuvastatina
O ticagrelor aumenta as concentrações de rosuvastatina; evitar doses altas.
O que fazer: Evitar doses de rosuvastatina maiores que 20 mg ao dia.
- Ticagrelor + sinvastatina
O ticagrelor aumenta as concentrações de sinvastatina e lovastatina; evitar doses altas.
O que fazer: Evitar doses de sinvastatina ou lovastatina superiores a 40 mg ao dia.
- Ticagrelor + verapamil
Verapamil inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de ticagrelor, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de ticagrelor conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Ticagrelor + voriconazol
Evitar ticagrelor com inibidores potentes do CYP3A.
O que fazer: Evitar a associação.
- Ticagrelor + varfarina
O uso concomitante com anticoagulantes, antiagregantes, AINE ou inibidores da recaptação de serotonina aumenta o risco de sangramento.
O que fazer: Vigiar sinais de sangramento; monitorar o INR com maior frequência ao iniciar ou suspender esses medicamentos.
Moderada45 interações moderadas
Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.
- Ticagrelor + ácido acetilsalicílico
Ácido acetilsalicílico e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.
O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).
- Ticagrelor + bictegravir
Ticagrelor inibe a glicoproteína P e aumenta a absorção e os níveis de bictegravir.
O que fazer: Revisar a bula de bictegravir: pode ser necessário reduzir a dose ou evitar a associação, sobretudo na insuficiência renal. Monitorar sinais de toxicidade e, se aplicável, níveis plasmáticos.
- Ticagrelor + bosentana
Bosentana induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ticagrelor a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se ticagrelor for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ticagrelor e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar bosentana.
- Ticagrelor + buprenorfina
Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.
O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.
- Ticagrelor + celecoxibe
Celecoxibe e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.
O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).
- Ticagrelor + cilostazol
Cilostazol e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.
O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).
- Ticagrelor + citalopram
Citalopram e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.
O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).
- Ticagrelor + codeína
Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.
O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.
- Ticagrelor + desvenlafaxina
Desvenlafaxina e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.
O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).
- Ticagrelor + dexcetoprofeno
Dexcetoprofeno e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.
O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).
- Ticagrelor + diclofenaco
O uso concomitante de diclofenaco com antiagregantes, ISRS ou IRSN aumenta o risco de sangramento.
O que fazer: Monitorar sinais de sangramento ao associar diclofenaco com antiagregantes, ISRS ou IRSN.
- Ticagrelor + efavirenz
Efavirenz induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ticagrelor a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se ticagrelor for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ticagrelor e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar efavirenz.
- Ticagrelor + escitalopram
Escitalopram e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.
O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).
- Ticagrelor + etoricoxibe
Etoricoxibe e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.
O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).
- Ticagrelor + everolimo
Os inibidores da glicoproteína P, como a digoxina, podem aumentar as concentrações de everolimo.
O que fazer: Monitorar as concentrações de everolimo quando coadministrado com inibidores da glicoproteína P.
- Ticagrelor + fentanila
Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.
O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.
- Ticagrelor + fluoxetina
Fluoxetina e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.
O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).
- Ticagrelor + hidromorfona
Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.
O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.
- Ticagrelor + ibuprofeno
Ibuprofeno e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.
O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).
- Ticagrelor + cetoprofeno
Cetoprofeno e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.
O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).
- Ticagrelor + cetorolaco
Cetorolaco e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.
O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).
- Ticagrelor + loperamida
Os inibidores do CYP3A4, do CYP2C8 ou da glicoproteína P (itraconazol, genfibrozila, ritonavir) aumentam a exposição à loperamida.
O que fazer: Usar com precaução; vigiar sinais de toxicidade cardíaca da loperamida ao associar esses inibidores.
- Ticagrelor + meloxicam
O uso concomitante com antiagregantes, ISRS ou IRSN aumenta o risco de sangramento.
O que fazer: Vigiar sinais de sangramento quando o meloxicam for associado a esses fármacos.
- Ticagrelor + metadona
Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.
O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.
- Ticagrelor + dipirona
Dipirona induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ticagrelor a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se ticagrelor for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ticagrelor e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar dipirona.
- Ticagrelor + morfina
Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.
O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.
- Ticagrelor + naproxeno
Naproxeno e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.
O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).
- Ticagrelor + nevirapina
Nevirapina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ticagrelor a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se ticagrelor for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ticagrelor e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar nevirapina.
- Ticagrelor + nimesulida
Nimesulida e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.
O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).
- Ticagrelor + oxicodona
Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.
O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.
- Ticagrelor + paroxetina
Paroxetina e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.
O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).
- Ticagrelor + petidina
Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.
O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.
- Ticagrelor + piroxicam
Maior risco de sangramento com antiagregantes, ISRS ou IRSN.
O que fazer: Monitorar sinais de sangramento durante o uso concomitante.
- Ticagrelor + prasugrel
Prasugrel e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.
O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).
- Ticagrelor + ranolazina
Os inibidores da glicoproteína P, como a ciclosporina, aumentam a exposição à ranolazina.
O que fazer: Titular a dose de ranolazina conforme a resposta clínica em pacientes tratados com ciclosporina ou outros inibidores predominantes da glicoproteína P.
- Ticagrelor + rifabutina
Rifabutina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ticagrelor a ponto de torná-lo ineficaz.
O que fazer: Evitar a associação se ticagrelor for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ticagrelor e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifabutina.
- Ticagrelor + rivaroxabana
Ticagrelor inibe a glicoproteína P e aumenta a absorção e os níveis de rivaroxabana.
O que fazer: Revisar a bula de rivaroxabana: pode ser necessário reduzir a dose ou evitar a associação, sobretudo na insuficiência renal. Monitorar sinais de toxicidade e, se aplicável, níveis plasmáticos.
- Ticagrelor + sertralina
Sertralina e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.
O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).
- Ticagrelor + sirolimo
Ticagrelor inibe a glicoproteína P e aumenta a absorção e os níveis de sirolimo.
O que fazer: Revisar a bula de sirolimo: pode ser necessário reduzir a dose ou evitar a associação, sobretudo na insuficiência renal. Monitorar sinais de toxicidade e, se aplicável, níveis plasmáticos.
- Ticagrelor + tacrolimo
Ticagrelor inibe a glicoproteína P e aumenta a absorção e os níveis de tacrolimo.
O que fazer: Revisar a bula de tacrolimo: pode ser necessário reduzir a dose ou evitar a associação, sobretudo na insuficiência renal. Monitorar sinais de toxicidade e, se aplicável, níveis plasmáticos.
- Ticagrelor + tapentadol
Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.
O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.
- Ticagrelor + tramadol
Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.
O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.
- Ticagrelor + trazodona
O uso concomitante de trazodona com antiagregantes, AINE ou anticoagulantes aumenta o risco de sangramento.
O que fazer: Informar o paciente sobre o risco de sangramento; em pacientes em uso de varfarina, monitorar cuidadosamente o INR ao iniciar ou suspender a trazodona.
- Ticagrelor + venlafaxina
Ticagrelor e venlafaxina aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.
O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).
- Ticagrelor + vortioxetina
O uso concomitante com antiagregantes ou anticoagulantes aumenta o risco de sangramento.
O que fazer: Informar os pacientes sobre o maior risco de sangramento; em pacientes em uso de varfarina, vigiar cuidadosamente o INR.
Perguntas frequentes
- Com quais medicamentos ticagrelor interage?
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