Interações de ticagrelor

Ticagrelor tem 81 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 1 contraindicada, 35 graves e 45 moderadas. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.

Grupo: Antiagregantes plaquetários, Inibidores do P2Y12. ATC B01AC24. Bula da FDA (em inglês)

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Contraindicada1 interação contraindicada

Não associar: a bula ou o mecanismo a desaconselham sempre.

  • Ticagrelor + itraconazol

    O itraconazol é contraindicado com numerosos medicamentos pelo risco de toxicidade grave devido ao aumento acentuado de suas concentrações.

    O que fazer: Não usar itraconazol junto com esses medicamentos durante o tratamento e até 2 semanas depois; colchicina e solifenacina são contraindicadas somente em pacientes com insuficiência renal ou hepática.

Grave35 interações graves

Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.

  • Ticagrelor + apixabana

    A coadministração de apixabana com antiagregantes, heparina, ácido acetilsalicílico ou AINE aumenta o risco de sangramento.

    O que fazer: Vigiar sinais de sangramento; avaliar a relação risco-benefício antes de associar apixabana com esses medicamentos.

  • Ticagrelor + atazanavir

    Não se recomenda a associação de atazanavir com ticagrelor.

    O que fazer: Evitar a associação; considerar um antiagregante alternativo.

  • Ticagrelor + carbamazepina

    Evitar ticagrelor com indutores potentes do CYP3A.

    O que fazer: Evitar a associação.

  • Ticagrelor + ciclosporina

    Ciclosporina inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de ticagrelor, um fármaco de margem terapêutica estreita.

    O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de ticagrelor conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).

  • Ticagrelor + ciprofloxacino

    Ciprofloxacino inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de ticagrelor, um fármaco de margem terapêutica estreita.

    O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de ticagrelor conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).

  • Ticagrelor + claritromicina

    Evitar ticagrelor com inibidores potentes do CYP3A.

    O que fazer: Evitar a associação.

  • Ticagrelor + clopidogrel

    Outros antiagregantes aumentam o risco de sangramento com clopidogrel.

    O que fazer: Avaliar rapidamente qualquer sinal de sangramento se forem associados antiagregantes.

  • Ticagrelor + cobicistate

    Ticagrelor não recomendado com cobicistate.

    O que fazer: Evitar; usar um antiagregante alternativo.

  • Ticagrelor + colchicina

    Os inibidores moderados do CYP3A4 ou da P-gp, como verapamil ou diltiazem, podem alterar as concentrações de colchicina.

    O que fazer: Consultar a tabela de recomendações de dose e ajustar a dose de colchicina quando coadministrada com um inibidor moderado do CYP3A4 ou da P-gp.

  • Ticagrelor + dabigatrana

    O uso concomitante de dabigatrana com AINE, antiagregantes ou outros anticoagulantes aumenta o risco de sangramento.

    O que fazer: Avaliar cuidadosamente o risco-benefício antes de associar; vigiar sinais de sangramento durante o uso concomitante.

  • Ticagrelor + darunavir

    Não se recomenda associar darunavir/ritonavir com clopidogrel nem com ticagrelor.

    O que fazer: Evitar a associação; considerar um antiagregante alternativo.

  • Ticagrelor + digoxina

    Esses medicamentos aumentam a concentração sérica de digoxina em menor grau (menos de 50% ou de magnitude não bem estabelecida).

    O que fazer: Medir a concentração sérica de digoxina antes de iniciar o medicamento concomitante; continuar monitorando e reduzir a dose de digoxina conforme necessário.

  • Ticagrelor + diltiazem

    Diltiazem inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de ticagrelor, um fármaco de margem terapêutica estreita.

    O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de ticagrelor conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).

  • Ticagrelor + dronedarona

    A dronedarona aumenta a exposição à sinvastatina e a outras estatinas.

    O que fazer: Não ultrapassar 10 mg diários de sinvastatina; seguir as recomendações da bula para outras estatinas usadas com inibidores do CYP3A e da glicoproteína P.

  • Ticagrelor + duloxetina

    A duloxetina pode aumentar o risco de sangramento quando associada a antiagregantes, anticoagulantes, AINE ou ácido acetilsalicílico.

    O que fazer: Informar o paciente sobre o maior risco de sangramento e monitorar de perto ao associar duloxetina com antiagregantes, anticoagulantes, AINE ou ácido acetilsalicílico.

  • Ticagrelor + edoxabana

    Anticoagulantes, antiagregantes, trombolíticos, ISRS e IRSN aumentam o risco de sangramento com edoxabana.

    O que fazer: Evitar o uso concomitante.

  • Ticagrelor + enoxaparina

    O uso concomitante de enoxaparina com outros medicamentos que afetam a hemostasia aumenta o risco de sangramento.

    O que fazer: Evitar a coadministração, a menos que seja essencial; se for necessária, realizar vigilância clínica e laboratorial rigorosa.

  • Ticagrelor + enzalutamida

    Evitar ticagrelor com indutores potentes do CYP3A.

    O que fazer: Evitar a associação.

  • Ticagrelor + eritromicina

    Eritromicina inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de ticagrelor, um fármaco de margem terapêutica estreita.

    O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de ticagrelor conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).

  • Ticagrelor + fenitoína

    Evitar ticagrelor com indutores potentes do CYP3A.

    O que fazer: Evitar a associação.

  • Ticagrelor + fenobarbital

    Evitar ticagrelor com indutores potentes do CYP3A.

    O que fazer: Evitar a associação.

  • Ticagrelor + fluconazol

    Fluconazol inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de ticagrelor, um fármaco de margem terapêutica estreita.

    O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de ticagrelor conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).

  • Ticagrelor + fluvoxamina

    Fluvoxamina inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de ticagrelor, um fármaco de margem terapêutica estreita.

    O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de ticagrelor conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).

  • Ticagrelor + imatinibe

    Imatinibe inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de ticagrelor, um fármaco de margem terapêutica estreita.

    O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de ticagrelor conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).

  • Ticagrelor + indometacina

    Aumenta o risco de sangramento, incluindo sangramento grave, ao associar indometacina com anticoagulantes, antiagregantes, ISRS ou IRSN.

    O que fazer: Evitar a associação sempre que possível; se for necessária, vigiar rigorosamente sinais de sangramento.

  • Ticagrelor + cetoconazol

    Evitar ticagrelor com inibidores potentes do CYP3A.

    O que fazer: Evitar a associação.

  • Ticagrelor + lovastatina

    O ticagrelor aumenta as concentrações de sinvastatina e lovastatina; evitar doses altas.

    O que fazer: Evitar doses de sinvastatina ou lovastatina superiores a 40 mg ao dia.

  • Ticagrelor + posaconazol

    Evitar ticagrelor com inibidores potentes do CYP3A.

    O que fazer: Evitar a associação.

  • Ticagrelor + rifampicina

    Deve-se evitar o uso concomitante de ticagrelor com rifampicina.

    O que fazer: Evitar o uso concomitante de ticagrelor com rifampicina.

  • Ticagrelor + ritonavir

    Evitar ticagrelor com inibidores potentes do CYP3A.

    O que fazer: Evitar a associação.

  • Ticagrelor + rosuvastatina

    O ticagrelor aumenta as concentrações de rosuvastatina; evitar doses altas.

    O que fazer: Evitar doses de rosuvastatina maiores que 20 mg ao dia.

  • Ticagrelor + sinvastatina

    O ticagrelor aumenta as concentrações de sinvastatina e lovastatina; evitar doses altas.

    O que fazer: Evitar doses de sinvastatina ou lovastatina superiores a 40 mg ao dia.

  • Ticagrelor + verapamil

    Verapamil inibe o CYP3A4 e pode elevar de forma importante os níveis de ticagrelor, um fármaco de margem terapêutica estreita.

    O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de ticagrelor conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).

  • Ticagrelor + voriconazol

    Evitar ticagrelor com inibidores potentes do CYP3A.

    O que fazer: Evitar a associação.

  • Ticagrelor + varfarina

    O uso concomitante com anticoagulantes, antiagregantes, AINE ou inibidores da recaptação de serotonina aumenta o risco de sangramento.

    O que fazer: Vigiar sinais de sangramento; monitorar o INR com maior frequência ao iniciar ou suspender esses medicamentos.

Moderada45 interações moderadas

Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.

  • Ticagrelor + ácido acetilsalicílico

    Ácido acetilsalicílico e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.

    O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).

  • Ticagrelor + bictegravir

    Ticagrelor inibe a glicoproteína P e aumenta a absorção e os níveis de bictegravir.

    O que fazer: Revisar a bula de bictegravir: pode ser necessário reduzir a dose ou evitar a associação, sobretudo na insuficiência renal. Monitorar sinais de toxicidade e, se aplicável, níveis plasmáticos.

  • Ticagrelor + bosentana

    Bosentana induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ticagrelor a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se ticagrelor for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ticagrelor e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar bosentana.

  • Ticagrelor + buprenorfina

    Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.

    O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.

  • Ticagrelor + celecoxibe

    Celecoxibe e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.

    O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).

  • Ticagrelor + cilostazol

    Cilostazol e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.

    O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).

  • Ticagrelor + citalopram

    Citalopram e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.

    O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).

  • Ticagrelor + codeína

    Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.

    O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.

  • Ticagrelor + desvenlafaxina

    Desvenlafaxina e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.

    O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).

  • Ticagrelor + dexcetoprofeno

    Dexcetoprofeno e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.

    O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).

  • Ticagrelor + diclofenaco

    O uso concomitante de diclofenaco com antiagregantes, ISRS ou IRSN aumenta o risco de sangramento.

    O que fazer: Monitorar sinais de sangramento ao associar diclofenaco com antiagregantes, ISRS ou IRSN.

  • Ticagrelor + efavirenz

    Efavirenz induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ticagrelor a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se ticagrelor for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ticagrelor e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar efavirenz.

  • Ticagrelor + escitalopram

    Escitalopram e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.

    O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).

  • Ticagrelor + etoricoxibe

    Etoricoxibe e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.

    O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).

  • Ticagrelor + everolimo

    Os inibidores da glicoproteína P, como a digoxina, podem aumentar as concentrações de everolimo.

    O que fazer: Monitorar as concentrações de everolimo quando coadministrado com inibidores da glicoproteína P.

  • Ticagrelor + fentanila

    Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.

    O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.

  • Ticagrelor + fluoxetina

    Fluoxetina e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.

    O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).

  • Ticagrelor + hidromorfona

    Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.

    O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.

  • Ticagrelor + ibuprofeno

    Ibuprofeno e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.

    O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).

  • Ticagrelor + cetoprofeno

    Cetoprofeno e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.

    O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).

  • Ticagrelor + cetorolaco

    Cetorolaco e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.

    O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).

  • Ticagrelor + loperamida

    Os inibidores do CYP3A4, do CYP2C8 ou da glicoproteína P (itraconazol, genfibrozila, ritonavir) aumentam a exposição à loperamida.

    O que fazer: Usar com precaução; vigiar sinais de toxicidade cardíaca da loperamida ao associar esses inibidores.

  • Ticagrelor + meloxicam

    O uso concomitante com antiagregantes, ISRS ou IRSN aumenta o risco de sangramento.

    O que fazer: Vigiar sinais de sangramento quando o meloxicam for associado a esses fármacos.

  • Ticagrelor + metadona

    Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.

    O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.

  • Ticagrelor + dipirona

    Dipirona induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ticagrelor a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se ticagrelor for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ticagrelor e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar dipirona.

  • Ticagrelor + morfina

    Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.

    O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.

  • Ticagrelor + naproxeno

    Naproxeno e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.

    O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).

  • Ticagrelor + nevirapina

    Nevirapina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ticagrelor a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se ticagrelor for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ticagrelor e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar nevirapina.

  • Ticagrelor + nimesulida

    Nimesulida e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.

    O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).

  • Ticagrelor + oxicodona

    Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.

    O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.

  • Ticagrelor + paroxetina

    Paroxetina e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.

    O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).

  • Ticagrelor + petidina

    Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.

    O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.

  • Ticagrelor + piroxicam

    Maior risco de sangramento com antiagregantes, ISRS ou IRSN.

    O que fazer: Monitorar sinais de sangramento durante o uso concomitante.

  • Ticagrelor + prasugrel

    Prasugrel e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.

    O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).

  • Ticagrelor + ranolazina

    Os inibidores da glicoproteína P, como a ciclosporina, aumentam a exposição à ranolazina.

    O que fazer: Titular a dose de ranolazina conforme a resposta clínica em pacientes tratados com ciclosporina ou outros inibidores predominantes da glicoproteína P.

  • Ticagrelor + rifabutina

    Rifabutina induz o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de ticagrelor a ponto de torná-lo ineficaz.

    O que fazer: Evitar a associação se ticagrelor for crítico (anticoagulantes, antirretrovirais, imunossupressores, anticoncepcionais). Se for usada, ajustar a dose de ticagrelor e monitorar seu efeito ou seus níveis, inclusive ao retirar rifabutina.

  • Ticagrelor + rivaroxabana

    Ticagrelor inibe a glicoproteína P e aumenta a absorção e os níveis de rivaroxabana.

    O que fazer: Revisar a bula de rivaroxabana: pode ser necessário reduzir a dose ou evitar a associação, sobretudo na insuficiência renal. Monitorar sinais de toxicidade e, se aplicável, níveis plasmáticos.

  • Ticagrelor + sertralina

    Sertralina e ticagrelor aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.

    O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).

  • Ticagrelor + sirolimo

    Ticagrelor inibe a glicoproteína P e aumenta a absorção e os níveis de sirolimo.

    O que fazer: Revisar a bula de sirolimo: pode ser necessário reduzir a dose ou evitar a associação, sobretudo na insuficiência renal. Monitorar sinais de toxicidade e, se aplicável, níveis plasmáticos.

  • Ticagrelor + tacrolimo

    Ticagrelor inibe a glicoproteína P e aumenta a absorção e os níveis de tacrolimo.

    O que fazer: Revisar a bula de tacrolimo: pode ser necessário reduzir a dose ou evitar a associação, sobretudo na insuficiência renal. Monitorar sinais de toxicidade e, se aplicável, níveis plasmáticos.

  • Ticagrelor + tapentadol

    Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.

    O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.

  • Ticagrelor + tramadol

    Os opioides retardam e reduzem a absorção do ticagrelor.

    O que fazer: Considerar o uso de um antiagregante parenteral em pacientes com síndrome coronariana aguda que necessitem de opioides.

  • Ticagrelor + trazodona

    O uso concomitante de trazodona com antiagregantes, AINE ou anticoagulantes aumenta o risco de sangramento.

    O que fazer: Informar o paciente sobre o risco de sangramento; em pacientes em uso de varfarina, monitorar cuidadosamente o INR ao iniciar ou suspender a trazodona.

  • Ticagrelor + venlafaxina

    Ticagrelor e venlafaxina aumentam o risco de sangramento; juntos, o efeito se soma.

    O que fazer: Evitar se não houver indicação clara para ambos. Se forem associados: menor dose e menor duração, gastroproteção com IBP se houver risco digestivo e monitorar sinais de sangramento (e o INR com antagonistas da vitamina K).

  • Ticagrelor + vortioxetina

    O uso concomitante com antiagregantes ou anticoagulantes aumenta o risco de sangramento.

    O que fazer: Informar os pacientes sobre o maior risco de sangramento; em pacientes em uso de varfarina, vigiar cuidadosamente o INR.

Perguntas frequentes

Com quais medicamentos ticagrelor interage?
Na nossa base, ticagrelor tem 81 interações documentadas; as mais graves são com itraconazol, apixabana, atazanavir, carbamazepina, ciclosporina, ciprofloxacino. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
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