Interações de flecainida
Flecainida tem 71 interações medicamentosas documentadas na nossa base: 4 contraindicadas, 31 graves e 36 moderadas. Cada uma com o mecanismo, o efeito clínico, o que fazer e a fonte.
Grupo: Antiarrítmicos. ATC C01BC04. Bula da FDA (em inglês)
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Queixa principal
Cefaleia pulsátil hemicraniana há 24 horas.
História da doença atual
Início pela manhã, EVA 7/10, fotofobia e náusea sem vômito. Terceiro episódio no mês. Melhora parcial com o AINE habitual.
Antecedentes pessoais
HAS diagnosticada há 4 anos, controlada com losartana 50 mg/dia. Nega alergias medicamentosas.
Exame físico · Sinais vitais
PA 130/85 · FC 78 · T 36,8 · EVA 7/10. Sem déficit neurológico focal. Romberg negativo.
Hipótese diagnóstica · CID-10
G43.9Enxaqueca sem aurasugerido
Conduta
Sumatriptana 50 mg VO nas crises. Diário de cefaleia por 2 semanas. Manter losartana 50 mg/dia. Retorno em 7 dias.
Contraindicada4 interações contraindicadas
Não associar: a bula ou o mecanismo a desaconselham sempre.
- Flecainida + dronedarona
A dronedarona é contraindicada com medicamentos que prolongam o intervalo QT, incluindo antiarrítmicos de classe I e III.
O que fazer: Não usar dronedarona junto com medicamentos que prolongam o intervalo QT.
- Flecainida + ritonavir
Ritonavir com esses antiarrítmicos é contraindicado pelo risco de arritmias cardíacas.
O que fazer: Não usar a associação.
- Flecainida + voriconazol
A associação de voriconazol com pimozida, quinidina ou ivabradina é contraindicada.
O que fazer: Não associar voriconazol com pimozida, quinidina nem ivabradina.
- Flecainida + ziprasidona
Contraindicado associar ziprasidona com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar o uso combinado com qualquer medicamento que prolongue o intervalo QT; se não for possível, não usar ziprasidona.
Grave31 interações graves
Pode causar dano grave: evitar ou usar só com ajuste e vigilância rigorosa.
- Flecainida + abiraterona
Abiraterona inibe o CYP2D6 e pode elevar de forma importante os níveis de flecainida, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de flecainida conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Flecainida + amiodarona
a amiodarona aumenta acentuadamente as concentrações de flecainida
O que fazer: reduzir a dose de flecainida ao acrescentar amiodarona
- Flecainida + bupropiona
A bupropiona aumenta a concentração desses medicamentos metabolizados pelo CYP2D6.
O que fazer: Considerar reduzir a dose do medicamento coadministrado, especialmente se tiver margem terapêutica estreita.
- Flecainida + celecoxibe
Celecoxibe inibe o CYP2D6 e pode elevar de forma importante os níveis de flecainida, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de flecainida conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Flecainida + cinacalcete
O cinacalcete aumenta a exposição à flecainida e aos antidepressivos tricíclicos, medicamentos de margem terapêutica estreita metabolizados pelo CYP2D6.
O que fazer: Ajustar a dose de flecainida ou do antidepressivo tricíclico e vigiar sinais de toxicidade ao associar com cinacalcete.
- Flecainida + ciprofloxacino
Evitar ciprofloxacino em pacientes que recebem outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar a associação com antiarrítmicos de classe IA ou III, antidepressivos tricíclicos, macrolídeos ou antipsicóticos.
- Flecainida + citalopram
O citalopram não deve ser usado junto com outros medicamentos que prolongam o intervalo QTc.
O que fazer: Evitar a associação; se não for possível, monitorar o ECG.
- Flecainida + claritromicina
Evitar claritromicina em pacientes que recebem antiarrítmicos de classe IA ou III, como amiodarona ou sotalol.
O que fazer: Evitar claritromicina em pacientes tratados com amiodarona, sotalol ou outros antiarrítmicos de classe IA/III.
- Flecainida + clorpromazina
Clorpromazina inibe o CYP2D6 e pode elevar de forma importante os níveis de flecainida, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de flecainida conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Flecainida + difenidramina
Difenidramina inibe o CYP2D6 e pode elevar de forma importante os níveis de flecainida, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de flecainida conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Flecainida + diltiazem
não se recomenda a coadministração de flecainida com diltiazem ou nifedipino
O que fazer: evitar o uso concomitante de flecainida com diltiazem ou nifedipino
- Flecainida + duloxetina
A duloxetina aumenta as concentrações de medicamentos metabolizados pelo CYP2D6 de margem terapêutica estreita, como os antidepressivos tricíclicos e os antiarrítmicos de classe 1C.
O que fazer: Usar com precaução; monitorar as concentrações plasmáticas do antidepressivo tricíclico e reduzir sua dose, se necessário, ao associá-lo com duloxetina.
- Flecainida + eritromicina
A eritromicina deve ser evitada em pacientes que recebem antiarrítmicos de classe IA ou III, como amiodarona ou sotalol.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de eritromicina com esses antiarrítmicos.
- Flecainida + fluoxetina
Evitar fluoxetina com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de medicamentos que prolongam o intervalo QT; se for imprescindível, monitorar com ECG.
- Flecainida + formoterol
Antidepressivos tricíclicos e medicamentos que prolongam o intervalo QTc potencializam os efeitos cardiovasculares do formoterol.
O que fazer: Usar com extrema cautela.
- Flecainida + fosfomicina
Evitar fosfomicina intravenosa com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar a associação com antiarrítmicos de classe IA ou III, antidepressivos tricíclicos, macrolídeos ou antipsicóticos.
- Flecainida + hidroxicloroquina
Não se recomenda o uso de hidroxicloroquina com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar o uso concomitante com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT ou são arritmogênicos; corrigir distúrbios eletrolíticos antes do uso.
- Flecainida + levofloxacino
O levofloxacino deve ser evitado com antiarrítmicos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar levofloxacino em pacientes que recebem amiodarona, sotalol ou outros antiarrítmicos de classe IA ou III.
- Flecainida + loperamida
Deve-se evitar o uso conjunto de loperamida com medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar a associação com antiarrítmicos de classe IA ou III, antipsicóticos, moxifloxacino ou outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
- Flecainida + mirabegrona
Mirabegrona inibe o CYP2D6 e pode elevar de forma importante os níveis de flecainida, um fármaco de margem terapêutica estreita.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, reduzir a dose de flecainida conforme a bula e monitorar sinais de toxicidade (e níveis plasmáticos, se dosados).
- Flecainida + moxifloxacino
Evitar moxifloxacino com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar o uso concomitante de medicamentos que prolongam o intervalo QT.
- Flecainida + nifedipino
não se recomenda a coadministração de flecainida com diltiazem ou nifedipino
O que fazer: evitar o uso concomitante de flecainida com diltiazem ou nifedipino
- Flecainida + paliperidona
Evitar paliperidona com outros medicamentos que prolongam o intervalo QTc.
O que fazer: Evitar a associação de paliperidona com antiarrítmicos de classe IA/III, antipsicóticos ou antibióticos que prolongam o intervalo QT, como amiodarona, sotalol, clorpromazina ou moxifloxacino.
- Flecainida + paroxetina
Os medicamentos metabolizados pelo CYP2D6 exigem cautela se associados à paroxetina.
O que fazer: Usar com cautela; considerar monitoramento clínico ou dos níveis plasmáticos e ajustar a dose do medicamento concomitante.
- Flecainida + pimozida
Risco de efeito aditivo sobre o intervalo QT com antiarrítmicos, tricíclicos ou fenotiazinas.
O que fazer: Evitar a associação sempre que possível; se usada, monitorar o ECG.
- Flecainida + propafenona
Outros antiarrítmicos e medicamentos que prolongam o intervalo QT não devem ser usados com propafenona.
O que fazer: Evitar o uso concomitante.
- Flecainida + quetiapina
Deve-se evitar o uso concomitante com medicamentos que prolongam o intervalo QTc, pelo risco de arritmias ventriculares graves.
O que fazer: Evitar a associação; se não for possível, monitorar o ECG e corrigir alterações de potássio e magnésio.
- Flecainida + sotalol
Não se recomenda usar sotalol junto com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar a associação de sotalol com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT; se necessária, vigiar o ECG rigorosamente.
- Flecainida + terbinafina
A terbinafina pode aumentar as concentrações de medicamentos metabolizados pelo CYP2D6.
O que fazer: Monitorar rigorosamente e considerar reduzir a dose do medicamento metabolizado pelo CYP2D6.
- Flecainida + trazodona
Deve-se evitar o uso de trazodona com inibidores do CYP3A4 ou com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
O que fazer: Evitar o uso de trazodona junto com inibidores do CYP3A4 (como itraconazol, claritromicina ou voriconazol) ou com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT (como amiodarona, sotalol, ziprasidona ou clorpromazina).
- Flecainida + verapamil
deve-se evitar verapamil com flecainida, a menos que o benefício supere o risco
O que fazer: não administrar verapamil concomitantemente com flecainida, a menos que o benefício supere o risco
Moderada36 interações moderadas
Clinicamente relevante: ajustar a dose ou monitorar.
- Flecainida + amitriptilina
Os inibidores do CYP2D6 (propafenona, flecainida, ISRS, antipsicóticos fenotiazínicos) podem aumentar as concentrações plasmáticas de amitriptilina.
O que fazer: Considerar doses mais baixas de amitriptilina; monitorar os níveis plasmáticos de amitriptilina ao associar ou retirar o inibidor.
- Flecainida + atenolol
a flecainida com betabloqueadores pode ter efeitos inotrópicos negativos aditivos
O que fazer: reconhecer o risco de efeito inotrópico negativo aditivo e vigiar a função cardíaca
- Flecainida + azitromicina
A azitromicina pode aumentar o risco de prolongamento do intervalo QT em pacientes que recebem antiarrítmicos de classe IA ou III.
O que fazer: Ponderar o risco e o benefício de usar azitromicina em pacientes com esses antiarrítmicos.
- Flecainida + bisoprolol
Usar com precaução bisoprolol junto com verapamil, diltiazem ou outros medicamentos que deprimam a condução AV.
O que fazer: Usar com precaução; vigiar a frequência cardíaca e a condução AV.
- Flecainida + carbamazepina
os indutores enzimáticos aumentam a eliminação da flecainida
O que fazer: vigiar a resposta clínica e considerar ajuste de dose da flecainida
- Flecainida + carvedilol
a flecainida com betabloqueadores pode ter efeitos inotrópicos negativos aditivos
O que fazer: reconhecer o risco de efeito inotrópico negativo aditivo e vigiar a função cardíaca
- Flecainida + clomipramina
Os ISRS e os antiarrítmicos de classe 1C (propafenona, flecainida) inibem o CYP2D6 e podem aumentar as concentrações plasmáticas de clomipramina.
O que fazer: Considerar doses mais baixas de clomipramina ou do fármaco inibidor; vigiar os níveis plasmáticos de clomipramina, se possível.
- Flecainida + clonidina
Doses intravenosas altas de clonidina poderiam aumentar o potencial arritmogênico do haloperidol intravenoso.
O que fazer: Usar com precaução; a relevância para a clonidina oral não está estabelecida.
- Flecainida + cloroquina
Cloroquina e flecainida prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Flecainida + clozapina
A clozapina pode aumentar os níveis de antiarrítmicos de classe 1C metabolizados pelo CYP2D6.
O que fazer: Monitorar clinicamente ao associar clozapina com esses antiarrítmicos.
- Flecainida + cobicistate
Antiarrítmicos com concentrações aumentadas pelo cobicistate.
O que fazer: Monitoramento clínico ao coadministrar.
- Flecainida + darunavir
Darunavir/ritonavir pode aumentar as concentrações de digoxina e de outros antiarrítmicos.
O que fazer: Monitorar as concentrações terapêuticas do antiarrítmico; iniciar digoxina com a menor dose e monitorar seus níveis séricos.
- Flecainida + digoxina
a flecainida aumenta levemente as concentrações de digoxina
O que fazer: monitorar os níveis de digoxina e sinais de toxicidade digitálica
- Flecainida + domperidona
Domperidona e flecainida prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Flecainida + donepezila
Donepezila e flecainida prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Flecainida + escitalopram
Escitalopram e flecainida prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Flecainida + fenitoína
os indutores enzimáticos aumentam a eliminação da flecainida
O que fazer: vigiar a resposta clínica e considerar ajuste de dose da flecainida
- Flecainida + fenobarbital
os indutores enzimáticos aumentam a eliminação da flecainida
O que fazer: vigiar a resposta clínica e considerar ajuste de dose da flecainida
- Flecainida + fluconazol
Fluconazol e flecainida prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Flecainida + haloperidol
O uso concomitante de haloperidol com medicamentos que prolongam o intervalo QT aumenta o risco de prolongamento do intervalo QT.
O que fazer: Usar a associação com cautela; monitorar o ECG e os eletrólitos.
- Flecainida + imipramina
Os inibidores do CYP2D6 (propafenona, flecainida, antipsicóticos fenotiazínicos, ISRS) podem aumentar as concentrações plasmáticas de imipramina.
O que fazer: Considerar doses mais baixas de imipramina; monitorar os níveis plasmáticos ao associar ou retirar o inibidor.
- Flecainida + cetoconazol
Cetoconazol e flecainida prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Flecainida + metadona
O uso concomitante de metadona com medicamentos que prolongam o intervalo QT (antiarrítmicos, antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos, bloqueadores dos canais de cálcio) aumenta o risco de prolongamento do intervalo QT e arritmia.
O que fazer: Avaliar fatores de risco modificáveis antes de iniciar ou ajustar a dose de metadona; monitorar o ECG e corrigir distúrbios eletrolíticos.
- Flecainida + metoprolol
a flecainida com betabloqueadores pode ter efeitos inotrópicos negativos aditivos
O que fazer: reconhecer o risco de efeito inotrópico negativo aditivo e vigiar a função cardíaca
- Flecainida + metronidazol
O uso de metronidazol com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT aumenta o risco de prolongamento do intervalo QT.
O que fazer: Usar com cautela e considerar monitoramento eletrocardiográfico quando metronidazol for associado a outros medicamentos que prolongam o QT.
- Flecainida + nebivolol
a flecainida com betabloqueadores pode ter efeitos inotrópicos negativos aditivos
O que fazer: reconhecer o risco de efeito inotrópico negativo aditivo e vigiar a função cardíaca
- Flecainida + nortriptilina
Flecainida e propafenona podem aumentar a toxicidade da nortriptilina.
O que fazer: Usar doses mais baixas de nortriptilina e monitorar suas concentrações plasmáticas.
- Flecainida + ondansetrona
Medicamentos que prolongam o intervalo QT exigem monitoramento com ondansetrona.
O que fazer: Realizar monitoramento eletrocardiográfico em pacientes que recebem outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
- Flecainida + posaconazol
Posaconazol e flecainida prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Flecainida + propranolol
flecainida e propranolol têm efeitos inotrópicos negativos aditivos
O que fazer: usar a associação com cautela e vigiar a função cardíaca
- Flecainida + rifampicina
Rifampicina diminui a exposição aos antiarrítmicos, como a propafenona.
O que fazer: Vigiar a resposta clínica e o ritmo cardíaco; ajustar a dose, se necessário.
- Flecainida + sertralina
Sertralina pode aumentar as concentrações plasmáticas de propafenona e flecainida por inibição do CYP2D6.
O que fazer: Vigiar clinicamente e considerar ajustar a dose do antiarrítmico se coadministrado com sertralina.
- Flecainida + solifenacina
Usar com cautela junto com outros medicamentos que prolongam o QT.
O que fazer: Usar com cautela em pacientes que tomam outros medicamentos que prolongam o QT ou com antecedentes de prolongamento do intervalo QT.
- Flecainida + sulpirida
Sulpirida e flecainida prolongam o intervalo QT; juntos, aumentam o risco de arritmias ventriculares.
O que fazer: Evitar a associação se houver alternativa. Se for usada, ECG basal e após o início, corrigir potássio e magnésio e evitar outros fatores de risco.
- Flecainida + tacrolimo
O tacrolimo pode prolongar o QT; vigiar com antiarrítmicos ou outros medicamentos que prolonguem o QT.
O que fazer: Considerar eletrocardiogramas e vigiar eletrólitos periodicamente durante o tratamento concomitante.
- Flecainida + tolterodina
Ter cautela ao usar tolterodina em pacientes tratados com antiarrítmicos de classe IA ou III ou com antecedente de prolongamento do intervalo QT.
O que fazer: Considerar o risco de prolongamento do intervalo QT antes de prescrever tolterodina a pacientes que recebem antiarrítmicos de classe IA ou III (por exemplo, amiodarona ou sotalol) ou com antecedente de prolongamento do intervalo QT.
Perguntas frequentes
- Com quais medicamentos flecainida interage?
- Na nossa base, flecainida tem 71 interações documentadas; as mais graves são com dronedarona, ritonavir, voriconazol, ziprasidona, abiraterona, amiodarona. A lista completa, agrupada por gravidade, está nesta página. Um medicamento não aparecer não garante que não interaja.
- Como reviso flecainida com outros medicamentos ao mesmo tempo?
- Abra o verificador de interações com flecainida já carregado e adicione até mais 9 medicamentos: ele revisa todos os pares e os ordena por gravidade.
Revise interações sem sair da consulta.
O Cliini escreve a receita e a nota por você enquanto você atende: escuta a consulta e entrega o prontuário estruturado, com diagnósticos e medicamentos.